segunda-feira, maio 14, 2007

A ESPOSA IDEAL

(clique na foto para aumentá-la)

No número 80 da revista Crónica Feminina, do dia 5 de Junho de 1958 - praticamente há 50 anos - saia um inquérito para as Senhoras saberem se eram a esposa ideal. 50 anos depois, será que mudou muita coisa? As esposas querem-se da mesma maneira? Hum... não sei. Se é mulher e esposa, aceite o desafio e responda ao inquérito. Se é homem, leia-o e veja se pretende ter alguém com aquele perfil.
Eu espero que todas as mulheres chumbem este inquérito... mas é uma opinião de um não casado...

domingo, maio 13, 2007

Retrato Robot

Na quinta-feira, dez de Maio, o jornal Correio da Manhã publicou um artigo sobre as investigações da PJ em relação ao desaparecimento da menina inglesa que, por negligência ou estúpidez (ser-se britânico não é sinónimo de inteligência), ficou sozinha com os irmão - também menores - no quarto do hotel sem nenhuma vigilância de um único adulto.

Não sei se para aliviar um pouco a tensão do artigo e seu assunto, ou por estarem convencidos de que podia ser uma ajuda importantisssima para o achamento do "raptor" da menina , o Correio da Manhã publico o retrato robot do mesmo. Já sabem... olhem bem para o retrato. Se virem alguém na rua com fisionomia parecida, não se esqueca de contactar a polícia local ou a PJ. Mantenha os olhos bem atentos... toda a ajuda é necessária.


Colabore...

domingo, maio 06, 2007

Critica do jornal "El Pais" ao espectáculo de Camané - Outras Canções II

De fadista a 'crooner'
Camané, la gran voz de Portugal, hace suyos clásicos de Sinatra y Brel
MIGUEL MORA - Lisboa - 05/05/2007

Es el príncipe del fado de esta época, la gran voz masculina de Portugal. Canta desde niño, y a los 11 años sorprendió al maestro Carlos do Carmo por su dicción asombrosa y su capacidad para transmitir emociones "adultas" desde una contención que no admite concesiones. Camané (Lisboa, 1967) canta con una mano metida en el bolsillo, los ojos cerrados, cada palabra perfectamente colocada en su sitio, sin prisas, sin estridencias. Ahora, a sus 40 años, Carlos Manuel Moutinho ha elegido 21 canciones de sus maestros favoritos, y, acompañado por la Orquesta Sinfónica Portuguesa y un quinteto de jazz, los ha llevado a escena.

El espectáculo Otras canciones II ha vuelto al teatro São Luiz, de Lisboa, con el papel agotado, tras los éxitos de los cuatro conciertos del pasado fin de semana. "¿Ha salido bien? No tengo yo esa percepción". Eso decía sonriente Camané el domingo, en el camerino. Había cantado durante cerca de dos horas, con tres o cuatro propinas. Era el día del partido Benfica-Sporting; el teatro no se había llenado, pero la gente reconoció entregada la dificultad de la empresa.

El fadista lisboeta se transmuta en crooner, chansonier, canzonetista, cantante de boleros (Vete de mí) y de bossa nova. Canta en inglés, francés, italiano, español y en portugués, y en Anos dourados y Olha María saca el dulce soutaque -acento- brasilero para rendir homenaje a Chico Buarque.

La elección del repertorio habla de su buen gusto y su coraje. En inglés hace todo el repertorio clásico de Broadway. Clásicos de Bernstein y Sondheim (Somewhere), Henri Mancini (Moon River), Ray Noble (The touch of your lips), Neil Hannon (Perfect lovesong), y se atreve incluso con My funny Valentine, de Rodgers, Kurt Weil (September song), los Beatles (For no one).

En francés rescata a Charles Trenet (Que reste-t-il de nos amours), Aznavour (Lei), Gainsbourg (la estupenda Black trombone) y el final espléndido Que c'est triste Venise de Françoise Dorin y Eddie Barclay.

Cantar todo eso y no morir en el intento no está al alcance de muchos. Y cantar como canta el Ne me quitte pas de Jacques Brel, con ese respeto religioso, emocionando, reinventándolo y llevándolo a su terreno pero siendo absolutamente fiel al espíritu y la letra, eso habla de que ahí hay una estrella.

A Camané se le nota más cómodo en el francés que en el inglés. "Fue su segunda lengua en el colegio", explica su hermano mayor, Helder Moutinho. Aunque ahí se le ve más suelto (la mano en el bolsillo), su manera de pronunciar las cinco lenguas (incluido el español del Vete de mí de Virgilio y Homero Expósito y el italiano de Estate) es espectacular.

El asunto tiene además una dificultad añadida: los arreglos de Mário Laginha, Pedro Moreira (que dirige la orquesta), Filipe Melo y Bernardo Sassetti abundan en la insistencia en los violines y los remates instrumentales cuando la voz ha terminado; eso hace que muchas canciones se parezcan entre sí, lo que acaba resultando monótono. Siempre que el peso recae en la frescura del magnífico combo de jazz, el espectáculo remonta. Aunque él sigue siendo escéptico: "Espero que por lo menos el último día salga bien de verdad".

Como dice el musicólogo Rui Vieira Nery en el texto del programa, "un fadista no es sólo aquel que canta fado. Es antes que nada alguien que tiene una relación expresiva especial con los textos, una manera particularmente intensa de colocar la voz, un cierto diseño inconfundible en el lanzamiento de las frases musicales...".

La pregunta es: ¿tendrá Camané que dejar de lado el fado para ser una figura internacional? No parece... En septiembre saldrá su nuevo disco de fados castizos. La espera será larga para sus seguidores, pero, como siempre, merecerá la pena.

quarta-feira, maio 02, 2007

O Melhor de "Bandeira"







A Uma Ausência - Soror Violantes do Céus

São Sebastião



A uma ausência

Vida que não acaba de acabar-se,
Chegando já de vós a despedir-se,
Ou deixa, por sentida, de sentir-se,
Ou pode de imortal acreditar-se.

Vida que já não chega a terminar-se,
Pois chega já de vós a dividir-se,
Ou procura, vivendo, consumir-se,
Ou pretende, matando, eternizar-se.

O certo é, Senhor, que não fenece,
Antes no que padece se reporta,
Por que não se limite o que padece.

Mas viver entre lágrimas, que importa
Se vida que entre ausência permanece
É só viva ao pesar, ao gosto morta?

quinta-feira, abril 26, 2007

Camané no São Luíz... A NÃO PERDER


OUTRAS CANÇÕES II

CAMANÉ E A ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA

27 ABR ~ 6 MAIO

Quinta a Domingo às 21h00


Um concerto único e memorável em que o Fadista canta

Tó Jobim Beatles Frank Sinatra Elis Regina Charles Aznavour Jacques Brel

e canções dos nossos musicais favoritos, acompanhado pela

Orquestra Sinfónica Portuguesa

e por um combo de músicos notáveis: João Moreira (trompete), Filipe Melo (piano), Mário Delgado (guitarra), Bernardo Moreira (contrabaixo), Alexandre Frazão (bateria).

Arranjos de Pedro Moreira, Filipe Melo, Mário Laginha e Bernardo Sassetti.

Um concerto a não perder!

terça-feira, abril 24, 2007

Alexandre O'Neill



O amor é o amor

O amor é o amor - e depois?!
Vamos ficar os dois
a imaginar, a imaginar?..

O meu peito contra o teu peito,
cortando o mar, cortando o ar.
Num leito
há todo o espaço para amar!

Na nossa carne estamos
sem destino, sem medo, sem pudor,
e trocamos - somos um? somos dois? -
espírito e calor!
O amor é o amor - e depois?!



Alexandre O´Neill
Poesias Completas
1951/1981
Biblioteca de Autores Portugueses
Imprensa Nacional Casa da Moeda

O Melhor de "Bandeira"




Joshua Bell, estrela da clássica




Joshua Bell, estrela da clássica

Numa experiência inédita, Joshua Bell, um dos mais famosos violinistas do Mundo, tocou incógnito durante 45 minutos, numa estação de metro de Washington, de manhã, em hora de ponta, despertando pouca ou nenhuma atenção. A provocatória iniciativa foi da responsabilidade do jornal "Washington Post", que pretendeu lançar um debate sobre arte, beleza e contextos. Ninguém reparou também que o violinista tocava com um Stradivarius de 1713 - que vale 3,5 milhões de dólares.

Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam 100 dólares, mas na estação de metro foi ostensivamente ignorado pela maioria.

A excepção foram as crianças, que, inevitavelmente, e perante a oposição do pai ou da mãe, queriam parar para escutar Bell, algo que, diz o jornal, indicará que todos nascemos com poesia e esta é depois, lentamente, sufocada dentro de todos nós.


"Foi estranho ser ignorado"

Bell, que é uma espécie de 'sex symbol' da clássica, vestido de jeans, t-shirt e boné de basebol, interpretou "Chaconne", de Bach, que é, na sua opinião, "uma das maiores peças musicais de sempre, mas também um dos grandes sucessos da história". Executou ainda "Ave Maria", de Schubert, e "Estrellita", de Manuel Ponce - mas a indiferença foi quase total.

Esse facto, aparentemente, não impressionou os utentes do metro. "Foi uma sensação muito estranha ver que as pessoas me ignoravam", disse Bell, habituado ao aplauso. "Num concerto, fico irritado se alguém tosse ou se um telemóvel toca. Mas no metro as minhas expectativas diminuíram. Fiquei agradecido pelo mínimo reconhecimento, mesmo um simples olhar", acrescentou.

O sucedido motiva o debate foi este um caso de "pérolas a porcos"? É a beleza um facto objectivo que se pode medir ou tão-só uma opinião? Mark Leitahuse, director da Galeria Nacional de Arte, não se surpreende: "A arte tem de estar em contexto". E dá um exemplo: "Se tirarmos uma pintura famosa de um museu e a colocarmos num restaurante, ninguém a notará".

Para outros, como o escritor John Lane, a experiência indica a "perda da capacidade de se apreciar a beleza". O escritor disse ao "Washington Post" que isto não significa que "as pessoas não tenham a capacidade de compreender a beleza, mas sim que ela deixou de ser relevante".

segunda-feira, abril 23, 2007

(Re)Lançamento do Premiado Livro - "O VIÚVO - MEMÓRIAS DO FIM DO IMPÉRIO", de Fernando Dacosta



O VIÚVO - MEMÓRIAS DO FIM DO IMPÉRIO - FERNANDO DACOSTA


Editor: Casa das Letras
ISBN-13: 9789724617213
Ano de Edição: 2007
N.º de Páginas: 208
Encadernação: Capa mole
Dimensões: 15 x 23 x 1 cm


Críticas de imprensa

“O Viúvo é um romance diferente. Na sua narrativa, saturada de dor tranquila, caldeiam-se lances de realismo mágico, miúdas observações do quotidiano pobre, reflexões e lembranças de um tempo revoluto, a ditadura, a guerra colonial, as romarias, os carrocéis, os cantores ambulantes, a mudança que chega através da televisão. É um melancólico, lúcido, lento romance, de estrutura e escrita aventurosa, perpassado por um canto agónico, às vezes iluminado por um riso novo, por comentários provocatórios, de uma inocência ou de uma acuidade invulgares.” (Urbano Tavares Rodrigues)



“É um livro de grande mistério e transparências, este, a Bíblia de um Portugal viúvo, o livro radioso dos dias em que o velho do Restelo se torna mulher, o livro que coa Portugal no aflitivo auge da sua liberdade.” (Inês Pedrosa)



«Um poema profético que nos fala do Portugal de hoje com a língua das grandes metáforas e dos mitos originários.» (Mello e Castro)


«Poucos livros da nossa moderna literatura se terão apresentado com a grande e inquietante dimensão visionária desta narrativa.» (Diário de Notícias)


«Uma notável meditação sobre este lugar de aléns e de realidades comezinhas que é Portugal e sobre estas comoventes almas de gesto trágico que são os seus habitantes.» (João Rui de Sousa)