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sábado, fevereiro 16, 2013

Uma manhã no Museu do Fado - Lisboa

 Capa de um disco de Fado
 Vestido de Amália Rodrigues
 O Fado na Televisão, no Cinema e na Revista
 Vestidos de Amália Rodrigues
Hermínia Silva no filme a Aldeia da Roupa Branca
 Uma grande Fadista e um grande Poema
 Conversa com José Pracana e João Nunes no Auditório do Museu do Fado
José Pracana na Guitarra Portuguesa e João Nunes na Viola e Voz

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Casa e Mudança Social - Uma leitura das transformações da sociedade portuguesa a partir da casa, de Sandra Marques Pereira


Casa e Mudança Social - Uma leitura das transformações da sociedade portuguesa a partir da casa

 

Decorreu ontem dia 23 de Janeiro, na Ler Devagar, sobre o olhar atento de uma vasta audiência, o lançamento do livro de Sandra Marques Pereira - "Casa e Mudança Social - uma leitura das transformações da sociedade portuguesa a partir da casa" - Editora Caleidoscópio.

 A obra foi carinhosamente apresentada pela Dra. Isabel Guerra, que salientou os aspectos inovadores e centrais do trabalho realizado pela autora e que torna este livro de leitura obrigatória, como atestam os prémios IRHU 2011 e André Jordan 2012.

 A sessão de lançamento terminou com um emotivo discurso da autora.
Uma vez mais: MUITOS PARABÉNS
 
 
Este livro pretende dar a conhecer uma pesquisa que relaciona as transformações na oferta da habitação e os modos de habitar face à transformação dos estilos de vida. Procura responder a questões do tipo: como reagem os modelos arquitetónicos à evolução dos modos de vida, à diversificação cultural e económica dos grupos familiares, à diversidade dos tipos de famílias?

Assim, as análises e conclusões apresentadas interessam não só a um grupo grande e diversificado de estudiosos - sociólogos, arquitetos, antropólogos, etc., mas também a grupos de empresários e técnicos intervenientes no mercado imobiliário atentos às mudanças sociais e à diversidade de grupos e de expectativas.

sexta-feira, novembro 16, 2012

Parabéns José Augusto França

 

 
PELOS 90 ANOS DO PROFESSOR JOSÉ AUGUSTO FRANÇA
 
José Augusto França fala de Jorge de Sena (no video)

Jorge de Sena dedica poema a José Augusto França

"Era tão doce uma verdade..."
                              a José Augusto França

Era tão doce uma verdade entressonhada!

Mas quando, em torno dela, já verdade,
as outras vinham como pétalas
e pouco a pouco eram, também pétalas
de outras flores que também eram verdade
mas não entressonhada,
e uma rede florida se estendia
sobre o jardim ansioso da memória,
como era amargo entressonhar verdades!

Na teia tão florida os olhos se perdiam...
Da terra, um vago cheiro a coisa oculta...
E,
mergulhar no oculto,
ou desgolhar a teia?

16/08/48

Do livro Poesia I, pág. 150, Edições 70
 
 
Para aceder a 6 publicações inteiramente gratuitas de José Augusto França, disponiveis no site do Instituto Camões, clique na fotografia.


quarta-feira, novembro 14, 2012

domingo, outubro 28, 2012

Entrevista a Rui Afonso Santos sobre Art Déco em Portugal

Neste programa: entrevista a Rui Afonso Santos, curador da e... - Molduras - Música - Tons das Ideias - RTP 

O MODERNISMO FELIZ: ART DÉCO EM PORTUGAL – PINTURA; DESENHO; ESCULTURA, 1912-1960 é uma belíssima exposição que está patente no MNAC – Museu do Chiado até ao próximo dia 28 de Outubro de 2012.

Nas palavras de Rui Afonso Santos, comissário:

“O estilo Art Déco, designação que só surge nos anos 60, ou Estilo 1925, como também é conhecido (em apropriação da designação da magna Exposição das Artes Decorativas e Industriais Modernas realizada em Paris naquela data), conhece, num contexto atual de crise, um renovado interesse mundial.
Congregando, eclética e decorativamente, as heranças das vanguardas artísticas dos começos do século (do Fauvismo, Cubismo, Futurismo, Expressionismo e, até, do Abstracionismo) aliadas a sugestões vindas dos Movimentos Decorativos Modernos (como a Secessão Vienense, os grafismos francês e germânico de 1900 ou os Ballets Russes), o Art Déco foi o primeiro estilo global e universal que o Mundo conheceu, aspirando a constituir-se como Arte Total (inspiração de vida), tal como na proposta pioneira de Wagner no século XIX, alargando-se a todas as expressões artísticas e a todos os aspetos da vida quotidiana e expandindo-se, ao longo dos Anos 30, dos horizontes franceses ao resto da Europa, Estados Unidos, América do Sul, África, China, Austrália e Japão.
(…)
A presente exposição sobre o estilo Art Déco em Portugal permite uma releitura renovada e inovadora do nosso fenómeno Modernista, e, maioritariamente, daquele gosto que, originalmente, se estendeu do domínio do desenho às restantes expressões artísticas ditas ‘maiores’, como a Pintura, a Escultura e a Arquitetura, mas também ao grafismo e publicidade, à cenografia, ao cinema, às artes da decoração e, finalmente, à própria vida quotidiana e suas aspirações modernas de cosmopolitismo e felicidade.”

quinta-feira, outubro 25, 2012

Rui Vieira Nery regressa à docência na FCSH

 
 
Antigo Secretário de Estado da Cultura lecciona uma unidade curricular de licenciatura do Departamento de Ciências Musicais sobre o Fado.
Rui Vieira Nery, antigo Secretário de Estado da Cultura e actual director do Programa de Língua e Cultura Portuguesas da Fundação Calouste Gulbenkian,  lecciona agora, entre outras, uma unidade curricular de licenciatura sobre o Fado na FCSH. Recorde-se que o musicólogo presidiu à Comissão Científica da candidatura do Fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade junto da UNESCO.
A nova disciplina - a primeira unidade curricular sobre esta temática numa universidade portuguesa - pretende dar aos alunos um panorama geral da emergência do Fado a partir dos processos de mudança nas práticas musicais urbanas em Portugal na viragem para o século XIX, bem como do desenvolvimento ulterior do género até aos nossos dias.
Rui Vieira Nery é também responsável pela docência na área da história da música no espaço ibero-americano e por um seminário de doutoramento em Ciências Musicais Históricas dedicado aos “Contextos e estruturas da vida musical portuguesa (secs. XVI-XXI)”. Enquanto investigador, integra o Instituto de Etnomusicologia - Música e Dança da FCSH, o INET-MD.


sexta-feira, agosto 17, 2012

Maria Barroso diz Carlos Oliveira - 1974


Descrição da Guerra em Guernica, de Carlos Oliveira, por Maria Barroso

I

Entra pela janela
o anjo camponês;
com a terceira luz na mão;
minucioso, habituado
aos interiores de cereal,
aos utensílios
que dormem na fuligem;
os seus olhos rurais
não compreendem bem os símbolos
desta colheita: hélices,
motores furiosos;
e estende mais o braço; planta
no ar, como uma árvore,
a chama do candeeiro.
II

As outras duas luzes
são lisas, ofuscantes;
lembram a cal, o zinco branco
nas pedreiras;
ou nos umbrais
de cantaria aparelhada; bruscamente;
a arder; há o mesmo
branco na lâmpada do tecto;
o mesmo zinco
nas máquinas que voam
fabricando o incêndio; e assim,
por toda a parte,
a mesma cal mecânica
vibra os seus cutelos.
III

Ao alto; à esquerda;
onde aparece
a linha da garganta,
a curva distendida como
o gráfico dum grito;
o som é impossível; impede-o pelo menos
o animal fumegante;
com o peso das patas, com os longos
músculos negros; sem esquecer
o sal silencioso
no outro coração:
por cima dele; inútil; a mão desta
mulher de joelhos
entre as pernas do touro.
IV

Em baixo, contra o chão
de tijolo queimado,
os fragmentos duma estátua;
ou o construtor da casa
já sem fio de prumo,
barro, sestas pobres? quem
tentou salvar o dia,
o seu resíduo
de gente e poucos bens? opor
à química da guerra,
aos reagentes dissolvendo
a construção, as traves,
este gládio,
esta palavra arcaica?
V

Mesa, madeira posta
próximo dos homens: pelo corte
da plaina,
a lixa ríspida,
a cera sobre o betume, os nós;
e dedos tacteando
as últimas rugosidades;
morosamente; com o amor
do carpinteiro ao objecto
que nasceu
para viver na casa;
no sítio destinado há muito;
como se fosse, quase,
uma criança da família.
VI

O pássaro; a sua anatomia
rápida; forma cheia de pressa,
que se condensa
apenas o bastante
para ser visível no céu,
sem o ferir;
modelo doutros voos: nuvens;
e vento leve, folhas;
agora, atónito, abre as asas
no deserto da mesa;
tenta gritar às falsas aves
que a morte é diferente:
cruzar o céu com a suavidade
dum rumor e sumir-se.
VII

Cavalo; reprodutor
de luz nos prados; quando
respira, os brônquios;
dois frémitos de soro; exalam
essa névoa
que o primeiro sol transforma
numa crina trémula
sobre pastos e éguas; mas aqui
marcou-o o ferro
dos lavradores que o anjo ignora;
e endureceu-o de tal modo
que se entrega;
como as bestas bíblicas;
ao tétano; ao furor.
VIII

Outra mulher: o susto
a entrar no pesadelo;
oprime-a o ar; e cada passo
é apenas peso: seios
donde os mamilos pendem,
gotas duras
de leite e medo; quase pedras;
memória tropeçando
em árvores, parentes,
num descampado vagaroso;
e amor também:
espécie de peso que produz
por dentro da mulher
os mesmos passos densos.
IX

Casas desidratadas
no alto forno; e olhando-as,
momentos antes de ruírem,
o anjo desolado
pensa: entre detritos
sem nenhum cerne ou água,
como anunciar
outra vez o milagre das salas;
dos quartos; crescendo cisco
a cisco, filho a filho?
as máquinas estranhas,
os motores com sede, nem sequer
beberam o espírito das minhas casas;
evaporaram-no apenas.
X

O incêndio desce;
do canto superior direito;
sobre os sótãos,
os degraus das escadas
a oscilar;
hélices, vibrações, percutem os alicerces;
e o fogo, veloz agora, fende-os, desmorona
toda a arquitectura;
as paredes áridas desabam
mas o seu desenho
sobrevive no ar; sustém-no
a terceira mulher; a última; com os braços
erguidos; com o suor da estrela
tatuada na testa

quarta-feira, maio 16, 2012

IMPROVISO - Natália Correia e António Vitorino de Almeida

A1
A Donzela De Biscaia
A2
Queixa Das Almas Jovens Censuradas
A3
Quarto
A4
Telex
A5
Árvore Geneológica
A6
A Rapariga Do Sweater Vermelho
A7
Fado De Diogo Ary Dos Santos Jovem Lusíada Tocador De Guitarra Que Morreu De Amor
B1
Núpcias Químicas
B2
Caosmonáutica
B3
Rebis
B4
O Encontro
B5
Uma Laranja Para Alberto Caeiro
B6
A Política Do Dia
B7
Cabelos Os Meus Cabelos
B8
Amanhecer

sexta-feira, maio 04, 2012

Björk fala do seu fascínio por Amália Rodrigues

Björk sobre Amália Rodrigues - "I've been listening to her for years, but I just watched a documentary about her – so much raw emotion! And free of so many complications that music has sometimes. The music is just very direct, simple and strong, free of filigree. She's direct to the heart. Her intimate collaboration with Portugal's poets is admirable. She definitely stuck by her rifles. And it's good to know that she was part of making the fado style. I first came across it, I would guess, 15 years ago. It has the same rawness as flamenco but it's less flamboyant, and more stern and stark somehow."

Veja o artigo completo no Jornal The Guardian

domingo, abril 08, 2012

Sexta-feira Santa em Toledo 2012

Saeta - Plaza Zocodover - Toledo, Espanha

Saeta - Plaza Zocodover - Toledo, Espanha