sexta-feira, janeiro 25, 2013

8 Mulheres no Cinema e no Teatro

 
A peça 8 Mulheres, de Robert Thomas, foi estreada a 03 de Maio de 1962, no Teatro Nacional D. Maria II, com um elenco de luxo: Josefina Silva, Mariana Rey Monteiro, Cecília Guimarães, Lurdes Norberto, Teresa Mota, Amélia Rey Colaço e Palmira Bastos, com cenografia de Lucien Donnat e encenação de Pedro Lemos, segundo orientações de Jean le Poulain.
 
 
A adaptação ao cinema aconteceu em 2002, pela mão do realizador François Ozon, também com um elenco de luxo: Catherine Deneuve, Isabelle Huppert, Emmanuelle Béart, Fanny Ardant, Virgine Ledoyen, Danielle Darrieux, Firmine Richard, Ludivine Sagnier, Dominique Lamure.

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Casa e Mudança Social - Uma leitura das transformações da sociedade portuguesa a partir da casa, de Sandra Marques Pereira


Casa e Mudança Social - Uma leitura das transformações da sociedade portuguesa a partir da casa

 

Decorreu ontem dia 23 de Janeiro, na Ler Devagar, sobre o olhar atento de uma vasta audiência, o lançamento do livro de Sandra Marques Pereira - "Casa e Mudança Social - uma leitura das transformações da sociedade portuguesa a partir da casa" - Editora Caleidoscópio.

 A obra foi carinhosamente apresentada pela Dra. Isabel Guerra, que salientou os aspectos inovadores e centrais do trabalho realizado pela autora e que torna este livro de leitura obrigatória, como atestam os prémios IRHU 2011 e André Jordan 2012.

 A sessão de lançamento terminou com um emotivo discurso da autora.
Uma vez mais: MUITOS PARABÉNS
 
 
Este livro pretende dar a conhecer uma pesquisa que relaciona as transformações na oferta da habitação e os modos de habitar face à transformação dos estilos de vida. Procura responder a questões do tipo: como reagem os modelos arquitetónicos à evolução dos modos de vida, à diversificação cultural e económica dos grupos familiares, à diversidade dos tipos de famílias?

Assim, as análises e conclusões apresentadas interessam não só a um grupo grande e diversificado de estudiosos - sociólogos, arquitetos, antropólogos, etc., mas também a grupos de empresários e técnicos intervenientes no mercado imobiliário atentos às mudanças sociais e à diversidade de grupos e de expectativas.

Curiosidades de 1869

Frenologia - parte I
 
Frenologia - parte II
 
Tabela de Incêndios da Cidade de Lisboa
(badaladas dos Sinos como aviso de socorro)
 
Almanach de Lembranças Luso-Brazileiro de 1869, Lisboa, Typ. Franco-Portuguesa (Rua do Tesouro Velho, nº 6).

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Casa e Mudança Social

Aqui fica um lançamento a não perder... além de ser de uma querida amiga, o assunto é muito muito interessante: Casa e Mudança Social - Uma leitura das transformações da sociedade portuguesa a partir da casa, da autoria de Sandra Marques Pereira.

terça-feira, novembro 27, 2012

Há três espécies de Portugal, dentro do mesmo Portugal

Há três espécies de Portugal, dentro do mesmo Portugal; - Fernando Pessoa.

Há três espécies de Portugal, dentro do mesmo Portugal; ou, se se preferir, há três espécies de português. Um começou com a nacionalidade: é o português típico, que forma o fundo da nação e o da sua expansão numérica, trabalhando obscura e modestamente em Portugal e por toda a parte de todas as partes do Mundo. Este português encontra-se, desde 1578, divorciado de todos os governos e abandonado por todos. Existe porque existe, e é por isso que a nação existe também.

Outro é o português que o não é. Começou com a invasão mental estrangeira, que data, com verdade possível, do tempo do Marquês de Pombal. Esta invasão agravou-se com o Constitucionalismo, e tornou-se completa com a República. Este português (que é o que forma grande parte das classes médias superiores, certa parte do povo, e quase toda a gente das classes dirigentes) é o que governa o país. Está completamente divorciado do país que governa. É, por sua vontade, parisiense e moderno. Contra sua vontade, é estúpido.

Há um terceiro português, que começou a existir quando Portugal, por alturas de El-Rei D. Dinis, começou, de Nação, a esboçar-se Império. Esse português fez as Descobertas, criou a civilização transoceânica moderna, e depois foi-se embora. Foi-se embora em Alcácer Quibir, mas deixou alguns parentes, que têm estado sempre, e continuam estando, à espera dele. Como o último verdadeiro Rei de Portugal foi aquele D. Sebastião que caiu em Alcácer Quibir, e presumivelmente ali morreu, é no símbolo do regresso de El-Rei D. Sebastião que os portugueses da saudade imperial projectam a sua fé de que a famí1ia se não extinguisse.

Estes três tipos do português têm uma mentalidade comum, pois são todos portugueses mas o uso que fazem dessa mentalidade diferencia-os entre si. O português, no seu fundo psíquico, define-se, com razoável aproximação, por três característicos: (1) o predomínio da imaginação sobre a inteligência; (2) o predomínio da emoção sobre a paixão; (3) a adaptabilidade instintiva. Pelo primeiro característico distingue-se, por contraste, do ego antigo, com quem se parece muito na rapidez da adaptação e na consequente inconstância e mobilidade. Pelo segundo característico distingue-se, por contraste, do espanhol médio, com quem se parece na intensidade e tipo do sentimento. Pelo terceiro distingue-se do alemão médio; parece-se com ele na adaptabilidade, mas a do alemão é racional e firme, a do português instintiva e instável.

A cada um destes tipos de português corresponde um tipo de literatura.

O português do primeiro tipo é exactamente isto, pois é ele o português normal e típico. O português do tipo oficial é a mesma coisa com água; a imaginação continuará a predominar sobre a inteligência, mas não existe; a emoção continua a predominar sobre a paixão, mas não tem força para predominar sobre coisa nenhuma; a adaptabilidade mantém-se, mas é puramente superficial — de assimilador, o português, neste caso, torna-se simplesmente mimético.

O português do tipo imperial absorve a inteligência com a imaginação — a imaginação é tão forte que, por assim dizer, integra a inteligência em si, formando uma espécie de nova qualidade mental. Daí os Descobrimentos, que são um emprego intelectual, até prático, da imaginação. Daí a falta de grande literatura nesse tempo (pois Camões, conquanto grande, não está, nas letras, à altura em que estão nos feitos o Infante D. Henrique e o imperador Afonso de Albuquerque, criadores respectivamente do mundo moderno e do imperialismo moderno) (?). E esta nova espécie de mentalidade influi nas outras duas qualidades mentais do português: por influência dela a adaptabilidade torna-se activa, em vez de passiva, e o que era habilidade para fazer tudo torna-se habilidade para ser tudo.

s.d.


Sobre Portugal - Introdução ao Problema Nacional. Fernando Pessoa (Recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão. Introdução organizada por Joel Serrão.) Lisboa: Ática, 1979.

quinta-feira, novembro 22, 2012

O Fado Está Na Moda



O Fado está na moda... literalmente. A prová-lo temos uma exposição no MUDE - Com Esta Voz Me Visto e o lançamento de uma edição limitada de um relógio da Tissot - Fado.


Um ano volvido sobre a consagração do Fado como Património da Humanidade, o MUSEU DO FADO e o MUDE promovem a exposição Com Esta Voz Me Visto – O Fado e a Moda nos dois espaços municipais.
A partir do dia 23 de Novembro estarão em exposição - no Mude e no Museu do Fado -vestidos, jóias e xailes dos mais célebres fadistas entre os quais Mariza, Ana Moura, Camané, Maria da Fé, Cristina Branco, Mísia ou Amália Rodrigues.

A exposição Com Esta Voz me Visto – O Fado e a Moda propõe uma viagem em torno das imagens que vestiram o fado e que ao longo dos séculos XX e XXI construíram e recriaram a sua identidade. Aqui, cada traje de cena remete para um tempo e um contexto singulares. Evoca inevitavelmente uma voz ausente. Convoca-nos para uma dimensão imaterial, intangível, incorpórea, para um património necessariamente fugaz, irrepetível, que dificilmente se materializa noutro testemunho que não o da memória individual. E simultaneamente, desvenda fragmentos de um outro diálogo, sempre renovado e redescoberto, entre o Fado e a Moda - a Voz e a sua Imagem - através do qual podemos, também, redescobrir muito do nosso olhar sobre nós próprios.
 
A Tissot, fiel à sua tradição de homenagear exemplos de excelência portuguesa, estejam eles ligados à arte, à cultura ou ao património, apresenta a Edição Especial Tissot Fado.
 
Por ocasião do primeiro aniversário da consagração do Fado como Património Cultural Imaterial da Humanidade, a marca suíça presta homenagem a um dos maiores tesouros da cultura nacional.
 
Esta é uma edição especial, limitada e numerada, concebida em exclusivo para o mercado português.
A Tissot orgulha-se de apresentar o Tissot Fado, uma edição especial, limitada e numerada a 500 peças, um tributo direto à mais popular das canções urbanas portuguesas, um símbolo incontornável de identidade nacional, eleito Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2011.
 
Herdeiro de uma dimensão temporal aproximada de duzentos anos, o Fado continua a construir-se e a recriar-se, com uma enorme visibilidade internacional. O Fado não é apenas a canção de Portugal, a canção de figuras como Severa, Marceneiro, Amália, Carlos do Carmo, Camané ou Ana Moura, e hoje assume uma dimensão mundial, com presença assídua nas salas de espetáculo mais prestigiadas do mundo.
 
Trata-se de um tesouro que fala de Portugal, da sua cultura, da sua língua, dos seus poetas, mas que transporta consigo sentimentos universais, como a dor, o ciúme, a solidão ou o amor.
 
A Tissot encara esta nova edição especial como a homenagem apropriada a uma tradição viva, com raízes profundas e presença estruturante na história de Portugal, capaz de integrar influências poéticas, musicais e culturais diversificadas.
 
A Tissot em Portugal tem como estratégia o lançamento de edições especiais e limitadas para homenagear o património português. Como marca suiça multi-especialista que é, tem no seu portefólio modelos que abrangem diversas categorias, desde os modelos clássicos, aos mais tecnológicos, de design moderno aos heritage e em ouro. As edições especiais portuguesas encaixam na perfeição nesta filosofia da marca, uma vez que os modelos lançados são eles mesmos um exemplo de diferenciação.
 
A admiração pela cultura portuguesa tem sido traduzida em mais de uma dezena de Edições Especiais, que desde 1997, com o lançamento do Tissot Lisboa, prestam o seu tributo ao nosso País.
Edição limitada e numerada a 500 peças em aço, o Tissot Fado é uma peça distinta e exclusiva, equipada com um movimento mecânico de corda manual calibre ETA 7040.
 
No verso da caixa sobressai a imagem de uma guitarra portuguesa, com o movimento mecânico visível, e a inscrição “Património da Humanidade – Fado – Heritage of Humanity”. Este requintado modelo é apresentado num elegante estojo, especialmente desenhado para esta edição.
PVP: 498 euros

sexta-feira, novembro 16, 2012

Parabéns José Augusto França

 

 
PELOS 90 ANOS DO PROFESSOR JOSÉ AUGUSTO FRANÇA
 
José Augusto França fala de Jorge de Sena (no video)

Jorge de Sena dedica poema a José Augusto França

"Era tão doce uma verdade..."
                              a José Augusto França

Era tão doce uma verdade entressonhada!

Mas quando, em torno dela, já verdade,
as outras vinham como pétalas
e pouco a pouco eram, também pétalas
de outras flores que também eram verdade
mas não entressonhada,
e uma rede florida se estendia
sobre o jardim ansioso da memória,
como era amargo entressonhar verdades!

Na teia tão florida os olhos se perdiam...
Da terra, um vago cheiro a coisa oculta...
E,
mergulhar no oculto,
ou desgolhar a teia?

16/08/48

Do livro Poesia I, pág. 150, Edições 70
 
 
Para aceder a 6 publicações inteiramente gratuitas de José Augusto França, disponiveis no site do Instituto Camões, clique na fotografia.