segunda-feira, março 19, 2007

GRANDE FESTA DE ANIVERSÁRIO VAMPIRICA - ROCK IN CHIADO


GRANDE FESTA VAMPÍRICA
No próximo dia 6 de Abril, o espectáculo As Vampiras Lésbicas de Sodoma completará um ano de representações. Para assinalar o aniversário, o Clube de Fãs As Vampiras Lésbicas de Sodoma está a organizar uma festa no Rock In Chiado, mesmo ao lado do Teatro-Estúdio Mário Viegas, a que a Companhia Teatral do Chiado se associará, comparecendo em peso: elenco, encenador e restante equipa.
Como a festa é para todos, os espectadores da sessão desse dia estão automaticamente e compulsivamente convidados a aparecerem no referido espaço nocturno a partir das 00h30, para co-celebrar a Grande FestaVampírica! Caso não consiga bilhete para a representação dessa noite memorável não desespere, porque, ainda assim, a sua presença não só será permitida como desejada. Promete-se muita música, muita festança e folguedo e, claro (ou será melhor dizer escuro?! Afinal é de"vampirices" que se trata!),… muita, muita dentada!
Deixamos o melhor para o fim: o consumo mínimo é de €5,00; uma bagatela para conviver de perto com as estrelas, como aliás se pode comprovar com a recém nomeação do espectáculo para a edição de 2007 dos Globos de Ouro da SIC/Caras.
NÃO FALTEM E DIVULGUEM A GRANDE FESTA VAMPÍRICA

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Óscares 2007



Óscares 2007: Os vencedores

Filme
The Departed (The Departed: Entre Inimigos)
Realização
Martin Scorsese, em The Departed (The Departed: Entre Inimigos)
Actor
Forest Whitaker, em The Last King of Scotland (O Último Rei da Escócia)
Actriz
Helen Mirren, em The Queen (A Rainha)
Actor Secundário
Alan Arkin, em Little Miss Sunshine (Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos)
Actriz Secundária
Jennifer Hudson, em Dreamgirls (Dreamgirls)
Filme Estrangeiro
Das Leben der Anderen (As Vidas dos Outros), Alemanha
Argumento Original
Little Miss Sunshine (Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos)
Argumento Adaptado
The Departed (The Departed: Entre Inimigos)
Fotografia
El Laberinto del Fauno (O Labirinto de Fauno)
Montagem
The Departed (The Departed: Entre Inimigos)
Direcção Artística
El Laberinto del Fauno (O Labirinto do Fauno)
Guarda-Roupa
Marie Antoinette (Marie Antoinette)
Orquestração
Babel (Babel)
Canção
"I Need To Wake Up", Melissa Etheridge, de An Inconvenient Truth (Uma Verdade Inconveniente)
Caracterização
El Laberinto del Fauno (O Labirinto do Fauno)
Som
Dreamgirls (Dreamgirls)
Montagem de Som
Letters from Iwo Jima (Cartas de Iwo Jima)
Efeitos Especiais
Pirates Of The Caribbean: Dead Man’s Chest (Piratas das Caraíbas: O Cofre do Homem Morto)
Filme de Animação
Happy Feet (Happy Feet)
Documentário
An Inconvenient Truth (Uma Verdade Inconveniente)
Curta-Metragem de Animação
The Danish Poet
Curta-Metragem
West Bank Story
Curta-Metragem Documental
The Blood Of Yingzhou District
Óscar Honorário
Ennio Morricone

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Poesia de W.C.


Deficientes ficam à porta de monumentos nacionais


"Os deficientes não entram." José Angelo, 49 anos, 20 dos quais tetraplégico, nem queria acreditar quando um funcionário lhe quis negar o acesso ao Palácio da Pena, em Sintra. Motivo: "O edifício não está preparado para cadeiras de rodas." Ali perto, no Palácio nacional da Vila, disseram-lhe, a seguir, a mesma coisa, tal como no Palácio nacional de Mafra, onde estivera antes.

José Angelo, residente em Coimbra, casado, pai de uma filha de nove anos, depressa concluiu que ficará sempre à porta da maior parte dos monumentos nacionais geridos pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar). Elísio Summavielle, em declarações ao DN, admite que esta foi a situação encontrada há um ano quando assumiu a presidência desta entidade. Mas, garante, "a realidade vai mudar".

Foi um fim de semana "triste" para José Angelo e para a esposa, Maria João, de 39 anos, que com um grupo de amigos de Coimbra quiseram "sair para fora cá dentro" no período de carnaval. Aquele Palácio da Pena, expressão máxima do romantismo aplicado ao património no século XIX, ficará em má memória. Os serviços de turismo de Sintra haviam dito a Maria João que, em vez de levar o carro para o centro da vila, poderia usar o comboio turístico que os transportaria até ao monumento.

Até aqui tudo correu conforme o planeado. O problema surgiu ao chegarem ao palácio. Os funcionários disseram que José não podia entrar. Justificaram que havia muitas escadas, e que o edifício não se encontrava preparado para pessoas com deficiência em cadeira de rodas. "A sua entrada empataria os restantes visitantes", ouviu. Os amigos juntaram-se e garantiram que pegariam na cadeira com José, à força de braços, sempre que fosse necessário subir e descer escadas. A permissão, "em jeito de favor", surgiu com a justificação de que "há pouco movimento".

A indignação impediu José e Maria João de apreciarem aquele repositório de épocas, estilos e gostos, deixando lavrado um protesto numa folha A4, porque nem livro de re- clamações ali havia. O mesmo protesto deixaram escrito, depois, no Palácio Nacional de Sintra, onde funcionários "bem mais simpáticos" lamentaram a falta de rampas para cadeiras de rodas.

Visitas impossíveis

O DN, sem se identificar, contactou os serviços deste palácio dizendo que pretendia agendar uma visita para pessoas em cadeiras de rodas. Um funcionário respondeu que "seria impossível", atendendo às condições do edifício, e aconselhou uma visita ao Palácio de Queluz. Usando o mesmo argumento, foi contactado o Convento de Cristo, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, a Estação Arqueológica de Miróbriga, o Panteão Nacional, e outros, constituindo a maioria dos pertencentes do Ippar. Todos lamentaram não ter condições para cidadãos em cadeiras de rodas.

Guedes da Fonte, de 65 anos, da Associação de Deficientes das Forças Armadas, lamenta não poder assistir aos "belos" concertos no Convento de Mafra, onde José e Maria João também lavraram um protesto. As 48 escadas do edifício são catastróficas.

Maria de Lurdes Afonso, da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), na secção da Amadora, já só queria uma rampa no Centro de Saúde da Venda Nova. Para esta tesoureira da APD, o acesso à cultura é importante, mas gostaria mais de ter acessível, por exemplo, o Notário do Centro Comercial Babilónia, na Amadora. Espero que o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos (que hoje se assinala) não seja uma mentira como foi o Ano Europeu das Pessoas com Deficiência", disse Maria de Lurdes. O DN tentou falar com a Liga Portuguesa dos Deficientes Motores, mas nenhum responsável esteve contactável.


in, Diário de Notícias, 23 Fevereiro 2007

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Lisboa - Eugénio de Andrade



Lisboa

Esta névoa sobre a cidade, o rio,
as gaivotas doutros dias, barcos, gente
apressada ou com o tempo todo para perder,
esta névoa onde começa a luz de Lisboa,
rosa e limão sobre o Tejo, esta luz de água,
nada mais quero de degrau em degrau.

Eugénio de Andrade

D. Manuel Clemente é o novo bispo do Porto

D. Manuel Clemente é o novo bispo do Porto

D. Manuel Clemente, actual bispo auxiliar de Lisboa, é o novo bispo do Porto, substituindo D. Armindo Coelho, anunciou hoje o Vaticano.
Em comunicado, a Nunciatura Apostólica em Lisboa refere que o Papa Bento XVI aceitou a resignação de D. Armindo Coelho, uma vez que atingiu o limite de idade canónico, 75 anos, para o exercício daquelas funções.

D. Manuel Clemente, 58 anos, era bispo auxiliar de Lisboa desde 22 de Janeiro de 2000, tendo a sua nomeação episcopal sido anunciada em Novembro de 1999.

Licenciado em História e Teologia, doutorado em Teologia Histórica, D. Manuel Clemente é professor de História da Igreja na Universidade Católica Portuguesa e presidente da Comissão da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

D. Armindo Coelho, que a 16 de Fevereiro celebrou 76 anos, encontra-se afastado do governo da diocese do Porto desde Outubro de 2006 devido a um acidente vascular cerebral.

O até agora bispo titular, que continua internado no Hospital da Prelada, no Porto, tinha sido provisoriamente substituído por D. João Miranda Teixeira, bispo auxiliar, que fora nomeado Administrador Apostólico por Bento XVI.

Diário Digital / Lusa

D. MANUEL JOSÉ MACÁRIO DO NASCIMENTO CLEMENTE

- Nasceu em S. Pedro e S. Tiago, concelho de Torres Vedras, no dia 16 de Julho de 1948.


FORMAÇÃO E FUNÇÕES ACADÉMICAS

- Após concluir o curso secundário, frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa onde se formou em História.

- Licenciado em História, ingressou no Seminário Maior dos Olivais em 1973.

- Em 1979 licenciou-se em Teologia pela Universidade Católica Portuguesa, doutorando-se em Teologia Histórica em 1992, com uma tese intitulada Nas origens do apostolado contemporâneo em Portugal. A "Sociedade Católica" (1843-1853).

- Desde 1975, lecciona História da Igreja na Universidade Católica Portuguesa.



FUNÇÕES E CARGOS ECLESIAIS

- Ordenação Sacerdotal - 29/06/1979.

- Coadjutor das paróquias de Torres Vedras e Runa - 1980.

- Membro da Equipa Formadora do Seminário Maior dos Olivais - 1980 a 1989.

- Vice-Reitor do Seminário Maior dos Olivais - 1989 a 1997.

- Reitor do mesmo Seminário desde 1997.

- Membro do Cabido da Sé Patriarcal desde 1997.

- Coordenador do Conselho Presbiteral do Patriarcado desde 1996.

- Director do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa.

- Coordenador da Comissão Preparatória da Assembleia Jubilar do Presbitério para o Ano 2000.

- Nomeado Bispo Titular de Pinhel e Auxiliar do Patriarcado de Lisboa – 6 de Novembro de 1999

- Ordenação Episcopal - 22/01/2000

- Bispo Auxiliar de Lisboa.

- Promotor da Pastoral da Cultura na Conferência Episcopal Portuguesa, desde 11 de Abril de 2002.

- Membro da Comissão Episcopal de Comunicações Sociais desde 20 de Junho de 2002.

- Colabora habitualmente nos programas "Ecclesia" (RTP2)

- Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais eleito em 5 de Abril de 2005


PUBLICAÇÕES

Livros e estudos sobre temas das áreas de História, Teologia e Pastoral, publicados em edições e revistas da especialidade, de que se destacam:

- Igreja e Sociedade Portuguesa do Liberalismo à República. Lisboa, Grifo, 2002.
- A Igreja no tempo. Lisboa, Grifo, 2000.
- ESPÍRITO e espírito na história ocidental - os despistes da esperança. In As razões da nossa esperança. A caminho do terceiro milénio. Lisboa, Rei dos livros,1998.
- Das prelaturas políticas às prelaturas pastorais: o caso de Pinhel. In Lusitania Sacra. Segunda série. Lisboa, 8-9, 1996-1997.
- Milenarismos. In Creio na vida eterna. Lisboa: Rei dos livros, 1996.
- Sínodos em Portugal: um esboço histórico. In Estudos Teológicos. Coímbra. 1, 1996.
- As paróquias de Lisboa em tempo de liberalismo. In Didaskalia. Lisboa, 25, 1995.
- Os Seminários de Lisboa. In Novellae Olivarum. Nova série. Lisboa, 8, 1994.
- Universidade Católica Portuguesa: uma realização de longas expectativas. In Lusitania Sacra, Segunda série. Lisboa, 6, 1994.
- A sociedade portuguesa à data da publicação da Rerum Novarum: o sentimento católico. In Lusitanis Sacra. Segunda série. Lisboa, 6, 1994.
- Igreja e sociedade portuguesa do Liberalismo à República. In Didaskalia. Lisboa, 24, 1994.
- Nas origens do apostolado contemporâneo em Portugal, A "Sociedade Católica" (1843-1853). Braga, 1993.
- Cristandade e secularidade. In A salvação em Jesus Cristo. Lisboa, Rei dos Livros, 1993.
- Fé, razão e conhecimento de Deus no Vaticano I e no Vaticano II. In Communio. Lisboa, 10:6, 1993.
- A Igreja e o Liberalismo. Um desafio e uma primeira resposta. Communio. Lisboa, 9:6, 1992.
- Laicização da sociedade e afirmação do laicado em Portugal (1820-1840) . In Lusitania Sacra, Segunda série. Lisboa, 3, 1991.
- O Congresso católico do Porto (1871-1872) e a emergência do laicado em Portugal. Lusitania Sacra, Segunda série. Lisboa, 1, 1989.
- Cardeal Cerejeira: Pensamento, coração e relação com o poder. In Novellae Olivarum. Nova série. Lisboa, 15, 1989.
- Clericalismo e anticlericalismo na cultura portuguesa. In Reflexão Cristã. Lisboa, 53, 1987.
- Reflexões sobre os 50 anos da Acção Católica Portuguesa. In Novellae Olivarum. Nova série. Lisboa, 8, 1984.
- Católicos, Estado e Sociedade no Portugal oitocentista (congressos católicos de 1891 e 1895). Communio. Lisboa, 1:3, 1984.
- Notas de cultura portuguesa. Do teatro sagrado ao teatro profano. In Novellae Olivarum. Nova série. Lisboa, 6-7, 1983.
- Notas de cultura portuguesa. Os papas e Portugal. In Novellae Olivarum. Nova série. Lisboa, 2-3, 1983.
- Monsenhor Pereira dos Reis. (Em colaboração). Lisboa, 1979.
- A Igreja no tempo. História breve da Igreja Católica. Lisboa, 1978.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Ode à Paz - Natália Correia


ODE À PAZ

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego, dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz,
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,

deixa passar a Vida!

domingo, fevereiro 18, 2007

Amélia Muge - Eternamente procurando o reino do "Prestes João"

Amélia Muge apresentou-se ontem à noite na Culturgest para apresentar o seu último álbum "Não sou daqui".
Com um grupo extraordinário de músicos a acompanhá-la - Filipe Raposo, Yuri Daniel, José Manuel David, e Carlos Mil-Homens - Amélia Muge proporcionou uma viagem mágica de som, imagem e poesia.
Interpretando letras de Natália Correia, Hélia Correia, António Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner Andresen, Eugénio Lisboa, Grabato Dias e da própria Amélia Muge, fomos transportados para o mundo de sonho e de fantasia da artista.
Com uma concepção plástica absolutamente genial - em que um "pintor" de génio ia fazendo a computador diversas pinturas que iam ilustrando cada um dos temas, sendo projectadas num enorme ecrãn ao fundo do palco - fomos sendo levados pela voz poderosa e cativante de Amélia Muge até ao seu mundo, mundo esse feito de sonhos, optimismo e beleza.
Senhora de um à-vontade sincero, Amélia Muge comunica com o seu publico não apenas com a sua voz, mas também com os seus olhos, o seu sorriso, com o baloiçar discreto do seu corpo e, acima de tudo, com aquilo que não diz.
Profundamente honesta, Amélia Muge irradia, como um farol, uma luz transparente que nos abraça e emociona, enchendo a nossa alma de sentimentos belos, de uma calma de barco atracado em maré baixa, como se anjos nos levassem ao céu e nos mostrassem onde mora em nós o reino desaparecido do "Prestes João".
Qualquer tentativa de descrever a magia da noite de Sábado na Culturgest é vã e ficará sempre àquem das emoções sentidas. Ficam na memória as quase duas e meia de um espectáculo que deveria demorar apenas hora e um quarto. Fica na memória as ovações prolongadas, as lágrimas sentidas derramadas, a beleza das imagens, do som da voz e dos pensamentos intimos provocados.
Outras conversas. Outras descobertas. A música popular portuguesa só? E então a poesia que não cabia nos ritmos populares portugueses? Que imagens para esta música? Que territórios para os sentidos do cantar? O Teatro. Mário Viegas. A Céu Guerra. O Alberto e a Priscila. A Educação sempre. De todos para todos. A serra Algarvia. A Vica. A poesia tecendo os encontros. As tecedeiras de Cachopo.
In: Programa do concerto: Texto de Amélia Muge


domingo, fevereiro 11, 2007

A NOITE E A ROSA - Vasco de Lima Couto

A NOITE E A ROSA
Vasco de Lima Couto

Fiz da noite a rosa
As mãos do pecado
No tempo da rosa
Sorrindo a teu lado
Falei-te por mim
Ouviste por ti
E os ramos surgiram
Depois que te vi
As mulheres da noite
Rasgaram as luas
E eu e tu fugimos
Por todas as ruas
Olhaste o meu rosto
Marcado pela fama
E abriste o teu peito
No fogo e na chama
Pedaços de rosa
Beijaram a cama
Que dói por que dói
Quando o amor nos chama
Pedaços de rosa
Beijaram a cama
Fiz do nosso dia
Depois da partida
Um lago desfeito
Onde deixei a vida
Que a vida eras tu
Os campos da história
Abrindo esta rosa
Chamada memória
Falei com amigos
De ontem como hoje
Chamando o teu corpo
Que em meu corpo foge
E a mãe que eu já tive
Abriu-se no mar
Para que o meu amor
Se fosse deitar
E a rosa era a noite
E a noite era a o dia
Rasgando as palavras
Que ninguém sabia
E a rosa era a noite
E a noite era o dia

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Artigo de Opinião de Mário Viegas no Diário Económico, 30-06-1995


TEATRO
Por Mário Viegas

Crónica muito violenta, indignada, contra três bestas humanas inimigas de Portugal

Está na moda arrasar uns «pobres diabos» que aparecem nos 4 canais de televisão que temos e chamar-lhes: javardos, vendidos, produto da incultura e estupidez, atrazados menstais, ordinários, oportunistas, prostitutas, gandulos, boçais… uns montes de Merda, enfim!...
E lá se citam os nomes dos ex-actores de Teatro ou políticos como: o Baião, o Samora, o Zé Jorge Duarte, a Lídia Franco, o Monchique, a amiga Olga, o Luís Pereira de Sousa, o Pacheco Pereira, o Marco Paulo, a Rita Blanco, o Goucha… uns montes de figuras, enfim!...
Mas ninguém tem a coragem de chamar os mesmos nomes a uns «intelectuais», «pensadores», «analistas», «comentadores», que escrevem e dizem os jornais e Televisão, as maiores enormidades. Mais grave ou pior que as desses «pindéricos» que (coitados) andam a ganhar a vida, sem se arrumar automóveis…
Como são artigos ditos por malandrins e malandronas, que se infiltram num certo meio jornalístico, pela cama, pelos bares de opinião alcoólica, ninguém lhes toca.
Vejam lá se não são tão ordinários (ou mais!) do que os outros?!
Passo a citar:
CLARA FERREIRA ALVES – (uma pirosa, de cabelo mal-pintado, que fala pretenciosamente de tudo e todos, antes de atender um senhor que se segue… na SIC)
«(…) em Portugal não acontece nada (…) Portugal só é falado a reboque da Espanha (…) o nosso ritmo é o dos povos infelizes, com muito passado, pouco presente e nenhum futuro.»
Basta!!! Esta «amiga Olga dos intelectuais» deve andar na pré-menopausa dela e a confundi-la com o Povo Português. Pirosa!!!!! Volta amiga Olga, que estás perdoada!!!!
VASCO PULIDO VALENTE – (um homenzinho balofo, a destilar cubos de gelo para Whisky, por todos os lados e que já nos sacou dinheiro como Secretário de Estado da Cultura!!!)
«(…) Portugal, culturalmente não tem grande interesse, à excepção de 2 ou 3 coisas: a nave Alcobaça, o Convento de Cristo e uma e uma ou outra curiosidade. (…) os portugueses não lêem ou lêem lixo! Mas leio eu vários amigos meus e não vejo porque motivo o Estado nos sacrifica à estupidez da Raça!»
Basta!! Vamos Ordinário Cobardola!!! Volta Marco Paulo, que estás perdoado, perante tais vómitos de ódio a si mesmo e à Pátria que lhe tem dado tantos «tachos»!!!...
ALBERTO PIMENTA – (é um tipo que parece um gorila de rabo pelado. Julga-se humorista, escreveu um livro chamado «Discurso sobre o filho da puta», meteu-se numa jaula do Zoo, para ver as reacções dos outros. Mas os «outros» não reagiram, pois confundiram-no com um «macacóide» que estava ao lado dele a meter-lhe uma banana na boca.)
«A Arte em Portugal não tem nada a ver com a vida (…) Há um egoísmo parfeitamente catastrófico que caracteriza os Portugueses (…) Lisboa é habitada por uma horda que usa fato e gravata e anda de automóvel, mas que não chegou sequer ao patamar mínimo da civilização urbana.»
Basta!!! E ninguém lhe põe Pimenta no rabo, a ver se nos salta da nossa vida para fora? Volta Baião que estás perdoado!!!
Estas citações são tiradas de artigos que escreveram em jornais. Quem lhes paga para escrever estas opiniões demolidoras, racistas, fascistas, pretensiosas e inacreditáveis?! Faltam tantos Almada Negreiros por aí, para demolirem nuns bons «Manifestos Anti-Cagões Intelectuais». Estes «seres pensantes» são daquela raça de portugueses que afirma:
«- Este país é pequeno de mais para mim!»
Então não chateiem e vão ser professores, analistas, cronistas para a Amazónia ou para o deserto do Saara!!! E como são feios, porcos e maus já estou a vê-los vomitar cólera contra mim e a dizerem:
- Mas quem é que este medíocre do Actor Mário Viegas se julga, para nos atacar assim?!
Estou-me a ralar para eles! Eles até não me vão ver ao Teatro há anos… Nem a mim nem a ninguém!!
Voltarei, em próximas crónicas, a outros mitos de pé-de-barro! Se estes não andarem já a pensar como me hão-de calar a boca. É gente para isso e para muito pior! Até para lançar o gaz da «Verdade Suprema» na redacção do «Diário Económico». Cuidado!!