domingo, outubro 28, 2012

Entrevista a Rui Afonso Santos sobre Art Déco em Portugal

Neste programa: entrevista a Rui Afonso Santos, curador da e... - Molduras - Música - Tons das Ideias - RTP 

O MODERNISMO FELIZ: ART DÉCO EM PORTUGAL – PINTURA; DESENHO; ESCULTURA, 1912-1960 é uma belíssima exposição que está patente no MNAC – Museu do Chiado até ao próximo dia 28 de Outubro de 2012.

Nas palavras de Rui Afonso Santos, comissário:

“O estilo Art Déco, designação que só surge nos anos 60, ou Estilo 1925, como também é conhecido (em apropriação da designação da magna Exposição das Artes Decorativas e Industriais Modernas realizada em Paris naquela data), conhece, num contexto atual de crise, um renovado interesse mundial.
Congregando, eclética e decorativamente, as heranças das vanguardas artísticas dos começos do século (do Fauvismo, Cubismo, Futurismo, Expressionismo e, até, do Abstracionismo) aliadas a sugestões vindas dos Movimentos Decorativos Modernos (como a Secessão Vienense, os grafismos francês e germânico de 1900 ou os Ballets Russes), o Art Déco foi o primeiro estilo global e universal que o Mundo conheceu, aspirando a constituir-se como Arte Total (inspiração de vida), tal como na proposta pioneira de Wagner no século XIX, alargando-se a todas as expressões artísticas e a todos os aspetos da vida quotidiana e expandindo-se, ao longo dos Anos 30, dos horizontes franceses ao resto da Europa, Estados Unidos, América do Sul, África, China, Austrália e Japão.
(…)
A presente exposição sobre o estilo Art Déco em Portugal permite uma releitura renovada e inovadora do nosso fenómeno Modernista, e, maioritariamente, daquele gosto que, originalmente, se estendeu do domínio do desenho às restantes expressões artísticas ditas ‘maiores’, como a Pintura, a Escultura e a Arquitetura, mas também ao grafismo e publicidade, à cenografia, ao cinema, às artes da decoração e, finalmente, à própria vida quotidiana e suas aspirações modernas de cosmopolitismo e felicidade.”

quinta-feira, outubro 25, 2012

Rui Vieira Nery regressa à docência na FCSH

 
 
Antigo Secretário de Estado da Cultura lecciona uma unidade curricular de licenciatura do Departamento de Ciências Musicais sobre o Fado.
Rui Vieira Nery, antigo Secretário de Estado da Cultura e actual director do Programa de Língua e Cultura Portuguesas da Fundação Calouste Gulbenkian,  lecciona agora, entre outras, uma unidade curricular de licenciatura sobre o Fado na FCSH. Recorde-se que o musicólogo presidiu à Comissão Científica da candidatura do Fado a Património Cultural Imaterial da Humanidade junto da UNESCO.
A nova disciplina - a primeira unidade curricular sobre esta temática numa universidade portuguesa - pretende dar aos alunos um panorama geral da emergência do Fado a partir dos processos de mudança nas práticas musicais urbanas em Portugal na viragem para o século XIX, bem como do desenvolvimento ulterior do género até aos nossos dias.
Rui Vieira Nery é também responsável pela docência na área da história da música no espaço ibero-americano e por um seminário de doutoramento em Ciências Musicais Históricas dedicado aos “Contextos e estruturas da vida musical portuguesa (secs. XVI-XXI)”. Enquanto investigador, integra o Instituto de Etnomusicologia - Música e Dança da FCSH, o INET-MD.


segunda-feira, outubro 22, 2012

Sinal de Trânsito dos Anos 60

 
Sinal de Trânsito na Biblioteca Nacional de Portugal, Lisboa.

quinta-feira, outubro 11, 2012

Porque nos insultam...


«Qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar do PS ande de Clio quando se desloca em funções oficiais», comentou Assis, citado por um deputado socialista.

sexta-feira, outubro 05, 2012

quinta-feira, setembro 20, 2012

O romance de Diogo Soares, por Fausto e por Fernão Mendes Pinto


 






 
Para melhor ler o texto, sugiro que guarde as imagens no seu computador.

The Story of Keep Calm and Carry On


Salazar e a adaptação de São Bento a residência oficial


Da Historiadora Rita Almeida de Carvalho, copio estes excertos muito curiosos:

Num extenso documento manuscrito, Salazar atribui letras às dependências da casa de São Bento: os pintainhos e os frangos ficam nos compartimentos N e O; as letras J e K destinam-se às galinhas. O I "pode servir para instalar as coelheiras". O C é "um espaço aberto" que "serve para secar a roupa quando chove ou à sombra no verão". O E "é a cozinha da criação". O G e o H são "para o criado". Agora quanto ao lixo (letra Q): "Não se vê outro sítio na propriedade para instalar uma pequena nitreira (lixo, estrumes, folhas secas, etc.) pelo que se deveria aproveitar o recanto para esse efeito e fazer um pequeno coberto (livrar do sol e da chuva) - seria fácil fazer com que as águas de lavar as capoeiras corressem para a fossa ali instalada. O pior será evitar cheiros no parque, visto a direcção dos ventos. - A direcção dominante, como se vê das árvores, é aquela".
 
E continua:
 
«Indicações para a casa do motorista

a) O quarto grande é o quarto do casal
b) Há a seguir dois quartos que podem ser um para cada filha
c) Se ficarem ambas no mesmo quarto, um dos quartos pode ser reservado para quarto de costura e sala de jantar. Para este efeito e neste caso deve reservar-se o que fica no meio, ficando para quarto de cama o quarto da esquina (3 janelas).
d) Junto da cozinha fica a sala de jantar. Para o outro lado da cozinha uma dispensa.
e) A seguir a esta dispensa (ao cimo da escada do quintal) fica um compartimento sem janela mas com luz indirecta, onde pode ser posta a máquina de costura, se forem utilizados para quartos de cama os 3 quartos.
f) Ao fundo das escadas há uma pequena dispensa, escura mas boa também.
g) Há em baixo um lojão para móveis fora de uso, lenha, carvão, etc. – É arrecadação muito espaçosa que se quer sempre limpa.
h) As malas não devem ser colocadas nos corredores, mas no compartimento ao cimo das escadas que dão para o quintal ou mesmo em parte do lojão.
i) As cortinas das janelas não podem ser substituídas por outras. À medida que se forem inutilizando, devem colar-se cortinas iguais. O mesmo para as lâmpadas e candeeiros que se forem partindo ou inutilizando.
j) A casa tem gás no quarto de banho e na cozinha – para o caso de o locatário querer instalar esquentador para banhos ou fogão para cozinhar.
k) O locatário tem de pagar renda da casa, quando esteja em vigor a sobre as casas do Estado ocupadas por funcionários públicos. Mas tem desde já de pagar a água, o gás e a luz. O recibo é passado em nome da Presidência do Conselho, casa do motorista.
l) A casa tem de ser mantida no maior estado de limpeza e bem arrumada. A vida na casa não pode ser barulhenta e desordenada. Tem de haver ordem e sossego.
m) Na garagem devem ser recolhidos o carro da Presidência do Conselho que está na garagem da Polícia e o carro das Finanças [Salazar ocupava ainda a pasta das Finanças – era, aliás, neste Ministério que funcionava até à mudança para São Bento – 1938 – a Presidência do Conselho] que anda ordinariamente ao serviço. Nenhum carro estranho pode ser recolhido ali, mesmo que seja do Estado, salvo autorização especial.
n) Da casa são entregues duas chaves ao locatário; da garagem 1 só chave, da porta para a rua da Imprensa por onde se faz sempre o serviço. A porta para o parque não se abre senão quando for ordenado; todas as chaves desta porta estão depositadas na residência do Presidente do Conselho.

 15-X-1938»