quinta-feira, dezembro 24, 2009

Não posso dizer para quem mas aqui fica a protecção de Santa Ágata


Santa Águeda (ou Ágata)

Virgem e mártir, nasceu na Sicília. Segundo uma lenda foi entregue a uma prostituta e foram-lhe cortados os seios; mas S. Pedro curou-a desta mutilação. O seu culto estendeu-se à Igreja universal e o seu nome é lembrado na I Oração Eucarística (Cânone Romano). Várias vezes libertou a sua cidade natal das erupções do temível vulcão Etna. É a protectora das lactentes (humanos e animais), dos fundidores e dos ourives. É figurada com um vaso numa mão, cheia de seios cortados, e na outra com uma faca ou um par de tenazes. A sua festa é a 5 de Fevereiro. Portugal tem uma cidade com o seu nome. in: Edições Paulus

Santa Águeda foi uma virgem e mártir, padroeira de Catânia, filha de nobres cataneses, e viveu entre os séculos III e IV durante a dominação romana do pro-cônsul Quinciano e foi martirizada durante as perseguições de Décio, o Diocleciano. O seu nome aparece no Cânone Romano já em tempos remotíssimos.

Águeda (em italiano e siciliano Agata) nasceu em Catânia. Alguns historiadores apontam o ano de seu nascimento entre 230 e 235. Segundo a tradição cristã, Águeda consagrou-se a Deus com quinze anos de idade.

Depois de inúmeras tentativas de Quinciano para corrompê-la, Águeda foi encarcerada brevemente e depois torturada. Foi chicoteada e os seus seios foram arrancados com tenazes mas, segundo a tradição, ela foi curada dos ferimentos por São Pedro que a visitou na prisão. Por fim, Águeda foi submetida ao suplício de brasas ardentes e na noite seguinte, 5 de Fevereiro de 251 (alguns sugerem o ano de 254), faleceu na sua cela.

A sua morte foi seguida de um tremor de terra que abalou toda a cidade. Um ano após a sua morte, o Etna entrou em erupção, despejando um mar de lava em direcção a Catânia. Então os habitantes colocaram o véu que cobria a sepultura de Ágata diante do fogo, que parou imediatamente, poupando a cidade.

Desde então, a sua protecção é invocada contra os tremores de terra, as erupções vulcânicas e os incêndios.

A festa litúrgica é celebrada aem 5 de Fevereiro.

As relíquias da santa foram levadas a Constantinopla em 1040 por um general bizantino; em 1126 dois soldados (talvez franceses), Giliberto e Goselino, furtaram os restos mortais de Águeda, que foram entregues ao bispo Maurício no Castelo de Aci.

Em 17 de Agosto de 1126, as relíquias voltaram ao duomo de Catânia, onde até hoje permanecem em nove relicários: cabeça e busto, mãos, braços, pés e pernas, mamas e o Santo Véu. in: Wikipedia

Oração

Daí-nos, Senhor, a vossa misericórdia, por intercessão da santa mártir Águeda, que resplandece na Igreja pela glória da virgindade, do martírio e dos milagres. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.

Pai nosso, Ave Maria e Glória...


Oração

Concedei-nos, Senhor, o amor constante ao Vosso Santo Nome e a graça da perseverança nas coisas do alto durante toda a nossa vida. E pela intercepção de Santa Águeda, dai-nos, Senhor Omnipotente, a graça que humildemente vos pedimos (citar a graça).

Por Cristo Senhor Nosso, Ámen.

Santa Águeda, rogai por nós.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Amélia Rey Colaço - 1927



"Amelia Rey Colaço, uma individualidade com ideias proprias, com exigências de estética, tem querido atirar-se para o campo largo da realisação livre. Recordo neste momento a forma verdadeira e expontanea como ela ergueu e viveu os quadros de "É preciso viver!..." Mas a porta ferrea, de grossas e pesadas cadeias, que dá para o campo livre, intimida-a. Teme pelo publico, teme pelos seus companheiros.

Mas dia virá em que Rey Colaço sentirá a atracção irresistivel, levantará a aldraba e não se arrependerá."
Texto de Carlos Abreu - in: Magazine Bertrand - 1ª ano, Nº 1, 2ª Série, Janeiro de 1927.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

O Palhaço - Artigo de Opinião, por Mário Crespo



O palhaço

JN 14 Dez 09 00h30m

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço.
Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.