terça-feira, novembro 29, 2005

PARABÉNS À COMPANHIA TEATRAL DO CHIADO E AOS 10 ANOS DAS OBRAS COMPLETAS DE WILLIAM SHAKESPEARE EM 97 MINUTOS...
mais coisa menos coisa


Aos vinte e quatro dias de Novembro do ano da graça de mil novecentos e noventa e seis, estreava no reino dos Algarves, mais propriamente na cidade foraleira de Portimão, aquele que viria a constituir-se como o maior êxito teatral de sempre em terras lusas: As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos, homenagem de três norte-americanos não alinhados: Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer, ao Gil Vicente lá das Terras de Sua Majestade: William Shakespeare! Paródia que mereceu desde então adjectivações várias: «alucinante», «irreverente», «cardíaco», «hilariante», «desopilante», «burlesco», «divertido», «transversal», «louco», «irresistível», «fenómeno», «endiabrado», «interactivo», «mordaz», «histriónico», «genial», «excelente», «imperdível», «incontornável», «truculento», «indispensável», «obrigatório», etc., etc., etc. ...! Pois bem, volvidos nove anos a gesta da Companhia Teatral do Chiado continua com toda a pujança e regressa uma vez mais ao reino dos Algarves por ocasião do Festival de Outono da mui prestigiada instituição INATEL. O Auditório Pedro Ruivo (Conservatório Maria Campina) acolherá assim o mais energético elenco do país: João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim. A função terá lugar no dia 25 de Novembro (mera coincidência de data!) pelas 21h30. É pois com muita alegria e muita festança que a Companhia Teatral do Chiado vê as suAs Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos entrarem no 10º ano consecutivo de representações. Para os autos e para a história registe-se a 102ª digressão e a 909ª representação para um cômputo de mais 138.500 espectadores.
IMPRENSA

Lauro António Comércio do Porto
«Percebe-se porque razão muitos espectadores já viram vezes sem fim esta obra, porque ela nunca é a mesma, vive da improvisação do dia, da relação palco-plateia que se estabelece, e da inspiração de uns e outros. Este é o tipo de teatro que nenhum meio tecnológico consegue substituir. Perante o cinema, a televisão ou mesmo a interactividade do pc, este teatro não morre, sobrevive.»

Joel Neto Record
«A "soirée" é imperdível.»

José Jorge Letria Jornal da Costa do Sol
«Vale a pena ter presente o êxito desta companhia profissional que, erguendo alto a bandeira que Mário Viegas nunca deixou de empunhar, assume o teatro como um projecto profissional de qualidade que não se confina ao espartilho das modas (...) imposto pela crítica dominante.»

Ricardo Salomão Blitz
«... uma intensa interactividade com a audiência, conseguindo construir com segurança, alegria e inteligência uma enorme festa.»

Jaime Cravo Política Moderna
«A melhor homenagem (em originalidade e simplicidade) alguma vez feita ao criador de Romeu e Julieta. Eles, os três shakers preferidos de Shakespeare, com a capacidade para 37 shots de cair para o lado, merecem todas as palmas e mais algumas. Ela, a Companhia Teatral do Chiado, merece o sucesso que tem tido e o apoio que não tem do Ministério da Cultura. Juvenal Garcês foi quem dirigiu, Vasco Letria deu luz (...). Para todos eles, e mais alguns, muitos, Gustavo Rubim, Rita Lello, Jorge Pinto (...). Para todos, pensamos não ter esquecido ninguém, a POLÍTICA MODERNA tem algumas palavras que ainda ninguém lhes deu: gostámos muito do espectáculo.»

Manuel João Gomes Público
«Nunca tão poucos actores - um trio exímio na arte de comunicar - provocaram tantas gargalhadas (...)»

Eugénia Vasques Expresso
«A Revisitação hilariante da Obra Completa do velho Bardo.»

Rita Bertrand A Capital «Toda a plateia ruboresce de riso com as piadas picantes»

Ana Maria Ribeiro Correio da Manhã
«Um espectáculo absolutamente hilariante, a um ritmo de cortar a respiração»

Carla Maia Notícias Magazine
«Um trio de actores insuperável»

Fernando Midões Diário de Notícias
«Shakespeare revisitado numa obra que consegue ser plena, conseguida, lucida, critico-humorística»

Marina Ramos Público
«Um espectáculo interactivo, capaz de eliminar qualquer depressão»

Sofia Reis Valor
«Se quer passar um bom serão, não perca esta peça. Vai ver que não se arrepende.»

Carlos Porto JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias
«Situações de grande comicidade que se deve ao texto, àa tradução, ao ritmo imposto pela encenação e ao trabalho interpretativo.»

José Mendes
«Esta (...) proposta da Companhia Teatral do Chiado é irresistível. Está bem de ver e rever.»

Mulher-Aranha Público (Computadores)
«Não parei de rir»

Alexandra Carita A Capital
«Um espectáculo que já deu provas da sua qualidade»

Carla Maia de Almeida Notícias Magazine
«Garante-se riso puro e visceral»

Tito Lívio Correio da Manhã
«Um espectáculo endiabrado e velocíssimo»

Rute Coelho Tal & Qual
«Se quer passar uma noite bem-disposta, não perca»

Manuel Agostinho Magalhães Expresso
«Um "digest" de rir à gargalhada»

Jorge Sampaio, Presidente da República
«Excelente peça. Irreverente, mas muito bem feita. Aqui, aprendi a olhar Shakespeare de uma maneira muito divertida»

Ana Sousa Dias Por Outro Lado - RTP2
«Nunca ri tanto e tanto tempo seguido na minha vida. Fartei-me de chorar de rir»

Eugénia Vasques Expresso
«Os professores de literatura inglesa têm aqui uma bela proposta para um teste de avaliação de conhecimentos ou, se quiserem distribuir felicidade, para uma introdução paródica à obra de Shakespeare. A brincadeira, em ritmo e adaptação muito portugueses, pode redundar em muita seriedade.»
ANTES DE COMEÇAR
de Almada Negreiros
ilustração de Miguel Sá Fernandes
“(...) as pessoas antes de serem grandes começam por ser pequeninas!”
ANTES DE COMEÇAR, Almada Negreiros

Algures no teatro do mundo, há um boneco e uma boneca que se mexem como as pessoas. O boneco não sabe que a boneca se mexe como as pessoas e a boneca não sabe que o boneco se mexe como as pessoas. As pessoas não sabem que o boneco e a boneca se mexem como elas.
ANTES DE COMEÇAR é uma conversa entre o boneco e a boneca, quando descobrem que se mexem e falam como as pessoas.
Almada Negreiros, único grande dramaturgo português do séc. XX, construiu uma fábula comovente e simples: não são animais que falam, são dois seres que, criados por humanos, se animam na ausência dos humanos. Fantoches? Marionetas?
Boneco e boneca, soprados de vida, vêem o mundo das pessoas; o mundo das pessoas grandes e o mundo das pessoas pequeninas porque “as pessoas antes de serem grandes começam por ser pequeninas!”. O boneco revela as poucas certezas do pequeno mundo que conhece; a boneca conta o que lhe aconteceu e que é tudo o que sabe. Ambos aprendem que o coração, ao invés da cabeça, sabe sempre o que quer.
Fantoches? Marionetas? Talvez. Mas…silêncio, por favor. Porque a peça antes da peça vai agora começar...

ANTES DE COMEÇAR, de Almada Negreiros é o novo espectáculo da CTC, com estreia marcada para dia 27 de Novembro, pelas 16h.

interpretação: João Marta e Maria Albergaria
encenação: Juvenal Garcês
horário: sábados e domingos às 16h; segunda a sexta-feira para escolas mediante marcação

1 comentário:

Baléu disse...

Bom... fico contente por ter notícias tuas :-) Que trabalhão tiveste tu a fazer este blog! Muito porreirinho! Beijinhinhos e saudades