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sexta-feira, janeiro 06, 2012
We Three Kings, por Jessye Norman
FELIZ DIA DE REIS
terça-feira, dezembro 13, 2011
A Fado Traditionalist, Embracing Torment, Suffering and Song
Camané, the fado singer, with José Manuel Neto on guitarra portuguesa, at Brooklyn Academy of Music in the Next Wave Festival.
By JON PARELES
Published: December 4, 2011
Fado, the Portuguese tradition of elegant, emotive songs filled with tragedy and longing, was named to Unesco’s Intangible Cultural Heritage of Humanity list in late November. By happy coincidence the Next Wave Festival at the Brooklyn Academy of Music had scheduled two nights of fado that began Friday with a concert featuring the United States debut of Camané, 44, a major star in Portugal who is one of his generation’s leading fado singers, or fadistas. At this concert fado’s past was never far from its present.
Camané performs in a genre dominated by women. Fado (which means “fate”) was defined for decades by its greatest singer, Amália Rodrigues, who died in 1999. It was music forged in the clubs called fado houses in Lisbon, entwining Portuguese song with tinges of Arabic music and echoes of the Portuguese empire returning to that port city: from Angola, Brazil, Cape Verde and perhaps Macao. Fado became the national style of Portugal under the dictatorship that ended in 1974; although it was largely spurned during the 1970s, a younger generation embraced its musicality as the political taint receded.
The essential fado instrument is the guitarra portuguesa, a long-necked, teardrop-shaped, steel-strung 12-string guitar that offers filigrees and countermelodies at a respectful distance from the singer’s voice, which is dramatically and mercilessly exposed.
Fado now toys with fusions and hybrids, mingling with New Age music, African rhythms, rock and electronics. But Camané came to Brooklyn as a traditionalist, dressed in black and accompanied only by guitarra, bass fiddle and acoustic guitar. It was a string band attentive to his every expressive fluctuation of tempo, or to a silent pause before words like “torment” and “suffering.” The closest it came to hybridizing was a tinge of jazz harmony and a slightly more prominent bass line in “Lembra-te Sempre de Mim” (“Always Remember Me”). Camané even ended his set with vocals and instruments unamplified, as if playing at a traditional fado house; his voice was large enough to fill the opera house.
Camané sang about separation, sorrows, haunting eyes and sad memories, along with some rare lighter moments. And he sang about fado itself, as a calling and a burden, though he carried them suavely, in long lines that crested and eased back with nuanced theatricality. He didn’t push toward the tearful, cathartic peaks of female fadistas like Mariza. But in hushed songs like “Ser Aquele” (“To Be That”) and — from Amália Rodrigues’s repertory — “Abandono” (“Abandonment”), there was passion behind the urbanity.
Lisboa Soul, an 11-member collective gathered for the occasion by its musical directors, Ricardo Parreira on guitarra and Yami on bass, was a revue working backward in history, from young singers with modern fado offshoots — adding drums, keyboards and electric bass — to older ones performing more traditionally. The set looked toward Cape Verde, with upbeat songs from Ritinha Lobo and Yami, before turning more somber with fado-rooted pop from Micaela Vaz and Vânia Conde. With the band shrunken to a trio, the guitarist Marco Oliveira revealed a richly imploring voice. He was followed by the elders: Rodrigo, singing in a weathered voice about fado’s history, and Beatriz da Conceição. Wearing the black dress and black shawl of classic fado performers, she was imperiously mournful, declaiming each phrase as a freshly felt lament.
This article has been revised to reflect the following correction:
Correction: December 7, 2011
A music review on Monday about performances by the singer Camané and the group Lisboa Soul, at the Brooklyn Academy of Music, misstated the surname of a guitarist with Lisboa Soul in some editions. He is Marco Oliveira, not de Oliveira. A version of this review appeared in print on December 5, 2011, on page C5 of the New York edition with the headline: A Fado Traditionalist, Embracing Torment, Suffering and Song.
Artigo New York Times
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Sobre Erwin Meyenburg em Portugal
"Trabalho de Estrangeiros em Portugal - Pedido da Empresa Rey Colaço-Robles Monteiro, Lisboa, a favor do súbdito alemão Erwin Meyenburg, ensaiador - autorizado até 31 de Dezembro p. fº., despacho de 20 de Outubro de 1947." (Boletim do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência - 15 de Novembro de 1947)
"Segue-se depois um hiato pela década de trinta, sendo somente levado à cena um texto de Goldoni em 1947 – uma vez mais A hospedeira –, desta feita pela mão de Amélia Rey Colaço no papel da estalajadeira Mirandolina, no Teatro Nacional D. Maria II, com encenação de Erwin Meyenburg.
Na imprensa diária, destaca-se sobretudo a interpretação da protagonista, Amélia Rey Colaço, adjectivada superlativamente: “criação excelente” (S.L., Diário Popular, 13-4-1947, p.2); “interpretação (...) com um colorido, uma leveza e uma graça de aguarela” (L.O.G., República, 13-4-1947, p.2). Ou ainda, nas páginas do Diário de Lisboa: “uma das coisas mais belas da sua carreira gloriosa” (N.L, Diário de Lisboa, 13-4-1947, p.7). Louvada é também a encenação de Meyenbourg: “primorosa (...) dum ritmo, duma graça e duma fantasia modelares. Verdadeira lição de teatro” (N.L, art. cit.)." - in: A DRAMATURGIA GOLDONIANA EM PORTUGAL NO SÉCULO XX: O MUNDO E O TEATRO, Rui Pina Coelho, Centro de Estudos de Teatro
"Segue-se depois um hiato pela década de trinta, sendo somente levado à cena um texto de Goldoni em 1947 – uma vez mais A hospedeira –, desta feita pela mão de Amélia Rey Colaço no papel da estalajadeira Mirandolina, no Teatro Nacional D. Maria II, com encenação de Erwin Meyenburg.
Na imprensa diária, destaca-se sobretudo a interpretação da protagonista, Amélia Rey Colaço, adjectivada superlativamente: “criação excelente” (S.L., Diário Popular, 13-4-1947, p.2); “interpretação (...) com um colorido, uma leveza e uma graça de aguarela” (L.O.G., República, 13-4-1947, p.2). Ou ainda, nas páginas do Diário de Lisboa: “uma das coisas mais belas da sua carreira gloriosa” (N.L, Diário de Lisboa, 13-4-1947, p.7). Louvada é também a encenação de Meyenbourg: “primorosa (...) dum ritmo, duma graça e duma fantasia modelares. Verdadeira lição de teatro” (N.L, art. cit.)." - in: A DRAMATURGIA GOLDONIANA EM PORTUGAL NO SÉCULO XX: O MUNDO E O TEATRO, Rui Pina Coelho, Centro de Estudos de Teatro
domingo, dezembro 11, 2011
Concordata e Acordo Missionário entre Portugal e a Santa Sé - 07 de Maio de 1940
Concordata e Acordo Missionário entre Portugal e a Santa Sé - 07 de Maio de 1940
"Concordata - Uma concordata é um tratado bilateral que estabelece regras nas relações entre um Estado e a igreja católica, sendo negociada e assinada pela Santa Sé e pelo governo respectivo e ratificada pelo papa e pelo chefe de Governo (depois de ter sido aprovada pela assembleia legislativa). A concordata entre Portugal e a Santa Sé foi assinada a 07 de Maio de 1940, aprovada pela Assembleia Nacional a 27 do mesmo mês e ratificada a 01 de Junho. No prólogo do texto final apresentam-se as razões por que se assinou tal documento: "[...] regular por mútuo acordo e de modo estável a situação jurídica da igreja católica em Portugal, para a paz e maior bem da Igreja e do Estado." A situação de conflito que existia desde a implantação da República e, principalmente, desde a promulgação da Lei de Separação (1911) já tinha sido, em alguns pontos, ultrapassada, mas não era de forma nenhuma uma questão resolvida. Mesmo a ditadura militar, imposta após 0 28 de Maio de 1926, não tinha adiantado muito face ao essencial das reivindicações dos católicos agrupados no Centro Católico, pese a presença de Salazar no Ministério das Finanças. Porém, em 1933, a nova Constituição vai atribuir limites de carácter moral ao Estado, sendo essa moral a moral católica, reconhecida como a da maioria dos portugueses; já era "alguma coisa", mas os católicos não desistem de exigir a reparação de erros do passado e que à Igreja fosse garantida e reconhecida personalidade jurídica e liberdade de exercer a sua acção. Mas a intenção da concordata era outra e, senão, atentemos nas palavras de Salazar, no discurso proferido na Assembleia Nacional, aquando da sua aprovação por esta: "[...] Não tivemos a intenção de reparar os últimos trinta anos da nossa história, mas de ir mais longe, e, no regresso à melhor tradição, reintegrar, sobre este aspecto, Portugal na directriz tradional dos seus destinos." Contudo, e segundo Manuel de Lucena, embora o Estado tenha dado bastante à Igreja, não lhe deu tudo como é ideia corrente (a separação manteve-se, não existiam subsídios directos e a maior parte dos bens que lhe tinham sido confiscados pela República não lhe foram devolvidos, nem sequer "substituídos" pro indemnizações); em troca de um apoio político, fundamental ao Estado Novo, este aceitou algumas exigências (como a indissolubilidade dos casamentos católicos). A influência da Igreja vai ser respeitada pelo Estado, que será, aliás, um dos seus beneficiários. Como diz ainda Manuel de Lucena, "apesar de a separação ser visível existe um mariage de raison; há uma união mas as pessoas permanecem distintas". Juntamento com a concordata foi assinado um acordo missionário através do qual se pretendia a conversão dos indígenas à religião católica, mas também ao "portuguesismo"; tratava-se de fazer cristãos, mas acima de tudo fazer cristãos portugueses. No dizer de Salazar, o que se pretendia era nacionalizar a obra missionária." - in Dicionário Enciclopédico da História de Portugal, publicações Alfa - entrada "Concordata" de Maria Ângelo Branco
Amália Rodrigues em entrevista à Revista Única, Jornal Expresso - 25 de Outubro de 1997
Pode ler a entrevista em formato PDF aqui:
sábado, dezembro 10, 2011
sexta-feira, dezembro 09, 2011
Uma bela prenda de Natal com cheirinho a Fado
Pregadeiras em feltro, de base castanha escura e centro de cor viva, decoradas com botão e cordas bordadas a linha filosel.
Aprox. 10x6 cm
6 euros
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