sexta-feira, novembro 16, 2012

Parabéns José Augusto França

 

 
PELOS 90 ANOS DO PROFESSOR JOSÉ AUGUSTO FRANÇA
 
José Augusto França fala de Jorge de Sena (no video)

Jorge de Sena dedica poema a José Augusto França

"Era tão doce uma verdade..."
                              a José Augusto França

Era tão doce uma verdade entressonhada!

Mas quando, em torno dela, já verdade,
as outras vinham como pétalas
e pouco a pouco eram, também pétalas
de outras flores que também eram verdade
mas não entressonhada,
e uma rede florida se estendia
sobre o jardim ansioso da memória,
como era amargo entressonhar verdades!

Na teia tão florida os olhos se perdiam...
Da terra, um vago cheiro a coisa oculta...
E,
mergulhar no oculto,
ou desgolhar a teia?

16/08/48

Do livro Poesia I, pág. 150, Edições 70
 
 
Para aceder a 6 publicações inteiramente gratuitas de José Augusto França, disponiveis no site do Instituto Camões, clique na fotografia.


Com Esta Voz Me Visto: O Fado e a Moda

Com Esta Voz Me Visto: O Fado e a Moda
No MUDE

quarta-feira, novembro 14, 2012

domingo, novembro 11, 2012

Igreja do Cristo-Rei da Portela - 20 Anos

Sobre os 20 anos da Igreja do Cristo-Rei da Portela, do arquitecto Luiz Cunha. Para ler em melhores condições o texto, transfira as imagens para o seu computador e amplie-as. Pode também, clicando com o botão do lado direito do rato fazer "ver imagem" ou "view image" (para Mozilla Firefox).

quarta-feira, novembro 07, 2012

terça-feira, novembro 06, 2012

Aqui há fantasmas...


Podia ser uma coisa do além mas não é... É apenas um erro (não vou indagar nem qualificar o género de erro) da Agenda 30 Dias de Oeiras que publicita, para dia 08 de Novembro de 2012, uma conferência de Fernando Dacosta sobre Amélia Rey Colaço...

terça-feira, outubro 30, 2012

Almada Negreiros

 
Uma grande frase de Almada Negreiros, "graffitada" numa parede em Lisboa. Esta frase pertence ao brilhante manifesto "A Cena do Ódio" que, tal como o Manifesto Anti-Dantas, foi lido por Mário Viegas e se encontra na integre no youtube.

domingo, outubro 28, 2012

FELIZ DIA MUNDIAL DA TERCEIRA IDADE




"Velhos, reformados, desempregados, simples, desocupados, dão, lá como podem, à dobradiça e vêm ajudar a fazer de Lisboa um jardim, como pede, tão oportunamente, a Câmara, a quem gira só ou acompanhado. A ajuda que pessoalmente dou a esse iniciativa, enquanto não entro, também eu, a "fazer jardim", é levar o meu pai, todas as tardes, ao que fica mais perto de casa. A minha mulher, a Hortência, vai, depois, buscá-lo. O que acontece é que, às vezes, se esquece dele. Trazido por alguém, o velho chega, já frio, ao nosso lar e tristemente desabafa:
- No tempo em que a Câmara pedia que puséssemos sardinheiras à janela era melhor. Não tínhamos de sair de casa... É um ingrato, para não dizer é um munícipe dos reles!"
 
Texto de Alexandre O'Neill com fotografia de Alberto Peixoto, in: "Fotos de "A Capital" - Texto de Alexandre ='Neill - Cota Biblioteca Nacional - L 54669 V
 
 

Entrevista a Rui Afonso Santos sobre Art Déco em Portugal

Neste programa: entrevista a Rui Afonso Santos, curador da e... - Molduras - Música - Tons das Ideias - RTP 

O MODERNISMO FELIZ: ART DÉCO EM PORTUGAL – PINTURA; DESENHO; ESCULTURA, 1912-1960 é uma belíssima exposição que está patente no MNAC – Museu do Chiado até ao próximo dia 28 de Outubro de 2012.

Nas palavras de Rui Afonso Santos, comissário:

“O estilo Art Déco, designação que só surge nos anos 60, ou Estilo 1925, como também é conhecido (em apropriação da designação da magna Exposição das Artes Decorativas e Industriais Modernas realizada em Paris naquela data), conhece, num contexto atual de crise, um renovado interesse mundial.
Congregando, eclética e decorativamente, as heranças das vanguardas artísticas dos começos do século (do Fauvismo, Cubismo, Futurismo, Expressionismo e, até, do Abstracionismo) aliadas a sugestões vindas dos Movimentos Decorativos Modernos (como a Secessão Vienense, os grafismos francês e germânico de 1900 ou os Ballets Russes), o Art Déco foi o primeiro estilo global e universal que o Mundo conheceu, aspirando a constituir-se como Arte Total (inspiração de vida), tal como na proposta pioneira de Wagner no século XIX, alargando-se a todas as expressões artísticas e a todos os aspetos da vida quotidiana e expandindo-se, ao longo dos Anos 30, dos horizontes franceses ao resto da Europa, Estados Unidos, América do Sul, África, China, Austrália e Japão.
(…)
A presente exposição sobre o estilo Art Déco em Portugal permite uma releitura renovada e inovadora do nosso fenómeno Modernista, e, maioritariamente, daquele gosto que, originalmente, se estendeu do domínio do desenho às restantes expressões artísticas ditas ‘maiores’, como a Pintura, a Escultura e a Arquitetura, mas também ao grafismo e publicidade, à cenografia, ao cinema, às artes da decoração e, finalmente, à própria vida quotidiana e suas aspirações modernas de cosmopolitismo e felicidade.”

quinta-feira, outubro 25, 2012

Rui Vieira Nery regressa à docência na FCSH

 
 
Antigo Secretário de Estado da Cultura lecciona uma unidade curricular de licenciatura do Departamento de Ciências Musicais sobre o Fado.
Rui Vieira Nery, antigo Secretário de Estado da Cultura e actual director do Programa de Língua e Cultura Portuguesas da Fundação Calouste Gulbenkian,  lecciona agora, entre outras, uma unidade curricular de licenciatura sobre o Fado na FCSH. Recorde-se que o musicólogo presidiu à Comissão Científica da candidatura do Fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade junto da UNESCO.
A nova disciplina - a primeira unidade curricular sobre esta temática numa universidade portuguesa - pretende dar aos alunos um panorama geral da emergência do Fado a partir dos processos de mudança nas práticas musicais urbanas em Portugal na viragem para o século XIX, bem como do desenvolvimento ulterior do género até aos nossos dias.
Rui Vieira Nery é também responsável pela docência na área da história da música no espaço ibero-americano e por um seminário de doutoramento em Ciências Musicais Históricas dedicado aos “Contextos e estruturas da vida musical portuguesa (secs. XVI-XXI)”. Enquanto investigador, integra o Instituto de Etnomusicologia - Música e Dança da FCSH, o INET-MD.