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quinta-feira, novembro 19, 2015

Maria Barroso e a defesa do Teatro nacional

 
 
 
 

Maria Barroso e a Defesa do Teatro nacional... ou os excessos revolucionários de um punhado de idiotas. 
Que bonita aquela discreta nota de rodapé... ainda está por fazer a história dos sacanas e oportunistas em Portugal

Álbum de Memórias de Maria Barroso - volume 9 - Pelos Caminhos da Liberdade - Edição Jornal Sol

segunda-feira, abril 07, 2014

O Regresso a Casa - Teatro Nacional D. Maria II


Gostei de ver o João Perry em O Regresso a Casa, de Harold Pinter, com encenação de Jorge Silva Melo. Um bom trabalho de actor de João Perry, embora mantenha o problema de sempre: a dicção. Silva Mello está com graça. Os restantes uma desgraça. Debitam o texto a cantarolar. Poucas ou nenhumas emoções. O texto do Pinter é chato como tudo e, tirando os veteranos, os actores não ajudaram. Mas foi muito bom ver o Nacional de plateia cheia. Bom sinal ou muitos convites distribuídos (como foi o meu caso).


sábado, fevereiro 23, 2013

Coisas vários do periódico O Branco e Negro, de Jorge Colaço

 O Branco e Negro (capa)
 Ângela Pinto e a Penhora de Bens
 O Padre José Daniel e o Fado do Branco e Negro
 O Baptizado do Gungunhana
 Sobre a Casa da Boneca, de Ibsen, com Lucília Simões
 As lindas rosas da Batalha das Flores
Palavreado à la sec. XIX e a Higiene Feminina - Ser Formosa

sexta-feira, janeiro 25, 2013

8 Mulheres no Cinema e no Teatro

 
A peça 8 Mulheres, de Robert Thomas, foi estreada a 03 de Maio de 1962, no Teatro Nacional D. Maria II, com um elenco de luxo: Josefina Silva, Mariana Rey Monteiro, Cecília Guimarães, Lurdes Norberto, Teresa Mota, Amélia Rey Colaço e Palmira Bastos, com cenografia de Lucien Donnat e encenação de Pedro Lemos, segundo orientações de Jean le Poulain.
 
 
A adaptação ao cinema aconteceu em 2002, pela mão do realizador François Ozon, também com um elenco de luxo: Catherine Deneuve, Isabelle Huppert, Emmanuelle Béart, Fanny Ardant, Virgine Ledoyen, Danielle Darrieux, Firmine Richard, Ludivine Sagnier, Dominique Lamure.

segunda-feira, agosto 13, 2012

sexta-feira, agosto 10, 2012

quarta-feira, junho 13, 2012

Incêndio no Teatro Baquet


Incêndio do Teatro Baquet, Rua Sá da Bandeira, Porto, 21 de Março de 1888
Revista Occidente, Ano 11º, Vol. XI, Nº 334, de 01 de Abril de 1888

E a descrição é crua: "Todos elles [os corpos] estavam carbonisados, resequidos pela acção do fogo. Havia troncos sem braços, nem pernas. Outros sem cabeça; muitos nem o sexo se lhes podia reconhecer; quasi todos com algumas das extremidades devoradas pelas chamas, exibindo em posições medonhas, os ossos das pernas e dos braços, descornados e negros, os intestinos tisnados sahiam pelo ventre de uns, outros eram completos esqueletos e depois de tudo isto, um grande numero de membros dispersos, pastas uniformes de carne calcinada, aqui uma cabeça, acolá uma perna ou um braço, além uma carcaça." - quando a imagem não era possível, as palavras tinham de ser visuais... 

quarta-feira, junho 06, 2012

O Actor Carlos Santos, El-Rei D. Carlos e o Conde de Ficalho



O actor Carlos Santos, o Rei D. Carlos e o Conde de Ficalho



“26 de Março de 1897



Nesta data realizei a minha récita de que fazia parte o seguinte programa: A Gravata Branca, comédia em I acto, em verso, de Gondinet, tradução de Pinheiro Chagas; O Dinheiro, cançoneta original de Geraldes de Queirós, música de Filipe Duarte, desempenhada pelo Telmo; Os Namorados, comédia em 3 actos, de Goldoni, tradução de Pinheiro Chagas.

Uns dias antes da exibição deste espectáculo, El-Rei D. Carlos assistia à representação de qualquer comédia hilariante do reportório do nosso Teatro que Ele frequentava assiduamente, talvez para repouso do seu espírito atormentado pelas misérias politiqueiras que tantas vezes tinha de suportar. Lembrei-me então de que me cumpria o dever de convidá-Lo a assistir à minha récita, a realizar daí a dias, deliberação de que fiz confidente o Telmo, a quem confessei, no entanto, o embaraço em que me colocava uma falta de ensaio para ir ao Paço da Ajuda fazer tal pedido de formalidade protocolar. A esta minha observação logo o Telmo sugeriu com a sua costumada desenvoltura:



- Porque não vais ter com Ele ao camarote, logo no final do acto?



De começo renitente a pôr em prática tal alvitre, vim afinal a aceitá-lo perante a insistência do Telmo e, no final do 2º acto dos Namorados, vá de galgar ao camarote real e corajosamente bater à porta, que me foi franqueada pelo oficial às ordens. Depois de apresentar a El-Rei as desculpas que se impunham de me permitir aparecer-lhe assim vestido e caracterizado para entrar em cena, e ao convite que me atrevia a fazer-lhe, em lugar tão impróprio, para que honrasse com a sua presença a minha récita, El-Rei, acedendo prontamente ao meu pedido, rematou com esta graciosa frase:



- Fizeste muito bem. Não faltarei. E, assim não indo à Ajuda, metes na algibeira as três corõas da tipóia, o que não deixa de ser também uma pequena “ajuda”…



Poucos dias depois de haver realizado a minha récita fui, como me cumpria, até à cidadela de Cascais para agradecer pessoalmente a El-Rei a honra que me concedera a ter assistido a esse espectáculo, como me havia prometido.

Quando entro no grande terreiro da parada deparo com El-Rei que, apoiado ao varandim duma janela, repousava o olhar na imensa toalha de água do Oceano em plena calmaria, pondo-a talvez em contraste com a tumultuosa e sórdida agitação dos conluios políticos que Ele tanto desprezava e se empenhava em aniquilar.

El-Rei então dá por mim e, notando talvez o meu enleio para entrar no palácio, convida-me num gesto afectuoso para que suba, o que faço prontamente. No entanto, ao chegar ao topo da escadaria, deparo com o Conde de Ficalho que, numa expressão de estranheza, inquere:



- Que deseja?

- Falar a El-Rei, que tendo-me visto me convidou a subir – respondo. Num movimento de indignação o sr. Conde ainda me pergunta:

- Mas afinal que é feito do protocolo?

E eu fazendo-me desentendido, acrescento:

- É sujeito que não conheço. – Momentos depois de entrar, a convite de El-Rei, num gabinete contíguo ao seu atelier, começo por Lhe contar o episódio que acabara de dar-se. El-Rei então sorrindo-se discretamente, dignou-se aceitar os agradecimentos que me levaram á sua presença e, antes de dar por finda a honrosa audiência que amavelmente me concedera, fez-me entrar no seu atelier, onde me entregou gentilmente um desenho à pena, de sua autoria e por ele assinado, e com esta legenda: “Couraçado de Esquadra – 1883 – Carlos” – acompanhando a oferta das seguintes palavras:



- E agora aqui tens esta lembrança pela noite da tua récita.

No momento porém em que transpunha a porta de saída, El-Rei detém-me inopinadamente para me dizer:



- Olha lá, se vires por aí o protocolo, dá-lhe saudades minhas!”

quarta-feira, março 14, 2012

Meu caro Otelo Saraiva de Carvalho, pá... por Mário Viegas


Espero que esta carta, pá, te vá encontrar bem de saúde, pá, que eu cá vou indo, graças a Deus, pá. A carta é aberta, pois não sei a tua morada, pá. Quem te escreve é aquele Actor de Teatro e Recitador de Poesia, que usa o nome artístico de Mário Viegas. Não sei se estás a ver quem é, pá?! Fui eu, a quem uns amigos teus pediram em 1985 e 1987, para ler dois comunicados teus, pá, no dia 25 de Abril, em frente ao Forte de Caxias, à luz de fogueiras, numa Vígilia de Solidariedade para contigo e teus companheiros do caso FP 25/FUP, pá. Li ainda, uma carta tua numa grande homenagem ao saudoso e genial Zeca Afonso, em Setúbal. Penso que se me escolheram, foi por conselho teu e porque acharam que eu tinha dotes "dramáticos" para o fazer, pá.
Sabes que não tive um segundo de dúvida e lá estive em Caxias, emocionado, meio às escuras, com polícia por todo o lado, segurança "da malta", etc. Fiquei afónico, pá, para me fazer ouvir, sem microfones e de emoção e sinceridade.
Estavas preso há pouco tempo e como deves calcular, estando o Telejornal presente, fiquei muito marcado por isso e mal-visto em muitos meios do público de direita. Houve mesmo telefonemas ameçadores para uma sala onde eu fazia um Recital de Poesia, pá. Da fama de "cúmplice" ninguém me safou! Mas fi-lo "pelo coração", como faço tudo em política, pá! Mais! Nos tempos de antena da UDP e do PSR, aceitei participar, só para poder pedir a rápida solução do teu caso, pá. Não sei se te recordas ainda, que te visitei imediatamente no Forte de Caxias, (acompanhado pelo saudoso Actor Amílcar Botica) e várias vezes em Tomar (acompanhado pelo Zé Mário Branco e a Actriz Manuela de Freitas). Não julgas certamente que o fiz, para ganhar publicidade profissional, oportunismo, espionagem, eu sei lá o quê, pá!...
Ao ver-te e ouvir-te numa patética entrevista (repito: PA-TÉ-TI-CA!!!) na RTP-Canal 1, a jogar às cartas, com duas meninas "que fazem gracinhas de salão", fiquei estarrecido!!!
Será o Otelo, ou uma rábula do Herman José, pá?!
- Será possível que só tenhas 210 contos, em teu nome, no Banco?!
- Será possível que não estejas a favor dos "casamentos" entre homossexuais, com o único argumento de "que não gosto... não acho bem", pá?!...
- Será possível que aches que os partidos políticos têem dado cabo da Democracia?! Olha, que nem o Salazar diria melhor, pá!
- Será possível, pá, que sejas contra o serviço voluntário militar, (em substituição do obrigatório), porque o Exército se poderia encher de "skin-heads"'!
- Será possível, pá, que nunca tenhas dado por homossexuais na tua carreira militar e sejas contra a sua inclusão na vida militar, tal qual como os mais reaccionários falcões dos Exércitos de todo o mundo?
- Será possível, pá, que tenhas citado o Maestro Vitorino d'Almeida dizendo que eras um heteressexual assumido?! Má piada machista!...
- Será possível que desconheças a luta pela dignificação de centenas de milhares de homens e mulheres, em todo o mundo, neste final do século vinte, pá, principalmente depois do trágico problema da SIDA?
Mas... aqui é que eu gostava de chegar:
- Será possível que tenhas dito, que tens grandes amigos no Teatro (citaste: Cornucópia, Comuna e Barraca) e te tenhas esquecido da minha Companhia Teatral do Chiado, na Sala Estúdio do S. Luís e que tem como Director Artístico, o "parvo do Mário Viegas", há 5 anos?!
Há já uns 6 anos, pá, eu te convidei umas duas ou três vezes, para veres um espectáculo gírissimo que encenei no Ritz-Club, "O Regresso de Bucha e Estica". Estiveste na conversa e nos copos no 1º andar e nunca te dignaste subir para espreitar, pá. Fiquei muito sentido!!
Nunca te deste ao trabalho nestes cinco anos, de ver um dos nossos onze espectáculos e quatro exposições e vários recitais de Poesia. Ou também és daqueles esquerdistas, que acham que só devem ir "de borla e por convite"?!
Eu não fiz mais que a minha obrigação, ao tentar "romanticamente" ajudar-te, dentro dos limites da minha profissão e coragem. Não o fiz para me agradeceres ou dar presentes...
Mas, "Só não sente, quem não é filho de boa-gente!!" diz o Povo Unido e com razão, pá!
Não te zangues comigo... Não penses que isto é "cabala" deste jornal... Nem venhas agora a correr à Rua Antonio Maria Cardoso... (É uma triste ironia...)
Gostaria de saber, pá, que raio de "intriguistas" é que estiveram por trás do teu silêncio para comigo há uns 6 anos. Tu, que amas tanto o Teatro, pá...
E fico com a imagem do Salgueiro Maia, na minha terra, Santarém, que se cruzou comigo e disse: "Obrigado por tudo o que tens feito pela divulgação da Poesia Portuguesa."
Confesso que fiquei emocionado e vaidoso. Mas como sabes: "Os Deuses levam sempre primeiro, os Melhores!"

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Sobre Erwin Meyenburg em Portugal

"Trabalho de Estrangeiros em Portugal - Pedido da Empresa Rey Colaço-Robles Monteiro, Lisboa, a favor do súbdito alemão Erwin Meyenburg, ensaiador - autorizado até 31 de Dezembro p. fº., despacho de 20 de Outubro de 1947." (Boletim do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência - 15 de Novembro de 1947)

"Segue-se depois um hiato pela década de trinta, sendo somente levado à cena um texto de Goldoni em 1947 – uma vez mais A hospedeira –, desta feita pela mão de Amélia Rey Colaço no papel da estalajadeira Mirandolina, no Teatro Nacional D. Maria II, com encenação de Erwin Meyenburg.

Na imprensa diária, destaca-se sobretudo a interpretação da protagonista, Amélia Rey Colaço, adjectivada superlativamente: “criação excelente” (S.L., Diário Popular, 13-4-1947, p.2); “interpretação (...) com um colorido, uma leveza e uma graça de aguarela” (L.O.G., República, 13-4-1947, p.2). Ou ainda, nas páginas do Diário de Lisboa: “uma das coisas mais belas da sua carreira gloriosa” (N.L, Diário de Lisboa, 13-4-1947, p.7). Louvada é também a encenação de Meyenbourg: “primorosa (...) dum ritmo, duma graça e duma fantasia modelares. Verdadeira lição de teatro” (N.L, art. cit.)." - in: A DRAMATURGIA GOLDONIANA EM PORTUGAL NO SÉCULO XX: O MUNDO E O TEATRO, Rui Pina Coelho, Centro de Estudos de Teatro

domingo, dezembro 11, 2011