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quinta-feira, setembro 21, 2006

quarta-feira, setembro 20, 2006
sexta-feira, setembro 15, 2006
Só quando vir é que acredito
O espólio de cerca de 3.000 discos, na sua maioria de fado, inclui algumas das primeiras gravações de artistas nacionais, estando avaliado em cerca de um milhão de euros.
Fontes do ministério e da EGEAC disseram à Lusa que o protocolo será assinado terça-feira no Museu do Fado em Lisboa pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, o presidente da Câmara, António Carmona Rodrigues, e pelo presidente da EGEAC, José Amaral Lopes, após a apresentação do livro «Para uma história do fado», do musicólogo Rui Vieira Nery.
As fontes precisaram que, nos termos do protocolo, cada uma das entidades contribui com uma verba para a aquisição da colecção, comprometendo-se as três a desenvolver esforços para reunir o montante necessário.
Para a aquisição, o Ministério da Cultura disponibiliza 300.000 euros, a Câmara de Lisboa e a EGEAC 150.000 cada.
O espólio, na posse de Bruce Bastins, encontra-se em «muito boas condições», afiançou à Lusa José Moças, que o descobriu e propôs a sua aquisição por Portugal.
Entre os três milhares de exemplares de discos, num total de oito mil registos fonográficos, gravados entre 1904 e 1945, contam-se as vozes de Reinaldo Varela, José Bastos, Isabel Costa, Almeida Cruz, Eduardo de Souza, Rodrigues Vieira, Delfina Victor e Maria Victoria.
«Estas são as primeiras gravações de fado de sempre, que nos irão dar, certamente, uma outra perspectiva da história desta canção popular urbana», sublinhou José Moças.
Além dos fados, são «igualmente importantes do ponto de vista musical e etnográfico registos, mais tardios, de Maria Alice, Manassas de Lacerda, Avelino Baptista, Estêvão Amarante, Madalena de Melo, Maria Emília Ferreira, Júlia Florista e Maria do Carmo Torres, bem como dos mais conhecidos Ercília Costa, Berta Cardoso, António Menano, Edmundo de Bettencourt, Armandinho e o popular Alfredo Marceneiro».
«Há gravações incríveis de teatro de revista e duas dramatizações, feitas em 1911, da proclamação da República», referiu o investigador.
Muitos destes registos fonográficos, efectuados pela His Master's Voice, Columbia, Homokord, Victor ou Grammophone, estavam, há alguns anos, dados como perdidos.
O protocolo estabelece que o espólio ficará à guarda do Ministério da Cultura e que as três partes deverão proceder à sua digitalização, indicou uma das fontes.
O espólio foi descoberto em 1998, tendo a Câmara de Lisboa, desde o início, mostrado disponibilidade e interesse em o comprar.
A colecção adquiriu maior interesse com a decisão do então presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, de constituir um grupo de estudo para efectivar a candidatura do fado a Obra-Prima do Património Imaterial da Humanidade.
Rui Vieira Nery considera a aquisição da colecção discográfica «essencial para um melhor conhecimento da história fadista, nomeadamente nos primórdios da gravação fonográfica».
Segundo José Moças, além desta colecção poderá haver no futuro «mais surpresas», nomeadamente a da descoberta de outros discos de artistas portugueses no Brasil ou nos Estados Unidos.
Diário Digital / Lusa


Maria Teresa do Carmo Noronha nasceu em Lisboa em 1918, sendo neta dos Condes de Paraty e pertencendo desse modo a uma família da mais antiga nobreza peninsular, cuja linhagem remontava às próprias Casas Reais de Castela e de Portugal em meados do século XIV. Refira-se, de passagem, que se tratava, contudo, de uma família de tradição política liberal: o primeiro Conde, D. Miguel de Noronha Abranches Castelo Branco (1784-1849), lutara ao lado de D. Pedro IV contra a usurpação miguelista, participando mesmo nos desembarques da Terceira e do Mindelo, e o segundo, D. João Inácio de Paula de Noronha (1820-1884), fora mesmo o Grão-Mestre da Maçonaria Portuguesa de 1859 a 1881. De qualquer modo, no contexto conservador das primeiras décadas do século XX esta origem fidalga comportava ainda restrições sociais incontornáveis para uma jovem aristocrata, como a impossibilidade de frequentar qualquer estabelecimento público de ensino formal (Teresa de Noronha teve, em vez disso, os habituais tutores e professores privados nas áreas consideradas socialmente adequadas para o efeito) ou, obviamente, de forma mais taxativa, como a exclusão liminar de qualquer hipótese de carreira profissional.
domingo, setembro 10, 2006
sábado, setembro 09, 2006

(a qualidade da imagem não é boa porque foi tirada às escondidas na Biblioteca Nacional com o telemóvel... mas não digam nada a ninguém.)
domingo, setembro 03, 2006
sexta-feira, agosto 11, 2006

GRACIAS A LA VIDA
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo.
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con el las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano y luz alumbrando,
La ruta del alma del que estoy amando
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio.
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazon que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros.
Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Asi yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto.
terça-feira, agosto 08, 2006

Madonna desafia protestos e encena crucificação em Roma
Madonna ignorou o coro de protestos religiosos e encenou uma crucificação no concerto que deu em Roma, domingo à noite, como parte da sua digressão mundial Confessions. À margem da controvérsia, a cantora deixou um apelo à paz entre islão e judaísmo.
Perante uma audiência de 70 mil fãs, no estádio olímpico da capital italiana, Madonna voltou a desafiar as críticas, incluindo uma ameaça de excomunhão, e voltou a ser erguida, com uma coroa de espinhos na cabeça, numa cruz revestida de pequenos espelhos.
No centro da polémica esteve a integração de símbolos religiosos no espectáculo, considerada ofensiva por líderes católicos, muçulmanos e judaicos. Madonna defendeu-se com a justificação de que as imagens faziam parte de um apelo a um maior envolvimento na luta contra a sida.
Representantes da Igreja Católica chegaram a acusar a artista de blasfémia e de provocação, um sentimento que esta só inflamou ainda mais ao convidar o Papa a estar presente no concerto.
Porém, a única mensagem que Madonna reservou para a noite foi de paz. "É possível ter paz neste mundo. Vocês devem acreditar que mudar o mundo é possível", disse rodeada de dois bailarinos, com o Crescente Vermelho e a Estrela de David desenhados nos seus corpos.
O momento mais aguardado pelo público aconteceu quando interpretou o tema Live to Tell, durante o qual encenou a sua crucificação - uma secção que faz parte da digressão desde o seu arranque, em Maio -, ao mesmo tempo que eram projectadas imagens e números de pessoas em sofrimento em todo o mundo. A Rainha da Pop apimentou o espectáculo de duas horas e meia com outras imagens controversas, chegando, a certa altura, a mostrar fotografias do Papa Bento XVI logo a seguir às do ditador italiano Benito Mussolini.
Um desafio à fé
Uma fã de Madonna, Tonia Valerio, de 39 anos, disse à agência Reuters que achou a crucificação "desnecessária e provocadora". "Por estarmos em Roma, preferia que não o tivesse feito. Mas é a Madonna, ela é um ícone, e isso compensa a sua necessidade de provocar", explicou.
O cardeal do Vaticano Ersilio Tonino, que falou com o consentimento de Bento XVI, classificou o concerto como "um blasfemo desafio à fé" e uma "profanação da cruz". O cardeal apelou à excomunhão de Madonna, educada como católica.
A porta-voz da artista, Liz Rosenberg, recusou a ideia de que o espectáculo constituía um insulto à religião. "O contexto da cena na cruz não é negativo nem foi concebido para desrespeitar a Igreja", afirmou.
A Igreja Católica condenou no passado vários dos videoclips e digressões de Madonna e um grupo do Vaticano alertou, em 2004, que a mais recente crença religiosa da autora de Like a Virgin, a Cabala (uma forma mística de judaísmo), constituía uma potencial ameaça à fé católica.
A polémica viaja agora para Moscovo, em antecipação do primeiro concerto da cantora na Rússia, no dia 11 de Setembro. A Igreja Ortodoxa russa já apelou aos seus fiéis para boicotarem o espectáculo, uma vez mais devido à apropriação da imagem de Jesus Cristo na cruz.
Diário de Notícias - 08 Agosto 2006
Madonna under fire over mock crucifixion
Religious groups have reacted furiously after Madonna appeared hanging from a cross and wearing a crown of thorns during her latest world tour.
During her performance at the Los Angeles forum, Madonna appeared strapped to a 20 foot high crucifix, prompting outrage from Christian leaders.
A Church of England spokesman said: "Is Madonna prepared to take on everything else that goes with wearing a crown of thorns?
"And why would someone with so much talent seem to feel the need to promote herself by offending so many people?"
David Muir of the Evangelical Alliance told the Evening Standard: "It is downright offensive. Madonna's use of Christian imagery is an abuse and it is dangerous.
"The Christian reaction to this sort of thing tends to be tempered but if the same thing was done with the imagery and iconography of other faiths the reaction woulld be very different."
During last night's performance, the Material Girl also mocked Prime Minister Tony Blair and US President George Bush in a video montage by juxtaposing their images against those of dictators Osama bin Laden, Hitler and Robert Mugabe.
She also directed an insult at President Bush with a joke about oral sex.
It is not the first time Madonna has upset religious groups and political leaders.
In 1989, the Vatican wanted her banned from performing in Italy after it deemed her video for Like A Prayer as blasphemous.
Madonna will be performing in Britain in July and August and fans are expected to pay up to £200 for a ticket.
Daily Mail - 23 Maio 2006




