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terça-feira, maio 08, 2012
sexta-feira, maio 04, 2012
Björk fala do seu fascínio por Amália Rodrigues
Björk sobre Amália Rodrigues - "I've been listening to her for years, but I just watched a documentary about her – so much raw emotion! And free of so many complications that music has sometimes. The music is just very direct, simple and strong, free of filigree. She's direct to the heart. Her intimate collaboration with Portugal's poets is admirable. She definitely stuck by her rifles. And it's good to know that she was part of making the fado style. I first came across it, I would guess, 15 years ago. It has the same rawness as flamenco but it's less flamboyant, and more stern and stark somehow."
Veja o artigo completo no Jornal The Guardian
segunda-feira, abril 30, 2012
Rua Frei Tomé de Jesus
A Rua Frei Tomé de Jesus era uma
das minhas ruas. Só tinha um sentido. Descendente. Adivinhava-se que ao chegar
ao fim não se podia fazer meia-volta e recomeçar. E cheguei ao fim. Não houve
volta a dar.
Na Rua Frei Tomé de Jesus havia
uma casa, num prédio, diferente de todas as outras. Era uma casa de amor, de
reunião, de cheiros e sabores.
Na casa da Rua Frei Tomé de
Jesus, havia um móvel com bolachas em latas antigas, marmelada tapada com pano
de linho, bolos caseiros em pratos redondos. Numa gaveta, entre panos e
paninhos, estavam os caramelos. E um pano verde de mesa de jogo.
Naquela casa, com uma longa
varanda, havia uma mesa de camilha. Nela, entre dois cadeirões, lanchava-se, jogavam-se
cartas e escrevinhavam-se cartas. Naquela mesa, de camilha, fumava-se um
cigarro e bebiam-se licores. Naquela mesa, de camilha, haviam rituais e lugares
marcados.
Nas traseiras da Rua Frei Tomé de
Jesus, ficava a cozinha daquela casa. Fabricavam-se sabores, prazeres, cheiros.
Ouviam-se os cães, chatos, a ladrar. Havia passarinhos que iam ao beiral comer
arroz. Um relógio de cuco que não “cucava”. Havia amor.
Na sala de jantar da casa na Rua
Frei Tomé de Jesus havia uma mesa grande, para muitos. Homens à cabeceira, os
restantes sentavam-se nos lados. Tinham-se conversas, festas de aniversário,
política, memórias, risos e gargalhadas. E discussões. Os pratos eram brancos
com rebordo alaranjado, os copos com pé-baixo. Cadeiras de costas altas
forradas a tecido bordado. E corações cheios de cuidados.
Na Rua Frei Tomé de Jesus havia
uma casa onde se nasceu e morreu. Onde se cresceu e se formaram memórias. Dias,
semanas, meses, anos, décadas que se viveram. Um centenário que se comemorou.
Uma vida que se fez morte durante a noite e que principiou o fim de outra vida.
A Rua Frei Tomé de Jesus já não é
uma das minhas ruas. Só tinha um sentido. Descendente. E chegou ao fim, sem
retorno. A casa, dizem, lá permanece… Não acredito.
Sei que não está, porque está em
mim.
domingo, abril 22, 2012
domingo, abril 08, 2012
Mimi Tavares - VACANT - Galeria Monumental
Acaba de inaugurar na galeria Monumental uma exposição de Mimi Tavares com o título de Vacant. Depois da fase eminentemente pop, a mais decisiva da sua trajectória e de que conserva ainda resquícios, esta artista debruça-se sobre os objectos e a maneira como reflectem a luz. Diz ela que "estes núcleos de trabalhos foram desenvolvidos como estudos sobre a penumbra e a forma particular como os espaços e os objectos se vão revelando ao nosso olhar e se vão tornando identificáveis à medida que se destacam da obscuridade". Digo eu que lhe interessam aspectos inerentes à autonomia da pintura de sempre: a cor, a forma, a superfície e o gesto. Gosto especialmente das salas de aula vazias que transmitem sensações angustiantes e ao mesmo tempo nostálgicas. Mimi conjuga o manejo dos pincéis com passeios intensos pelas bandas, a desenhada e a musical do Ena Pá 2000 onde participa. - texto do Blog: http://withbubbles.blogspot.pt/
Sexta-feira Santa em Toledo
Páscoa em Toledo, Espanha, 2012
Túmulo D. Juan I de Castilla
(que combateu D. João I, Mestre de Avis, em Aljubarrota)
Catedral de Toledo
Túmulo D. Leonor de Aragão, Catedral de Toledo
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