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quinta-feira, março 14, 2013
terça-feira, março 12, 2013
Caricatura de António de Oliveira Salazar
De entre as coisas encontradas nas gavetas da minha querida Avó Eduarda, aqui fica aquela que mais gostei. Uma caricatura de Salazar feita por Helena Varela, grande amiga de minha Avó e mulher de Antunes Varela, ilustre jurista português e antigo Ministro da Justiça.
Helena Varela e a Dadinha (a minha Avó Eduarda)
Antunes Varela numa festa organizada pela minha Avó Eduarda na sua casa de Santa Cruz da Trapa
quinta-feira, março 07, 2013
A "C. G. D. R. P.", por André Brun
A "C. G. D. R. P."
Há dois ou três anos, após uns acontecimentos de agitação operária, estava eu sentado a uma das mesas do Café Suiço, com o meu amigo Banana, quanto este me expôs uma destas ideias que não hesito em classificar de geniais. O meu amigo Banana terá muitos defeitos, podem mesmo chamar-lhe tolo; mas o que ninguém lhe deve contestar é a lógica, que distingue os seus actos e os seus princípios. Esse "amigo estimável, que vestia as ceroulas por dentro das calças e as meias por dentro das botas", discutia comigo a questão do direito à greve, o qual impõe aos proletários grevistas o dever de não deixar trabalhar os que se comprazem nesse salutar exercício que é a riqueza, é virtude, é vigor, consoante diz um hino muito cantado neste país de mandriões. Com aquela serenidade impertubável, que o caracteriza, Banana disse-me:
- "Meu velho! Acho justíssimo que os operários e trabalhadores se agremiem, se sindicatem e se federem; mas nós, o respeitável público, também temos direito a sindicar-nos. Não acha?
Mirei-o em silêncio e ele continuou:
- "Sim. Porque nós, o respeitável público, que somos, a miúdo, tratados de burgueses, de exploradores, de inúteis e de outras gentilezas parecidas, somos afinal quem, sempre que há greves, acaba por pagar as favas. Temos de nos defender, meu amigo. O que é o respeitável público neste conflito de governos e proletários? Nada. E, no entanto, tem que ser tudo.
- "Muito bem - disse eu sem perceber coisa alguma daquele arrazoado.
- "Claro. E tanto assim que penso em fundar a "C. G. D. R. P."
- "A quê?
- "A Confederação Geral do Respeitável Público, o sindicato mais racional que existe. A primeira proclamação tenho-a aqui.
E, tirando um papel do bolso, deu-me a ler o seguinte:
C G. D. R. P.
Cidadãos:
Basta! Basta! Basta! Os sindicalistas, os grevicultores, os trabalhadores conscientes, os proletários explorados, abusam de nós indecentemente. Perseguem-nos. Tiranizam-nos. Arruinam-nos. Perturbam-nos a vida. Nós é que andamos a pé, quando eles fazem greve de eléctricos, carroças, automóveis e tipóias. Nós é que comemos pão duro, quando os padeiros estão com a mão na massa das suas reivindicações. Nós é que temos de recolher cedo, quando há distúrbios. Nós é que levamos quase sempre as espadeiradas, que a Guarda Republicana lhes destina. Basta! Basta! Basta! Chegou o momento de reagir. Mas como?
Proclamemos desde já A GREVE GERAL DO PÚBLICO.
Burgueses, alerta! Nada de violências! Às exigências dos trabalhadores respondamos com a nossa inércia. Os ferroviários fazem greve de vez em quando? Pois de hoje em diante passaremos todos a andar a pé, excepto os entrevados, que andarão ao colo, bem como as crianças e militares sem graduação. Quando os gasomistas pretenderem esvaziar os gasómetros, cuidaremos de fazer pavios em casa, molhando pauzinhos numa solução de fósforo e enxôfre. E assim sucessivamente.
Regressemos à vida primitiva. Cada qual trate de si. Acabaremos por tramar os tecelões, que suspendem a trama, os curtidores, que nos querem fazer curtir cólicas e outros proletários de iguais intuitos. Nós, o público estúpido, burguês, burro e comodista, é que com a nossa fraqueza e a nossa indolência auxiliadas pelo progresso idiota, criámos as indústrias e profissões, que hoje querem abusar da dependência em que nós própios nos colocámos.
BURGUESES, ATENÇÃO! Adão e Eva no Paraíso não se preocuparam nunca com a greve dos boletineiros e outros cavalheiros. A idade de pedra e outras eras felizes provaram que se pode viver sem eléctricos, sem telefones, sem correios, sem gás, sem água encanada, etc.
SEM O PÚBLICO É QUE ELES NÃO VIVEM! BURGUESES! À GREVE DO PÚBLICO!
Pela comissão directora dos camarada
da C. G. D. R. P
Amigo Banana
Quando acabei de ler o manifesto, tive que curvar a cabeça. O amigo Banana continuava a ser lógico, duma lógica só comparável em solidez às pirâmides do Egito, muito bem construídas, ao que se diz, pelos mestres de obras Ramsés, que Deus tenha. Deus, não: o boi Ápis.
- "Mas isso, - exclamei eu após reflexão - é o fim do mundo!
- "Qual história, meu caro amigo! Se todos nós que podemos e devemos zelar pela nossa tranquilidade, que não fizemos o mundo e não temos, portanto, a obrigação de o endireitar, nos uníssemos a valer e suprimíssemos as profissões, que a nossa indolência e o nosso egoísmo criaram, se quiséssemos renunciar aos benefícios do progresso, - que, em geral, são como os benefícios do Ginásio: não dão resultado que se veja - se cada qual tratasse de si e ninguém se pudesse supor indispensável, se recusássemos pagar impostos ao Estado que nos sobrecarrega e nunca nos defende completamente, você veria, meu amigo, como a Sociedade entrava nos eixos. No fim de certo tempo duma balbúrdia infernal, todos compreenderiam que, dependendo uns dos outros, não é justo ser o Público, colocado entre o Estado e a Revolta, quem se incomode sempre, quem seja terrorizado quando a Revolta vence e violentado quando o Estado reprime.
- "Mas - quis eu intervir em favor dos proletários - um operário ganha tão pouco que...
- "Mas se ganhar mais, o patrão, que fabrica chinelos de ourelo aos milhões - por exemplo - terá que levar mais um pataco ao tendeiro, o qual meterá o pataco dos chinelos nas batatas, que vende ao operário...
- "Mas a gente ociosa, que anda de automóvel e faz quarenta vestidos por ano?...
"É quem dá de comer aos cerralheiros fazedores de automóveis e às modistas cosedeiras de vestidos. O mundo, meu amigo, é mais que uma esfera; é uma bola viciosa... Pois se até os vícios são precisos para manter a gente honesta! Um cavalheiro fuma um charuto caro? O manipulador de tabacos - como se chama aos de Xabregas, - não se lembra que foi com o fazer esse charuto irritante que alimentou os filhos e que, se não fizer o tal charuto, o burguês não o fumará, é certo; mas os filhos terão que se comer uns aos outros ou comer o pai que é mais velho...
Calei-me. Como meu amigo Banana não se pode discutir. Tem muita lógica, o marato.
domingo, março 03, 2013
sábado, fevereiro 23, 2013
Coisas vários do periódico O Branco e Negro, de Jorge Colaço
O Branco e Negro (capa)
Ângela Pinto e a Penhora de Bens
O Padre José Daniel e o Fado do Branco e Negro
O Baptizado do Gungunhana
Sobre a Casa da Boneca, de Ibsen, com Lucília Simões
As lindas rosas da Batalha das Flores
Palavreado à la sec. XIX e a Higiene Feminina - Ser Formosa
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Do Almanak de "O Mundo" - 1908 e 1909
Adelaide Cabette
Bernardino Machado - I
Bernardino Machado - II
Casa Africana
Chapelaria A Social - Chapéus de Políticos
Escola Estefânia
Filtros de Água Sistema Pasteur
Coroas Fúnebres
Escola Estefânia
Agência Funerária - Embalsamamento
Hino De Algum Dia - Guerra Junqueiro - Republicano
Hino da Maria da Fonte
Jardim de Lisboa
Chá Lipton
Loção de Nice
Pensão, Hotel ou as duas coisas
Armazéns Mousinho - Porto
Quem É O Papa - Guerra Junqueiro
Fotografo com acessório especial para pessoas nervosas
Mulheres Republicanas
Os Táxis de então - Trens de Aluguer
Tisana Anti-Sifilitica
Acessível no site da Biblioteca Nacional de Portugal Digital. Para ver este Almanaque de O Mundo na integra clique AQUI.
sábado, fevereiro 16, 2013
Uma manhã no Museu do Fado - Lisboa
Capa de um disco de Fado
Vestido de Amália Rodrigues
O Fado na Televisão, no Cinema e na Revista
Vestidos de Amália Rodrigues
Hermínia Silva no filme a Aldeia da Roupa Branca
Uma grande Fadista e um grande Poema
Conversa com José Pracana e João Nunes no Auditório do Museu do Fado
José Pracana na Guitarra Portuguesa e João Nunes na Viola e Voz
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