domingo, maio 30, 2010

São Ivo



São Ivo é padroeiro dos advogados, juízes, e das crianças abandonadas. Fica aqui uma breve nota sobre este Santo.

Nasceu em 1253, nas proximidades de Treguier, na Baixa Bretanha. Aos 14 anos foi para Paris onde estudou filosofia, teologia, direito civil e direito canónico.

Foi ordenado sacerdote, e durante quatro anos exerceu o cargo de juiz eclesiástico na diocese de Rennes.

Residia no solar de Kermatin que herdou dos seus pais. Nele institui um local aberto a todos e, em especial, aos mais desfavorecidos. Este espaço funcionava como hospital, como local de recolhimento para pessoas idosas e como orfanato para crianças abandonadas.

São Ivo atendia os pobres e os mais desfavorecidos gratuitamente, dando-lhes orientação jurídica para que seus direitos fossem devidamente respeitados. São Ivo opunha-se aos excessos e abusos resultantes da cobrança injustificada de impostos pelos senhores feudais.

Assim, tomava a defesa dos pobres e oprimidos, lutando contra as regras estabelecidas e demonstrando uma enorme sensibilidade de Justiça. Segundo alguns documentos contemporâneos de São Ivo, este, por vezes, recuperava pelas suas próprias mãos animais e rendas levados injustamente pelos senhores feudais para pagamento de impostos.

Rapidamente, São Ivo granjeou uma grande reputação pela integridade de vida e pela imparcialidade de seus juízos. Notabilizou-se por ter tido a coragem de se opor ao julgamento de uma mulher acusada injustamente, livrando-a de uma pena de morte certa. Passou a ser chamado de: Advogado dos Pobres.

É um dos mais populares santos de toda a Bretanha. Pode-se dizer que toda a sua vida foi dedicada à Justiça, como advogado e depois como sacerdote e juiz eclesiástico, tendo sido pautada sempre pela mesma virtuosidade.

Faleceu aos 50 anos, e já em vida gozava da fama de grande santidade.

segunda-feira, maio 24, 2010

Amor com Amor se Paga (Um Acto Teatral Para Mário Viegas)



Na passada sexta-feira estreou na Companhia Teatral do Chiado mais uma produção teatral levada a cena no Teatro Estúdio Mário Viegas. Mas esta não é uma estreia como as outras. É, acima de tudo, a homenagem de um amigo a outro amigo através da palavra, do corpo, da voz e do vinho: audição, tacto, visão, paladar e olfacto. Tudo está presente… mais o Amor.

Amor com Amor se Paga (Um acto teatral para Mário Viegas) é, antes de mais, a forma como Juvenal Garçês (co-fundador com Mário Viegas da Companhia Teatral do Chiado e encenador deste espectáculo) se lembra de Mário Viegas e do modo como este via e queria o Teatro. E só um grande amigo (o melhor amigo) nos poderia mostrar a sensibilidade, o humanismo, a loucura sã da comédia e da tragédia do outro.

Ver este espectáculo é abrir um Diário pessoal de emoções e recordações… ver este espectáculo é participar num acto de generosidade e de partilha.

Amor com Amor se Paga (Um acto teatral para Mário Viegas) compõe-se de um conjunto de actos teatrais de Anton Tchékhov (O Pedido de Casamento, A gaivota e A Corista), August Strindberg (O Sonho), Henrik Ibsen (uma frase) e Karl Valentin (O Chapeleiro, O Aquário e Vende-se Casa) e de um poema de Mário Cesariny (You are welcome to Elsinor). Os contos são traduzidos e adaptados pelo próprio Mário Viegas e Manuela de Freitas.

Do elenco fazem parte Alexandra Sargento (belissimas representações no Pedido de Casamento, Corista e Chapeleiro, detentora de uma mimica facial poderosa), Emanuel Arada (“transformista” na Corista, cómico no Chapeleiro e emocionante na cena final), João Carracedo (um noivo inesperado em Pedido de Casamento, um extraordinário explicado em Aquário e um imobiliário notável em Vende-se a Casa) e Manuela Cassola (a quem cabe a mais surpreendente cena de todo o espectáculo, de uma inspiradora - ou inspirada? - beleza estética visual e auditiva e de uma sensiblidade comovente, apanágio, aliás, de Juvenal Garcês).

Amor com Amor se Paga (Um acto teatral para Mário Viegas) é irresistível. Obrigatório. Absurdo. Riso. Absoluto. Canto. Choro. Completo. Aplauso. Respiração. Cortante. Emocionante. Juvial. Juvenal. Maior. Mário.

Interpretação: Alexandra Sargento, Emanuel Arada, João Carracedo, Manuela Cassola
Encenação: Juvenal Garcês
Escolha de Figurinos: Luciano Cavaco
Assistência de Encenação: Aritz Bengoa
Contra-Regra: Aritz Bengoa
Produção: Companhia Teatral do Chiado
Direcção de Produção: Luís Macedo
Marketing e Comunicação: Nuno Santos
Responsável de Bilheteira: Duarte Nuno Vasconcellos
Bilheteira: Ana Filipa Neves, Joana Barreto
Gestão de conteúdos da página na internet: Duarte Nuno Vasconcellos

Local: Teatro-Estúdio Mário Viegas
Em cena de 2010-05-20 a 2010-06-25
Horário: Sextas às 22h

terça-feira, abril 27, 2010

Exposição de Isabelle Faria na Galeria 111 - Lisboa - Rua Dr. João Soares, a Entrecampos












Nasceu em Saint-Maurdes Fossés, França, 1973
Vive e trabalha em Lisboa

Licenciada em Pintura e Escultura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, em 1998 e 2002, respectivamente, completa o Mestrado em Artes Plásticas na Central Saint Martins School em 2003. Desde 1998 que expõe individualmente, de onde se destacam: Self-Substituting Subject (2004), Galeria 111, Lisboa; Where We Used to Live - Luxury (2006), Galeria 111, Porto; What We Want is What We Get - Vanity (2007), Pavilhão Branco do Museu da Cidade, Lisboa; Six Months One Place - Sublime Envy (2009), In My Room Space, Paris. Das exposições colectivas em que participou desde 1997, destacam-se: Three Different Generations (2003), Charing Cross Studios, Londres; O Espelho de Ulisses (2006), Centro de Arte São João da Madeira; À Volta do Papel - 100 Artistas (2008), Centro de Arte Manuel de Brito, Algés.

O seu trabalho está representado em diversas colecções públicas e privadas, tais como: Colecção Manuel de Brito, Sociedade Nacional de Farmácias de Lisboa, Museu da Cidade de Lisboa, PLMJ e Associados.

ISABELLE FARIA Monopoly World - Sloth Lisboa Abril 2010

A mais recente exposição de Isabelle Faria dá seguimento à sua investigação muito própria em torno dos sete pecados capitais. A preguiça dá o mote para Monopoly World – Sloth, presente na Galeria 111 – Lisboa, entre 22 de Abril e 12 de Junho de 2010.

Os desenhos de ambíguos animais antropomórficos – mochos, águias, cães, abutres,
chimpanzés e orangotangos – surgem em posses próprias dos seres humanos. Estes
animais confrontam-nos com algo, simultaneamente, ameaçador e sedutor: o poder. Ao
empunharem armas mortíferas, ao vestirem roupas do século XVIII ou fardas militares e
policiais, estes animais revelam a possível ligação entre a preguiça e os poderes instituídos.

De um modo geral, as pessoas quando estão sob a protecção de um poder dominante
tendem em descansar e não fazer nada. Deste modo, não aproveitam para construir e,
idealmente, edificar um mundo melhor. Ironicamente, os desenhos assemelham-se a
fábulas em que o uso de animais serve moralmente para nos ensinar algo mais sobre a
nossa vida. Prescindindo da liberdade e do empreendimento somos dominados e
protegidos pelos animais. Esta dualidade coloca-nos perante um pecado de difícil escape.

O jogo vivido pela actualidade mundial parece ser monopolizado por algo insuperável.
Contudo, nas obras que a artista nos apresenta, a preguiça poderá ser transcendida e
transgredida por cada um de nós, sem nunca esquecer que esta batalha é exclusivamente
contra nós próprios, na medida em que somos o nosso próprio inimigo.

segunda-feira, abril 26, 2010

Amor com Amor se Paga (Um acto teatral para Mário Viegas)



Amor com Amor se Paga (Um acto teatral para Mário Viegas) é uma peça, ou melhor, é um conjunto de actos teatrais, que se assumem no seu todo como uma sentida homenagem ao co-fundador da Companhia Teatral do Chiado no ano em que esta comemora 20 anos de actividade artística.
Juvenal Garcês assume-se como o Mestre de Cerimónias deste espectáculo, acumulando a função de encenador e "aparador" de textos da autoria de Anton Tchékhov, August Strindberg, Henrik Ibsen e Karl Valentin.
Sempre de uma forma cómica, o espectáculo aborda temas como o amor, a desilusão e a perda. É a transposição cénica da máxima de Mário Viegas: "A vida é uma anedota muito séria". É o espectáculo que teria posto Mário Viegas a chorar a rir e a rir de tanto chorar. Mas sempre a rir.

Interpretação: Alexandra Sargento, Emanuel Arada, João Carracedo, Manuela Cassola
Encenação: Juvenal Garcês
Escolha de Figurinos: Luciano Cavaco
Assistência de Encenação: Aritz Bengoa
Contra-Regra: Aritz Bengoa
Produção: Companhia Teatral do Chiado
Direcção de Produção: Luís Macedo
Marketing e Comunicação: Nuno Santos
Responsável de Bilheteira: Duarte Nuno Vasconcellos
Bilheteira: Ana Filipa Neves, Joana Barreto
Gestão de conteúdos da página na internet: Duarte Nuno Vasconcellos

Local: Teatro-Estúdio Mário Viegas
Em cena de 2010-05 a 2010-07
Horário: Sextas às 22h

Classificação: M/12

Estreia em Maio

Amor com amor se paga (um acto teatral para Mário Viegas) é o novo espectáculo da Companhia Teatral do Chiado (CTC), que estreia a 14 de Maio. No ano em que comemora 20 anos, a CTC leva agora à cena uma verdadeira homenagem ao actor e co-fundador da companhia, Mário Viegas.

A CTC sempre se apresentou, nas palavras de Mário Viegas, como uma companhia de teatro "a pensar nas pessoas normais e não naquelas que já sabem tudo".

Para fazer jus a essa afirmação, o espectáculo que agora sobe ao palco apresenta três contos de Anton Tchékov, um dos maiores escritores do século XIX, três contos de Karl Valentin, um excerto do texto O Sonho de August Strindberg, uma frase de Henrik Ibsen e um poema de Mário Cesariny. Alguns dos maiores nomes do teatro do séc. XX todos adaptados com grande sentido de humor e acessível a todos.

O Pedido de Casamento, A gaivota e A Corista (de Anton Tchékov), O Chapeleiro, O Aquário e Vende-se Casa (de Karl Valentin) são os contos adaptados e traduzidos por Mário Viegas e Manuela Freitas, que vêm agora à cena pelas mãos do encenador Juvenal Garcês.

Dois jovens namorados incapazes de planear um futuro feliz, uma senhora casada com um velho general que se confessa a um jornalista mundano, são algumas das personagens interpretadas por Alexandra Sargento, Emanuel Arada e João Carracedo, caricaturando o nosso quotidiano de forma divertida e irónica.

Este conjunto de contos e textos de autores de referência adaptados de forma irreverente por Juvenal Garcês revelam um grande sentido de humor perante a vida, tão característico do Mário Viegas.

Os bilhetes vão estar disponíveis para venda a partir de dia 3 de Maio no site da Companhia, em toda a rede Ticketline e Blue Ticket. Inclui um copo de vinho, para brindar ao actor Mário Viegas.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Simone de Oliveira, ao vivo, no Hotel Altis




Um mágico concerto dado por Simone de Oliveira no inicio da década de 80, no Hotel Altis, em Lisboa. A acompanhá-la apenas um piano.

Este Simone Ao Vivo No Hotel Altis (LP, Alvorada, 1981), é o primeiro concerto gravado em disco da cantora... e que ainda não conhece edição em CD.

Das inúmeras faixas que este álbum possui saliento: "Sete Letras", "No Teu Poema", "Não me vais deixar" (versão absolutamente genial do célebre "Ne me quitte pas" de Jacques Brel, numa tradução de David Mourão-Ferreira), "Poema 8", "Visita de Camarim" e a mais bela música (na minha opinião) da carreira de Simone de Oliveira - "A Rosa e a Noite" de Vasco de Lima Couto...

A gravação foi feita originalmente de um disco vinil para um CD sem qualquer tipo de tratamento. Assim sendo, a qualidade não é a que gostaria mas serve para que se perceba da beleza deste concerto e do reportório escolhido e da capacidade vocal de Simone de Oliveira.