quarta-feira, junho 18, 2008

Batalha de Aljubarrota

Oiça na TSF o programa "Encontros com o Património" dedicado à Batalha de Aljubarrota e ao projecto da Fundação Batalha de Aljubarrota sobre a revitalização e a construção do Centro de Interpretação Batalha de Aljubarrota.
Participam nele o historiador Saúl Gomes, arqueologa Maria Antónia Amaral, o arquitecto João Mareco e a arquitecta paisagista Luisa Borralho.

quinta-feira, junho 12, 2008

Princesa Prometida - Aldina Duarte

Novo disco de Aldina Duarte chama-se Mulheres ao Espelho.

Fica aqui um levantar do véu do novo trabalho da minha fadista de eleição:

quinta-feira, junho 05, 2008

Um Enigma


Em 1848, no nº 24 da revista O Jardim Litterario. Semanário de Instrucção e Recreio vem mais um enigma. Tal como os jornais de hoje têm o Sudoku, as diferenças ou as palavras cruzadas, O Jardim Litterario trazia charadas e enigmas. Deixo-vos aqui este para quem quiser tentar a sorte. Que frase isto dá? Solução brevemente...

segunda-feira, junho 02, 2008

Os contos de uma mulher com voz de fadista

Aldina Duarte fez-se voz de casas de fados há 15 anos, entre moradas de referência como o Clube do Fado e o Sr. Vinho. Desde então, editou dois discos, revelou-se investigadora e estudiosa da tradição fadista e acabou por ser dispensada pela sua editora, a EMI (em conjunto com outros músicos nacionais, durante o ano passado). No entanto, um terceiro álbum, Mulheres ao Espelho, não esperou por "respostas de outras editoras que nunca chegaram". Tem o carimbo "0001" da Roda-Lá Music, selo criado pela própria Aldina Duarte, e revela a tradição fadista na companhia de histórias de mulheres.

De xaile pelos ombros, Aldina recorda versos que escreve e canta: "Tenho um vestido alinhavado que envelhece só comigo", sussurra. As leis do fado, com seus modos e suas histórias, na voz de quem sabe: "Não sei a história desta canção. Quem a conhecerá, na verdade?" E esta mesma voz, que canta Lisboa na sua tradição, ocupa agora os dias com cursos de contabilidade, facturas e guias de transporte. "Não é coisa de fadista", diz-nos "mas eu cresci em Chelas a ler Dostoievsky, já na altura me chamavam bicho raro". "Tudo isto pode parecer muito alternativo, coisa de PJ Harvey", assume Aldina, fã da cantora inglesa. "Mas temos que nos envolver naquilo que diz respeito à nossa arte para lá da criação."

Dispensa argumentos sobre as dificuldades de criar uma editora. "Difíceis são os dias de quem é mais novo, de quem procura arriscar e não consegue." Porque os tempos menos bons, como o dos artistas - "em tempos de crise não é no pão que se corta, é na cultura", afirma -, juntam-se a uma estrutura social complexas e a realidades entendidas como "assuntos de mulheres". Que se escrevem no feminino mas se constroem "pela felicidade ou infelicidade de mulheres e homens". Os fados que canta acompanham "políticas económicas e sociais, do aborto aos problemas demográficos" mas não fazem de Mulheres ao Espelho um manifesto panfletário. Aldina dá voz a contos de "noivas e as amantes, de arrependimento e de saudade", como o fado sempre fez desde que se conhece.

A inspiração para Mulheres ao Espelho "seria mais natural num rocker". A frase é da autora mas ilustra pensamentos "de uma canção que também tem os seus preconceitos". Noctívago e boémio são características de um fadista "mas a ignorância também se pode manifestar", diz-nos uma Aldina que, "se assim tiver que ser", prefere carregar o rótulo de "alternativa". Se o sucesso estiver condicionado, que assim seja. Não existe por aqui o desejo do estrelato, a fama nunca será "a de um Camané ou de uma Mariza", assume. "Porque têm um dom vocal que eu não possuo e porque gostam da vida na estrada, que não me faz feliz."

Aldina prefere concentrar atenções na "liberdade de expressão". A de "artistas sujeitos a normas exigências de um mercado incompreensível" e de mulheres "cuja intimidade nem sempre lhes pertence". Reuniu vontades e fez um disco "orgulhoso e sentido, um disco de fado".
Diário de Notícias, 02 de Junho de 2008 - TIAGO PEREIRA e ANTONIO MAINI

sexta-feira, maio 30, 2008

Videos de Entrega dos Prémios Guia dos Teatros ás Vampiras Lésbicas de Sodoma


Juvenal Garcês recebe o prémio de Melhor Peça de Teatro 2007

Simão Rubim recebe o prémio de Melhor Actor de teatro 2007

quarta-feira, maio 28, 2008

Vampiras Lésbicas de Sodoma vencem Prémio de Melhor Peça de Teatro 2007 e Simão Rubim de Melhor Actor de Teatro 2007 na mesma peça - Guia dos Teatros




A peça As Vampiras Lésbicas de Sodoma, um dos maiores êxitos da Companhia Teatral do Chiado (CTC) que, no passado mês de Abril, celebrou a entrada no seu terceiro ano de representação no Teatro-Estúdio Mário Viegas, foi a grande vencedora dos Prémios de Teatro Guias dos Teatros 2007 na categoria de Melhor Peça

A cerimónia de entrega de prémios, que reuniu as principais figuras do teatro em Portugal, decorreu ontem, no Museu Nacional do Teatro, em Lisboa. Os leitores do blog "Guia dos Teatros" foram os decisores finais destes prémios, tendo votado ao longo de três meses nas diversas categorias a concurso.

Ao longo dos últimos dois anos, a peça As Vampiras Lésbicas de Sodoma registou já mais de 13 mil espectadores, sendo uma das maiores referências do teatro popular de qualidade apresentado pela CTC. Esta peça hilariante, que conta a história de duas vedetas e da sua eterna rivalidade, cruza o imaginário das histórias de terror com o glamour decadente do mito Hollywood e o universo exacerbadamente sexual dos shows de travesti.

Para além do prémio para Melhor Peça, também o actor Simão Rubim, um dos rostos principais da CTC, foi distinguido com o galardão para Melhor Actor na peça As Vampiras Lésbicas de Sodoma. Simão Rubim, que se estreou como actor em 1981 no Teatro Experimental de Cascais, foi, nove anos mais tarde, convidado por Mário Viegas a integrar o elenco da Companhia Teatral do Chiado e a participar como actor em vários espectáculos.

A partir de 1996, sempre na Companhia Teatral do Chiado, Simão Rubim participou em diversos espectáculos encenados por Juvenal Garcês, sendo actualmente uma das maiores referências da CTC nas peças As Vampiras Lésbicas de Sodoma e As Obras de William Shakespeare em 97 minutos.

O estrondoso sucesso da CTC, prestes a completar 18 anos, é uma vez mais reforçado com a atribuição destes Prémios, uma clara confirmação do interesse crescente do público que, mês após mês, esgota as várias sessões em cena no Teatro-Estúdio Mário Viegas.

Texto presente no site: www.companhiateatralchiado.pt

sexta-feira, maio 23, 2008

Elisabete Matos segundo acto da Tosca (não é a mesma produção apresentada no São Carlos)

Tosca com Elisabete Matos - Teatro Nacional de São Carlos


Na quarta-feira passada fui assistir, no Teatro Nacional de São Carlos, a mais uma representação de Tosca, de Puccini.

A casa estava cheia para receber a soprano Portuguesa Elisabete Matos. E não desiludiu.

Elisabete Matos, em Tosca, é figura forte em palco e com uma voz que facilmente encanta, juntando a esta uma preocupação interpretativa da personagem.

O restante elenco era composto por:

Cavaradossi - Evan Bowers

Scarpia - Vladimir Vaneev

Angelotti - Mário Redondo

Sacristão - Luís Rodrigues

Spoletta - Carlos Guilherme

Sciarrone - João Merino

Carcereiro - João Oliveira

Maus eram os cenários e os figurinos, de Anthony Ward. Pouca preocupação estética numa misturada de estilos sem sentido.

Mas no final, as excelentes interpretações de Elisabete Matos e Vladimir Vaneev abafaram ou desculparam tudo o resto, em que os constantes bravos e a ausência de pateada coroaram a noite.

Para o futuro, o desejo de ter Elisabete Matos novamente em palcos portugueses, de preferência com uma roupita melhor e um cenário a condizer.

quarta-feira, maio 21, 2008

O Sucesso de Amália Rodrigues em Itália nos Anos 70.

Termina com o belissimo "La Tarantella" em que leva o público ao rubro. Inesquecivel.