quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Dulce Matos

A última vez que estive com a Dulce Matos foi num lançamento de um livro de um amigo em comum.
Ao longo dos anos fomo-nos afastando, por vicissitudes várias. Mas Natal e Aniversário não falhava. Sempre com palavras amigas e simpáticas.
Conhecemo-nos num bar, na Bica. No Baliza Bar, mais concretamente. Neste local, ocupou durante largos anos uma mesa ao fundo, bengala encostada à parede, a agenda, recortes, livros e papeis para todos os gostos pousados sobre o tampo. Em redor, sempre espaço para mais uma cadeira e muita conversa... umas vezes óptima, outras mais maçadoras.. como são sempre as conversas. Normalmente acabava a noite a dormir, encostada, como a bengala, à parede.
Mulher enérgica, organizadora de belíssimos jantares com tertúlia e convidados de primeira água.
Devo à Dulce Matos alguns dos meus grandes e bons amigos. Não os nomeio porque eles saberão quem são. Mais não seja, ficarei para sempre agradecido e para sempre em dívida. Nunca lho disse nem lho agradeci. Fica o reparo.

Notícia da morte da amiga Dulce Matos.


Morreu a filóloga Dulce Matos
Pela nossa vida passam sempre professores que nos marcam. É o caso de Dulce Matos, minha professora de Português, no curso de Administração e Línguas, no ISLA.
A sua capacidade para motivar alunos e interessá-los pelo estudo da nossa língua era invulgar. Para além de professora era amiga e continuei a encontrá-la em muitos dos trabalhos jornalísticos que fiz. Fica a mágoa por nunca ter ido a uma das várias tertúlias para as quais me convidou. Mea culpa, professora!
Um beijo enorme e obrigada por ter sido minha amiga!

Manuela Silva Reis


DULCE MATOS (1938-2009)
Faleceu, de morte súbita, na sua casa na Rua de Campolide, em Lisboa, a filóloga Dulce Matos (Maria Dulce Coelho de Matos) na madrugada de Domingo.
Presidente da Associação Cais de Culturas, com sede no bairro de Campolide, era uma figura muito conhecido das letras e das tertúlias literárias de Lisboa, estando ligada a um grupo muito expressivo de associações culturais.
Nascida em Lisboa em 17 de Novembro de 1938, frequentou o Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e possuía Mestrado em Literaturas Brasileira e Africana pela mesma faculdade. Era diplomada em Língua e Literatura Francesas pelas Universidades de Toulouse Le Mirail, de Tours e de Estrasburgo e pela Alliance Française.
Exerceu com grande dedicação a actividade de palestrante / divulgadora da Literatura e Cultura Portuguesas junto de Universidades do Brasil, Espanha, França, Inglaterra, Itália e, sobretudo, das comunidades portuguesas dos referidos países.
Foi colaboradora do Presidente do ICALP - Instituto de Cultura e Língua Portuguesa - para as áreas do Brasil, América Latina, África de expressão portuguesa e Senegal (1984-1985) e assistente do Professor Agostinho da Silva, Director do Centro de Estudos Latino-Americanos do Instituto de Relações Internacionais, entre 1986 a 1994.
Entre 1984 e 2006 realizou 32 viagens de divulgação cultural ao Brasil, Argentina e Uruguai, proferindo 260 palestras e realizando 20 seminários
A sua incansável actividade teve também expressão na apresentação e no prefácio de vários livros sendo amiga pessoal de grandes nomes da literatura nacional e internacional.
Foi funcionária da TAP durante muitos anos, trabalho que exerceu em paralelo com o ensino no ISLA (1978-2001) e em vários grupos culturais, onde foi uma mestra muito apreciada e querida dos seus muitos alunos, sobretudo da área do curso de Administraçção e Línguas
O funeral de Dulce Matos sairá da Basílica de Estrela na QUARTA-FEIRA, pelas 15h00 e será precedido por uma missa de corpo presente às 14h30.


Site rtp

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

É seu o papel principal




Esta é a publicidade que poderá ver em alguns cinemas de Lisboa à Companhia Teatral do Chiado.

COMPANHIA TEATRAL DO CHIADO

em cena no Teatro-Estúdio Mário Viegas

A Arte do Crime
com Emanuel Arada, Simão Rubim e Vanessa Agapito
encenação de Juvenal Garcês

A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (d'uma assentada)
com Henrique Martins, Pedro Saavedra e Ricardo Cruz
encenação de Juvenal Garcês

As Vampiras Lésbicas de Sodoma
com João Carracedo, João Marta, Manuel Mendes, Pedro Luzindro, Rita Lello e Simão Rubim
encenação de Juvenal Garcês

As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos
com João Carracedo, Manuel Mendes e Simão Rubim
encenação de Juvenal Garcês

Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães
com Diogo Andrade, Gonçalo Ruivo, Helena Veloso e Maria Dias
encenação de Manuel Mendes

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

E assim se estraga uma música... é algo de assustador...



Mas insiste, porquê???? E há quem bata palmas e faça propaganda disto...

Manifesto Anti-Cavaco, por Mário Viegas

MANIFESTO ANTI-CAVACO

E

POR EXTENSO

PELA U.D.P

UNIÃO DE POETAS

“DA ESQUERDA A VALER”

HUMORISTAS, FUTURISTAS,

REVOLUCIONÁRIOS

E

BOA GENTE E TUDO




MANIFESTO ANTI-CAVACO

BASTA PUM BASTA





Uma geração que consente deixar-se representar por um Professor Aníbal Cavaco Silva é uma geração que nunca o foi. É um coio d´indigentes, d´indignos e de cegos! É uma resma de charlatães alaranjados e de vendidos, e só pode votar e parir abaixo de zero!

Abaixo a geração laranja!

Pôrra pró Cavaco, pôrra! Pim!

Uma geração com um Cavaco Silva a cavalo, é um burro algarvio incompetente!

Uma geração com um Eng. António Guterres à proa é uma canoa em seco!

O Manuel Monteiro é um magano!

O Fernando Nogueira é meio-mangano!

O Anibal Silva saberá gramática, saberá sintaxe, saberá vender gasolina, saberá inglês, saberá tudo, menos dirigir económica e politicamente o País, que é a única coisa que ele quer fazer e nunca o fez bem, nem soube fazer!

O Cavaco pesca tanto de Economia, que até faz quadras à António Aleixo, com as ligas da sua Maria Cavaca!

O Gueterres é um habilidoso!

O Carlos Carvalhas veste-se mal!

O Manuel Monteiro usa ceroulas de malha!

O Paulo Portas especula e inocula os concubinos!

O Cavaco é Aníbal!

O Cavaco é Guterres!

Pôrra, também pró Gueterres, pôrra! Pim!

O Professor Cavaco tem feito uma política para Portugal, que tanto podia ser como a do Fernando Nogueira ou a Maria Cavaca ou a Leonor Beleza, ou o Eng. António, ou a Teresa Patrício Gouveia, ou a Nau Catrineta, ou a cantora Dina do Partido Popular!


E o Cavaco teve claques e maiorias absolutas!

E o Nogueira teve palmas! E o António Guterres agradeceu de mão dada com o Jaime Gama!

O Francisco Louçã é um manganão!!

Não é preciso ir para a Fonte Luminosa vestido de laranja, para se ser uma laranjada!

Não é preciso saber contar pelos dedos, para se ser Professor de Economia, basta fazer contas pelos dedos como o Silva! Basta não ter escrúpulos, nem morais, nem artísticos, nem humanos! Basta andar com as modas europeias, com as políticas comunitárias e com as opiniões de Bruxelas! Basta usar o tal sorrizinho com escuma ao canto dos lábios, basta ser muito penteadinho por um barbeiro de bairro, usar figos algarvios e cócos marroquinos e olhos de Sá-Carneiro mal morto em Camarate! Basta ser Judas! Basta ser Fernando Cavaco Nogueira Silva!

Pôrra pró Cavaco! Pôrra! Pim!

O Professor Aníbal Cavaco Silva nasceu para provar, que nem todos os que governam sabem governar.

O Fernando Nogueira é um autómato extra-terrestre que deita para fora o que os trabalhadores pobres já sabem que vai sair… Mas é preciso que os trabalhadores pobres paguem impostos! Os ricos, não!!

O Nandinho Nogueira é um verso-de-pé-quebrado dele próprio!

O Cavaco em génio nem chega a uma garrafinha de mau-cheiro e em talento o Nogueira é pim, pam, pum!

O Cavaco nu é horroroso!

O Cavaco escuma dos cantos da boca!

Pôrra pró Cavaco, Pôrra! Pim!

O Nogueira é o escárnio da consciência!

Se o Cavaco Silva é Europeu eu quero ser Australiano!

O Vasco Graça Moura é a vergonha da intelectualidade portuguesa!

O Vasco Pulido Valente é a meta da decadência mental!

E ainda há quem não core quando diz que apoia o Cavaco!

E ainda há quem lhe estenda a mão!

E quem lhe lave a roupa, manchada de sumo de laranja, que custa imenso a sair!

E quem tenha dó da gazolineira dos Cavacos!

E ainda há quem esteja indeciso de que se votar no Nogueiro-Cavaco não vale nada, e que não serve para nada, e que nem é inteligente, nem decente e é um voto contra si próprio, que nem chega a zero!

Vocês não sabem quem é a senhora Mariani do Cavaco? Eu vou-lhes contar:


A princípio, por notícias das “Olás”, entrevistas, tempos de antena e outras preparações com as quais nada temos a ver, pensei tratar-se da cantora lírica Francesca De Mariani, italiana, que lhe escreveu várias cartas em italiano, apaixonadíssima por ele quando o viu a dormir na primeira fila do S. Carlos, durante uma récita, há uns anos atrás e a subir a um coqueiro em S. Tomé. Depois de ler todas as “Revistas do coração”, de “Maria” a “Manuel”, da “Dona” ao “Diabo”, do “Crime”, ao “Jornal de Letras e Artes e Ideias”, também não fui capaz de distinguir, porque a lâmpada da minha mezinha de cabeceira é muito fraca, era noite muito escura e só a meio dum pesadelo, aí pela madrugada é que tive um sobressalto e lembro-me de consultar a “Nova Gente”, a “Visão” e “Casa, Jardim e Decoração”. E não é que descubro que a tal Mariani do Cavaco era a sua Vivenda algarvia! Adormeci mais descansado e comecei a sonhar o que seria viver naquele paraíso algarvio, só possível à nova sociedade de novos-ricos, criados pelo cavaquismo.

Sonho que a Maria Cavaco vem descendo uma escada estreitíssima, mas não vem só, traz também o Jacques Chirac, que eu não cheguei a ver, ouvindo apenas uma voz muito conhecida dum apaixonado por experiências nucleares e repressões aos Emigrantes em França. Pouco depois o agente do SIS é que me disse que ele vinha com uma camisola do PS, com um grande coração laranja.

A Maria Cavaco e o Chirac estão sozinhos na Vivenda, e às escuras, dando a entender perfeitamente que estiveram indecentemente a conspirar à beira da piscina, sobre a candidatura do Aníbal, à presidência da República, e o tabú do Aníbal. Depois o Chirac, completamente francês e satisfeito, despede-se e salta pela janela, com grande mágoa da Maria Laranjada borbulhante e lacrimosa. E ainda hoje os pobres turistas algarvios, a GNR, a Guarda-Fiscal, a Guarda Florestal, a PSP, e os agentes do SIS têm ocasião de observar a janela arrombada do primeiro andar da Vivenda Mariani, perto de Boliqueime, na Rua do Touro, (perdão, do Aníbal), por onde se diz que fugiu o célebre político em Portugal e bombista nuclear em Paris.

A Maria que é histérica, começa a chorar desatinadamente nos braços da sua confidente e excelente pau de cabeleira, a famosa tia Anica de Loulé…

… Vêm descendo pla dita estreitíssima escada, varias Marias todas iguais e de cigarros acessos, menos uma que usa óculos, dentes saídos para fora como uma vampira, horrorosamente feia, o que quer dizer que é a deputada Conceição Monteiro.

E seria até uma excelente personificação das bruxas de Goya, se quando falasse não tivesse aquela voz tão fresca e maviosa da ex-secretária de Sá-Carneiro. E reparando nos dois vultos interroga espaçadamente com cadência social-democrata, austeridade e imensa falta de camarate:

“Quem está aí?! E de cigarros apagados?”

- Foi o Freitas do Amaral, foi o Otelo, foi o General Eanes, foi o Mário Tomé, foi o Eng. Carlos Marques, foi o Mário Soares, foi o Álvaro Cunhal, foi o Major Canto e Castro, foi o Pinto Balsemão, foi a viúva do Soares Carneiro, foi o vento… dizem as pobres inocentes “Marias Vão Com As Outras”, varadas de terror pluripartidário… E a Conceição Monteiro que só é horrrorosa nos dentes saídos, nos binóculos, nos destroços da avioneta, e em andar sempre a chatear todos os grupos parlamentares, telefona imediatamente para a sede do SIS, em Faro, que é um dó d´alma ouvi-la assim tão sá-carneirista desempregada. Vão todas para a casa de banho, mas eis que, de repente, batem no portão e sem se anunciar nem limpar-se da poeira nortenha, sobe a escada e entra p´lo salão o Eng. Eurico de Melo, que quando era novo fez brejeirices com a menina da alfarroba e da fava-rica algarvia.

Agora completamente nortenho e emendado, revela à dentuças, que sabe por relatórios secretos do ministro Dias Loureiro que há homens que vão com as “Marias Vão Com As Outras”, na Vivenda e que ainda há pouco, fora detectado, por radar, um a saltar pela janela. A Sãozinha Monteiro diz que efectivamente já há tempos que Maria Cavaco vinha dando p´la falta de figos e galinhas no quintal e tão inocentinha, coitada, que naqueles oitenta anos, ainda não teve tempo para descobrir a razão da humanidade estar dividida entre homens e mulheres do PSD e homens e mulheres do PS e de outros partidos. Depois de sérios embaraços do tio Eurico é que ela deu com o atrevimento político e mandou chamar as Marias de há pouco, com os cigarros apagados. Nesta altura, este meu pesadelo policial toma um pedaço de interesse, porque o engenheiro Melo ora parece o Loureiro disfarçado de polícia-sinaleiro, ora um polícia de trânsito com a falta de educação dum agente da polícia de choque, e tão perspicaz que descobre em menos de meio minuto, o que o povinho está farto de saber - que o Cavaco anda a dormir com o Guterres!!!

O pior é que a Maria Silva foi à serra com as indiscrições do Barão do Norte e desata a berrar, a berrar como quem se estava marimbando para tudo aquilo. Esteve mesmo muito perto de se estrear com um par de murros na coroa do Chefe do Grupo da Sueca, no que se mostrou de um atrevimento, de uma insolência e de decisão social-democrata que excedeu todas as expectativas.

Ouve-se uma corneta tocar o Hino da Comunidade Europeia e da França e Maria, sentindo no ruído do escape do avião super-sónico francês, toda a alma tricolor do ser preferido, foi qual passarinha engaiolada, a correr até ao portão da Vivenda Mariani, a gritar desalmadamente pelo seu Jacques. Grita, assobia e redopia e pia e rasga-se e magoa-se e cai de costas com um acidente, de que já previamente tinha avisado o jornal “O Público” e a bandeira gigante do PSD também cai e os antigos votantes sociais-democratas também caem em si e desatam numa dessas ondas de contestação, abstenção e arrependimento tão enorme e tão monumental, que todos os jornais de Lisboa, Loulé e do Porto, no dia seguinte, foram unânimes naquele êxito político do Engenheiro Eurico de Melo e da Conceição Monteiro.

A única consolação que os ex-votantes decentes tiveram, foi a certeza de que aquilo não se tinha passado na Residência Oficial de S. Bento, mas na Vivenda Mariani em Boliqueime, com uma Maria escavacada e encavacada, que tem cheliques e exageros esquerditas.

Continue o Sr. Cavaco a mandar governar assim, que ha-de ganhar muito com as cavacas das Caldas e há-de ver que ainda apanha uma estátua de prata laranja por um ourives de Loulé e uma Exposição das maquetas pelo seu monumento erecto por subscrição social-democrata pelo “Povo Livre” a favor das vítimas da sua péssima política de apoio aos Timorenses, e a praça Dr. Francisco Sá-Carneiro mudada em Praça Professor Aníbal Cavaco Silva e com festas da cidade no Centro Cultural de Belém e sabonetes em conta. “Aníbeis Silvas” e pastas Cavacas prós dentes, e graxa Guterres prás botas, e bananas Jardim, e Niveína Durão Barroso, e comprimidos Paulo Mendo, e autoclismos Santanas e Santanas, Santanas, Santanas, Santanas… E limonadas Ferreira do Amaral - Magnésia.

E fique sabendo o Fernando Nogueira que se um dia houver justiça em Portugal, todo o mundo saberá que o autor de “Os Lusíadas” foi a Agustina Bessa Luís, que num rasgo memorável de modéstia só consentiu a glória do seu pseudónimo “A bruxa da Areosa”.

E fique sabendo o Carlos Carvalhas que se todos votassem como eu, haveria tais munições de punhos fechados, de “Esquerda a Valer” e não “A Necessária” que levariam dois séculos a gastar, sem “sair da rotina da esquerda” do Francisco Louçã!

Mas julgais que nisto se resume a política portuguesa? Não! Mil vezes não!

Temos além disto o Jorge Sampaio, que já fez decretos para a Câmara de Lisboa, que deixou de ser a derrota do machão Macário Correia, para poder passar a ser a derrota do Dr. Sampaio, com notas negativas do Professor Rebelo de Sousa.

E as pinoquices do Vasco Pulido Valente passadas no tempo em que “emborcava copos” na Secretaria de Estado da Cultura e no semanário “O Independente”! E as infelicidades de Carlos Pimentinha? E o talento insólito de Urbano Rodrigues! E as gaitadas do Vilhena! E as traduções só para homens do ilustríssimo excelentíssimo senhor António Barreto? E o Frei Hermano da Câmara!

E a Leonor Beleza co-responsável por uma série de contaminações de sangue nos nossos hospitais! E as imbecilidades do Pacheco Pereira! E mais pedantices do Albeto Pimenta! E o Pinto Coelho, o cavaquista do desenho! E alguns jornalistas cavaquistas, socialistas e fascistas d´”O Público”, e da “Capital”, e do “Diário de Notícias”, e d´ “O Diabo”, e d´ “O Dia”, e d´ “O Crime”, e do “Correio da Manhã”, e do “Expresso” e de todos, todos os jornais que não derem sempre notícias sobre a UDP nas primeiras páginas e ainda tempos de antena diários de meia hora na rádio e na TV.

E os Actores de todos os quatro canais de televisão e de todos os teatros pseudo-vanguardistas! Mário Viegas, incluído.

E todos os artistas que andaram a mamar dinheiro de Lisboa Capital Europeia da Cultura de 94 e futuramente da Expo 98 de que nós já desconfiamos! E os Valentins Loureiros do Porto e os palermas de Coimbra que não votarem UDP! E a estupidez do caso das gravuras de Foz Coa e o Dr. José de Figueiredo e oh oh os Mota Pinto hu hi e os burros de Boliqueime e os menus das festas do Centro Cultural de Belém e a Caixa Geral dos Depósitos feitos pelo Michel! E o raquítico Marques Mendes, palerma do PSD a quem o Dr. Soares com imensa piada intrujou que era mais alto do que parecia numa recepção em Belém! E todos os que são Políticos e Artistas, excepto os da UDP, como é evidente.

E as Exposições anuais no A.C.A.R.T.E. da Gulbenkian! E todas as obras de fachada? E as do Eduardo Prado Coelho em Paris; e os Vaz da Silva, os Estrela, os Josés de Magalhães, os Pintos da Costa, os Louçãs, os Arnaldos Matos, os Hermínios Martinhos, os Almeidas Santos, os Narcisos de Miranda, os Falcões e Cunha, os Jaimes Gamas, os Torres Coutos, os Fernandos Gomes, os velhos antigos salazaristas, os idiotas eanistas, os arranjistas socialistas, os racistas, os impotentes do PSN, os celerados do PP, os vendidos do PRD, os imbecis do MRPP, os párias vendedores de droga, os ascetas democratas-cristãos, os Fernandos Teixeiras da Maçonaria, os das coligações das Câmaras, os diabo que os leve, os Filipes Menezes, os Jardins, os Ricardos Pais, os La Férias, os Guedes, os Manúeis Alegres, os Esteves Cardosos, os Abrunhosas, as Veras Lagoas, os Motas Pinto, os Joões Bosco, os Alpoins Galvões, os Duartes Pios de Bragança, os Silvas Melos, os Marcos Paulos, as Zitas Seabras, as Simonetas Luz Afonso, os Mendes Botas, os Jaimes Neves, e todos os laranjas cor de rosa que houver por aí!!!!!

E as convicções urgentes do Soares Pai e as convicções catitas do Soares Filho!…

E os concertos de “Os Madre de Deus”! E as estátuas a fascistas, ao Amaro da Costa e ao despertar e a tudo! E tudo o que seja Arte e Cultura, em Portugal! E tudo! Tudo por causa do Cavaco disfarçado de Nogueira afónico!

Pôrra pró Cavaco, pôrra! Pim!

Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação de País mais atrasado da Europa e de todo o Mundo! O País que tão pouco tem ajudado os irmãos Africanos e Timorenses! O exílio dos desiludidos, dos abstencionistas e dos desacreditados e indiferentes dos políticos! A África reclusa dos europeus! O entulho de lixos tóxicos europeus, da poluição e da entrada de droga internacional! O Paraíso dos ricos que não pagam impostos, nem pagam a Crise e a Fome! Portugal inteiro (incluíndo Madeira e Açores) há de abrir os olhos no dia 1 de Outubro de 1995 - se é que a sua cegueira não é incurável - e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ter vozes diferentes na Assembleia da República, Deputados duma “Esquerda a Valer”! Deputados da UDP, claro, e a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado e despoluído.

Pôrra pró Cavaco, (e seus camaradas de várias cumplicidades, cores, silêncios e futuros compromissos), Pôrra! Pim!

Mais de oitenta anos depois do Manifesto dum tal Almada Negreiros.






UDP

UNIÃO DE POETAS “DA ESQUERDA A VALER”

HUMORISTAS, FUTURISTAS, REVOLUCIONÁRIOS

E

BOA GENTE E TUDO!!!

Solidão...

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Simone de Oliveira



Fotografia de "aps2007" - outras em: http://flickr.com/photos/aps2007/

TRAGÉDIA ENTRE MUITAS PALAVRAS

Eluana Englaro morreu. Ela estava em coma profundo há 17 anos, depois de um acidente de automóvel. O pai de Eluana pediu ao tribunal autorização para que a filha pudesse morrer em paz. Em Novembro passado, a autorização foi dada. O pai levou Eluana para uma clínica, onde se lhe garantia uma morte sem dor. A Itália dividiu-se. O Governo e a Igreja opuseram-se à morte, e o Presidente Giorgio Napolitano apoiou a decisão do tribunal. Ontem, o jornal Repubblica publicava o testemunho de uma jornalista que entrou no quarto de Eluana, no domingo: "É devastador vê-la." Um corpo em estado vegetativo desde 1992. Na impossibilidade, por lei, de lhe propiciarem activamente a morte, cortaram a água e a alimentação e Eluana morreu na segunda-feira. Uma tragédia entre muitas palavras. A Itália comoveu-se muito mas não vai mudar nada. Eluana morreu no limite do respeito do Estado. E este só se transforma quando alguém, com justiça, lhe faz ver que aquilo que não pode ser, não pode mesmo ser. Eluana devia ter tido direito a morrer mais rapidamente e não na indignidade de lhe tirarem pão e água.

Ferreira Fernandes - Diário de Notícias, 11 de Fevereiro de 2009

Ponte da Barca sem ponte. E, vá lá, safou-se a barca.

Estas vergonhas teimam em continuar no nosso País. Não entendo... e a culpa é da Figueira... pois claro.

Ponte da Barca: Ponte medieval cortada ao trânsito após derrocada de parte da estrutura do pilar central
10 de Fevereiro de 2009, 23:20

Viana do Castelo, 10 Fev (Lusa) - A ponte do séc. XV de Ponte da Barca, sobre o Rio Lima, foi hoje cortada ao trânsito, na sequência da derrocada de parte da estrutura do pilar central, informou hoje o vereador da Protecção Civil na Câmara local.

José Pontes disse à agência Lusa que derrocada ocorreu pelas 21:30 e foi detectada por populares que passavam em cima da ponte e que ouviram "um estrondo enorme", provocado pelas pedras a cair.

"Por motivos de precaução, a ponte vai ficar fechada ao trânsito durante esta noite e amanhã [quarta-feira] será alvo de uma vistoria por técnicos da Estradas de Portugal. Só reabrirá quando houver totais garantias sobre a sua segurança", acrescentou.

Segundo José Pontes, aquela travessia, construída na primeira metade do século XV e classificada como património nacional, apresenta "há bastante tempo" problemas na parte do pilar central, fruto de uma figueira que "teima em crescer" entre as pedras.

"A ponte não tem juntas, foi construída pedra sobre pedra, e essa figueira e respectivas raízes já abriram uma fissura entre as pedras. A derrocada de hoje pode ter acontecido por aí mas, para já, são apenas conjecturas", disse ainda aquele responsável.

O mesmo vereador disse-se convicto de que poderá ter caído "um grande volume de pedra" da estrutura do pilar.

"A erosão, a idade e até a força das águas da barragem do Touvedo, que hoje, por exemplo, estava a turbinar 100 metros cúbicos de água por segundo, também podem ter ajudado ao desmoronamento", admitiu.

Aquela ponte estabelece a ligação entre Ponte da Barca e Arcos de Valdevez, com trânsito regulado por semáforos, já que não permite o cruzamento de um veículo por outro.

Há cerca de um ano, e na sequência de uma perícia, foi vedada a veículos com um peso superior a 3.500 quilos.

A ponte tinha uma intervenção de reforço e reabilitação agendada para "Março ou Abril", um prazo que agora poderá ser antecipado, com a derrocada de hoje.

Os Concelhos de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez têm uma outra ponte de ligação, inaugurada há uma década.

VCP.

Lusa/fim

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Amigo fiel

Tinha nele a maior das esperanças e como o amigo mais fiel. Estava sempre que era preciso e, mesmo que não se encontrasse, era fazer apenas uma ronda pelos cafés, lojas extras, bombas de gasolina, e ele lá estava.
Não era preciso muito para pô-lo a falar. Dava conselhos, avisava-o, ria quando ele ria e chorava quando ele chorava.
Por vezes, tinha de o dar. Todo ou apenas uma parte. Mas, passados alguns minutos, ele lá aparecia de novo. Fino, vestido de branco e cabelo ardente.
Acompanhou-o nas esperas mais prolongadas, foi companheiro nas viagens solitárias, ia com ele até à janela espreitar a vista ou, o que é verdade, espreitar os vizinhos da frente na sua rotina diária (normalmente, nocturna).
Se ficava sem o ver muito tempo, descontrolava-se. Ficava ansioso, sem tino, desesperado para o ter.
Quando alguém o avisava que não era bom amigo, não ligava. Bufava mesmo de raiva. Odiava então todos aqueles que, tendo sido amigos dele, o já não eram e tinham um discurso radical quando ele aparecia, desprevenido, com alguém.
Para o ter era necessário mantê-lo a todo o custo… e o custo ia sempre subindo. Chegou a ser banido de alguns locais públicos pelo incómodo que provocava.
Mas ele resistiu em manter a amizade até ao fim. Era o seu mais fiel amigo… mas, no final, matou-o… de cancro de pulmão.