Poesia, musica, celebridades, teatro, cinema, selecção de textos, poetas e escritores, banalidades, fotografias, arte, literatura, pintura e muita conversa.
sábado, maio 24, 2014
terça-feira, maio 13, 2014
quarta-feira, abril 30, 2014
quarta-feira, abril 23, 2014
Tias destas é que é...
"Em
seguida disse a doadora tia do esposado Mar – g digo esposado Maria
d’Almeida que também pelo gosto que tem em que se verifique o casamento
do dito seu sobrinho de que aqui se tracta para o caso d’elle se
effectuar, d’esde já lhe dá todos os seus bens, direitos e acções, com
transferencia do domínio e posse, reservando em quanto
viva todo o usufruto d’elles, e sessenta mil reis para dispor ou dotar
em dias de sua vida dos quais não dispondo ficarão para o dado seu
sobrinho, ficando de mais a mais elle dito seu sobrinho a dar-lhe em
quanto viva, em cada um anno, quarenta alqueires de milho, vinte almudes
de vinho, três alqueires de feijões, quinze quartilhos de azeite, a
metade de um porco cevado e a casa nova que foi da forneira, para viver e
de mais a mais a mandar-lhe fazer o seu funeral a bem d’alma conforme o
uso de sua freguesia e qualidade de sua pessoa e de lhe mandar dizer
pela sua alma cento e trinta missas, cinco pelas penitencias mal
cumpridas, vinte pelas almas de seus pais, duas ao anjo da guarda e de
dar a cada uma de suas sobrinhas – Barbara, Maria e Margarida vinte mil
reis, a seu sobrinho António dez mil reis, a seu sobrinho José cinco mil
reis, isto porem por morte d’ella doadora, e no caso em que o dito
doado seu sobrinho, de todos os bens direitos e acções p’ella doadora, e
também no caso de amar e estimar, pois que se lhe fizer má estimação ou
sua futura esposa nada valera, a doação que aqui lhe faz e ella doadora
poderá dispor de seus bens a quem melhor lhe parecer, por quanto disse
ella doadora que só no complemento total d’estas condições e que se
obriga a fazer a presente doação boa e de paz [?] [?] declara que todos
os bens que doa os houve por herança de seus pais."
Transcrição minha e por isso passível de não ser nada disto o que lá está
sábado, abril 12, 2014
A casa colonial do meu Bisavô João, em Vila Pery - Moçambique
A casa colonial do meu Bisavô: "Farm" de João de Oliveira do Amaral ou, como acho que era conhecida, a "Farm" Maria da Glória, em Vila Pery - Moçambique. Pergunto-me se ele é um dos que aparece nas fotografias. Acredito que sim. Gosto de crer que sim.
Fonte: Torre do Tombo http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=3680468
segunda-feira, abril 07, 2014
O Regresso a Casa - Teatro Nacional D. Maria II
Gostei de ver o João Perry em O Regresso a Casa, de Harold Pinter, com encenação de Jorge Silva Melo. Um bom trabalho de actor de João Perry, embora mantenha o problema de sempre: a dicção. Silva Mello está com graça. Os restantes uma desgraça. Debitam o texto a cantarolar. Poucas ou nenhumas emoções. O texto do Pinter é chato como tudo e, tirando os veteranos, os actores não ajudaram. Mas foi muito bom ver o Nacional de plateia cheia. Bom sinal ou muitos convites distribuídos (como foi o meu caso).
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
Vermeer e Wislava Szymborska
Inspirado pelo documentário recentemente passado na RTP2 sobre Wislava
Szymborska, prémio Nobel da Literatura de 1996 e de quem pouco ou nada
conhecia, resolvi colmatar a minha ignorância e comprar um livrinho com
alguma da sua poesia.
Deixo aqui este, inspirado naquele que era o quadro da vida da poetisa: Rapariga com jarro de leite, 1658-60, de Vermeer.
Vermeer
Enquanto esta mulher do Rijksmuseum,
em quietude pintada e concentração,
dia após dia, não verter o leite
do jarro para a vasilha,
o Mundo não merece
o fim do mundo.
Wislava Szymborska
Deixo aqui este, inspirado naquele que era o quadro da vida da poetisa: Rapariga com jarro de leite, 1658-60, de Vermeer.
Vermeer
Enquanto esta mulher do Rijksmuseum,
em quietude pintada e concentração,
dia após dia, não verter o leite
do jarro para a vasilha,
o Mundo não merece
o fim do mundo.
Wislava Szymborska
quarta-feira, janeiro 22, 2014
Planta de Sesimbra
Planta de Sesimbra de 1661
LANGRES, Nicolau de, ? - 1665
Desenhos e plantas de todas as praças do Reyno de Portugal Pello Tenente General Nicolao de Langres Francez que serviu na guerra da Acclamação [Manuscrito] [Ca 1661].
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