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terça-feira, fevereiro 14, 2006
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Pequeno Breviário Shawiano
Bernard Shaw
Não há amor mais sincero que o da comida.
Cabe à mulher casar-se o mais cedo possível e ao homem ficar solteiro o mais tempo que pode.
A minha especialidade é ter razão quando os outros não a têm.
Quando um tolo pratica um ato de que se envergonha, declara sempre que fez o seu dever.
Quem nunca esperou não pode desesperar nunca.
Uma vida inteira de felicidade? Ninguém agüentaria: seria o inferno na terra.
O pior crime para com os nossos semelhantes não é odiá-los, mas demonstrar-lhes indiferença: é a essência da desumanidade.
Há duas tragédias na vida: uma, a de não alcançarmos o que o nosso coração deseja; a outra, de alcançá-lo.
Os ingleses nunca hão de ser escravos: eles são livres de fazer tudo o que o Governo e a opinião pública lhes permitem fazer.
(Jogo de xadrez) É um expediente tolo para fazer com que pessoas preguiçosas acreditem que estão fazendo algo muito inteligente, quando estão apenas perdendo tempo.
O lar é a prisão da moça e o hospício da mulher.
O martírio... é a única maneira de ganhar fama sem ter competência.
Quem deseja uma vida feliz com uma mulher bonita assemelha-se a quem quisesse saborear o gosto do vinho tendo a boca sempre cheia dele.
Não faças aos outros o que queres que te façam; os gostos deles podem ser diferentes dos teus.
Neste mundo sempre há perigo para aqueles que o temem.
Há apenas uma única religião, embora dela exista uma centena de versões.
Nunca espero nada de um soldado que pensa.
Sou abstêmio apenas de cerveja, não de champanha.
Não gosto de sentir-me em casa quando estou no estrangeiro.
Bernard Shaw
Não há amor mais sincero que o da comida.
Cabe à mulher casar-se o mais cedo possível e ao homem ficar solteiro o mais tempo que pode.
A minha especialidade é ter razão quando os outros não a têm.
Quando um tolo pratica um ato de que se envergonha, declara sempre que fez o seu dever.
Quem nunca esperou não pode desesperar nunca.
Uma vida inteira de felicidade? Ninguém agüentaria: seria o inferno na terra.
O pior crime para com os nossos semelhantes não é odiá-los, mas demonstrar-lhes indiferença: é a essência da desumanidade.
Há duas tragédias na vida: uma, a de não alcançarmos o que o nosso coração deseja; a outra, de alcançá-lo.
Os ingleses nunca hão de ser escravos: eles são livres de fazer tudo o que o Governo e a opinião pública lhes permitem fazer.
(Jogo de xadrez) É um expediente tolo para fazer com que pessoas preguiçosas acreditem que estão fazendo algo muito inteligente, quando estão apenas perdendo tempo.
O lar é a prisão da moça e o hospício da mulher.
O martírio... é a única maneira de ganhar fama sem ter competência.
Quem deseja uma vida feliz com uma mulher bonita assemelha-se a quem quisesse saborear o gosto do vinho tendo a boca sempre cheia dele.
Não faças aos outros o que queres que te façam; os gostos deles podem ser diferentes dos teus.
Neste mundo sempre há perigo para aqueles que o temem.
Há apenas uma única religião, embora dela exista uma centena de versões.
Nunca espero nada de um soldado que pensa.
Sou abstêmio apenas de cerveja, não de champanha.
Não gosto de sentir-me em casa quando estou no estrangeiro.
Há dias em que uma pessoa não devia sair de casa para não se arriscar a dar de caras com uma realidade que lhe troca todas as voltas. Foi o que aconteceu na tarde de sexta-feira, em que uma vulgar viagem de autocarro entre Setúbal e Lisboa se transformou numa aventura recheada de episódios quase surreais.
Tudo estava a correr sobre rodas, quando, a meio do caminho, em plena auto-estrada, o autocarro dos Transportes Sul do Tejo (TST) encosta à berma e pára. O motorista sai para a rua e fecha a porta. Os passageiros ficam a olhar uns para os outros, pensando alguns que o homem teria ido fazer alguma necessidade fisiológica inadiável. Mas não. Pouco depois ele volta, anuncia que se rompeu o tubo da água e "é preciso esperar por outro autocarro".
Logo se levanta um coro de protestos, enquanto uma senhora se recosta no banco e suspira "Isto é de mais. Na terça-feira também o autocarro avariou a meio da viagem. Já é a segunda vez numa semana". As pessoas desatam todas a ligar do telemóvel a avisar que vão chegar atrasadas, porque "o autocarro avariou outra vez. É o costume!"
Outra passageira queixa-se que "vai ficar tudo atrasado para fazer o exame médico. Como é que os vou convencer que o autocarro avariou na auto-estrada?"
Passados 25 minutos, outro autocarro encosta à berma. As pessoas desatam a sair para o apanhar, mas acabam por desistir. Afinal, aquele não ia para Lisboa. Cacilhas era o seu destino. Desanimados, os passageiros ficaram na estrada a apanhar ar e a fumar.
Mas logo a seguir entram todos a correr para o autocarro avariado. Mas o que é que se passa?, pergunta alguém. A explicação é simples chegou um carro da Brigada de Trânsito da GNR com dois agentes, que mandaram entrar toda a gente, porque não se pode estar apeado na auto-estrada. Ainda por cima, sem colete retrorreflector.
Meia hora após a avaria, lá chegou o autocarro de substituição, para onde os agentes da GNR escoltaram os passageiros. Ao passar pelo motorista da viatura avariada, uma senhora disse-lhe que "isto é inconcebível". E ele tentou justificar-se "Sabe. São coisas que acontecem. É como as pessoas. Às vezes estão bem e de repente dá-lhes uma coisinha má"...
Daniel Lam
Jornalista
Tudo estava a correr sobre rodas, quando, a meio do caminho, em plena auto-estrada, o autocarro dos Transportes Sul do Tejo (TST) encosta à berma e pára. O motorista sai para a rua e fecha a porta. Os passageiros ficam a olhar uns para os outros, pensando alguns que o homem teria ido fazer alguma necessidade fisiológica inadiável. Mas não. Pouco depois ele volta, anuncia que se rompeu o tubo da água e "é preciso esperar por outro autocarro".
Logo se levanta um coro de protestos, enquanto uma senhora se recosta no banco e suspira "Isto é de mais. Na terça-feira também o autocarro avariou a meio da viagem. Já é a segunda vez numa semana". As pessoas desatam todas a ligar do telemóvel a avisar que vão chegar atrasadas, porque "o autocarro avariou outra vez. É o costume!"
Outra passageira queixa-se que "vai ficar tudo atrasado para fazer o exame médico. Como é que os vou convencer que o autocarro avariou na auto-estrada?"
Passados 25 minutos, outro autocarro encosta à berma. As pessoas desatam a sair para o apanhar, mas acabam por desistir. Afinal, aquele não ia para Lisboa. Cacilhas era o seu destino. Desanimados, os passageiros ficaram na estrada a apanhar ar e a fumar.
Mas logo a seguir entram todos a correr para o autocarro avariado. Mas o que é que se passa?, pergunta alguém. A explicação é simples chegou um carro da Brigada de Trânsito da GNR com dois agentes, que mandaram entrar toda a gente, porque não se pode estar apeado na auto-estrada. Ainda por cima, sem colete retrorreflector.
Meia hora após a avaria, lá chegou o autocarro de substituição, para onde os agentes da GNR escoltaram os passageiros. Ao passar pelo motorista da viatura avariada, uma senhora disse-lhe que "isto é inconcebível". E ele tentou justificar-se "Sabe. São coisas que acontecem. É como as pessoas. Às vezes estão bem e de repente dá-lhes uma coisinha má"...
Daniel Lam
Jornalista
quarta-feira, janeiro 25, 2006
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Nome-------------Votos---Perc.
GARCIA PEREIRA---23 650---0,44
CAVACO SILVA---2745 491--50,59
FRANCISCO LOUÇÃ-288 224---5,31
MANUEL ALEGRE--1124 662--20,72
JERÓNIMO SOUSA--466 428---8,59
MÁRIO SOARES----778 389--14,34
Resultados provisórios às 23:10:04 de 2006/01/22 fonte: STAPE
GARCIA PEREIRA---23 650---0,44
CAVACO SILVA---2745 491--50,59
FRANCISCO LOUÇÃ-288 224---5,31
MANUEL ALEGRE--1124 662--20,72
JERÓNIMO SOUSA--466 428---8,59
MÁRIO SOARES----778 389--14,34
Resultados provisórios às 23:10:04 de 2006/01/22 fonte: STAPE

ANIBAL CAVACO SILVA
Aníbal António Cavaco Silva nasceu a 15 de Julho de 1939, em Boliqueime. Primeiro-ministro de Portugal entre 1985 e 1995, o seu governo de dez anos ficaria para a história politica portuguesa como o mais longo dos governos eleitos democraticamente em Portugal.
Licenciado em Finanças pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, doutorou-se em Economia pela Universidade de York, Inglaterra. No regresso a Portugal, foi investigador no Instituto Gulbenkian de Ciências, docente na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, dirigiu o gabinete de estudos do Banco de Portugal. Actualmente é Professor Catedrático na Universidade Católica.
Enquanto ministro das Finanças de Francisco Sá Carneiro, entre 1980 e 1981, Cavaco Silva ganhou a reputação de liberal económico. Depois da morte do primeiro-ministro, num acidente de aviação, recusou continuar no governo de coligação formado pela AD, chefiado por Francisco Balsemão (1981).
A chegada à liderança do PSD acontece a 2 de Junho de 1985 no congresso da Figueira da Foz, um lugar onde permanece até Fevereiro de 1995. Este congresso que põe também fim ao Bloco Central.
A 6 de Novembro, e depois de umas eleições legislativas marcadas pela presença do Partido Renovador Democrático (PRD), organizado pelo então Presidente da República Ramalho Eanes, Cavaco Silva é empossado como primeiro-ministro.
Aumentos substanciais da Função Pública, cortes nos impostos e a liberalização económica, incluindo a privatização de empresas públicas, deram origem a diversos anos de crescimento económico ininterrupto que contribuíram para aumentar a popularidade de Cavaco Silva.
A sua actuação estava, no entanto, limitada por um parlamento controlado pela oposição. O PSD apenas podia contar com o apoio do CDS mas os 110 votos que totalizavam os dois partidos não eram suficientes para a maioria absoluta.
Em 1987, um voto parlamentar a uma moção de censura ao Governo levou Mário Soares, então eleito Presidente da República, a convocar eleições antecipadas.
Nas eleições de 1987, o PSD, e Cavaco Silva, faz história ao alcançar a primeira maioria parlamentar na história da política portuguesa.
A reeleição, em 1991, trouxe novo triunfo para Cavaco Silva e para o PSD. Impulsionados por uma popularidade inquestionável na altura, Cavaco Silva e o PSD conseguiram mais quatro anos de governo quase sem oposição.
Em 1992, a crise económica que se instalou no país reflectiu-se numa onda crescente de desemprego e numa forte contestação social. Foi também nesta altura que surgiu a célebre frase dirigida à oposição - «Deixem-me trabalhar» - que acabou por conferir um tom de arrogância ao Governo e que viria a minar a sua popularidade.
Em 1995, Cavaco Silva decidiu não se recandidatar. O seu sucessor, Fernando Nogueira, até então ministro da Defesa, falhou em conseguir manter o PSD na liderança do Governo.
Em 1996, Cavaco Silva candidatou-se à Presidência da República mas viria a perder a eleição para Jorge Sampaio que sucedeu a Mário Soares.
Nos últimos anos, o antigo primeiro-ministro manteve-se afastado da vida política e retomou a sua actividade académica. Este interregno foi interrompido esporadicamente por intervenções pontuais sobre questões nacionais ou internacionais.
Licenciado em Finanças pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, doutorou-se em Economia pela Universidade de York, Inglaterra. No regresso a Portugal, foi investigador no Instituto Gulbenkian de Ciências, docente na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, dirigiu o gabinete de estudos do Banco de Portugal. Actualmente é Professor Catedrático na Universidade Católica.
Enquanto ministro das Finanças de Francisco Sá Carneiro, entre 1980 e 1981, Cavaco Silva ganhou a reputação de liberal económico. Depois da morte do primeiro-ministro, num acidente de aviação, recusou continuar no governo de coligação formado pela AD, chefiado por Francisco Balsemão (1981).
A chegada à liderança do PSD acontece a 2 de Junho de 1985 no congresso da Figueira da Foz, um lugar onde permanece até Fevereiro de 1995. Este congresso que põe também fim ao Bloco Central.
A 6 de Novembro, e depois de umas eleições legislativas marcadas pela presença do Partido Renovador Democrático (PRD), organizado pelo então Presidente da República Ramalho Eanes, Cavaco Silva é empossado como primeiro-ministro.
Aumentos substanciais da Função Pública, cortes nos impostos e a liberalização económica, incluindo a privatização de empresas públicas, deram origem a diversos anos de crescimento económico ininterrupto que contribuíram para aumentar a popularidade de Cavaco Silva.
A sua actuação estava, no entanto, limitada por um parlamento controlado pela oposição. O PSD apenas podia contar com o apoio do CDS mas os 110 votos que totalizavam os dois partidos não eram suficientes para a maioria absoluta.
Em 1987, um voto parlamentar a uma moção de censura ao Governo levou Mário Soares, então eleito Presidente da República, a convocar eleições antecipadas.
Nas eleições de 1987, o PSD, e Cavaco Silva, faz história ao alcançar a primeira maioria parlamentar na história da política portuguesa.
A reeleição, em 1991, trouxe novo triunfo para Cavaco Silva e para o PSD. Impulsionados por uma popularidade inquestionável na altura, Cavaco Silva e o PSD conseguiram mais quatro anos de governo quase sem oposição.
Em 1992, a crise económica que se instalou no país reflectiu-se numa onda crescente de desemprego e numa forte contestação social. Foi também nesta altura que surgiu a célebre frase dirigida à oposição - «Deixem-me trabalhar» - que acabou por conferir um tom de arrogância ao Governo e que viria a minar a sua popularidade.
Em 1995, Cavaco Silva decidiu não se recandidatar. O seu sucessor, Fernando Nogueira, até então ministro da Defesa, falhou em conseguir manter o PSD na liderança do Governo.
Em 1996, Cavaco Silva candidatou-se à Presidência da República mas viria a perder a eleição para Jorge Sampaio que sucedeu a Mário Soares.
Nos últimos anos, o antigo primeiro-ministro manteve-se afastado da vida política e retomou a sua actividade académica. Este interregno foi interrompido esporadicamente por intervenções pontuais sobre questões nacionais ou internacionais.
Do extraordinário blog http://blogcasmurro.blogspot.com/ - Gustavo Rubim escreveu:
"Os saudosos de Carrilho
Eu poderia, claro, subscrever esta posição do Eduardo Pitta no Da Literatura (como, de facto, subscrevo) e não me chatear mais. Infelizmente, abri a caixa de correio electrónico e estava lá uma mensagem a sugerir, pasme-se, que eu assinasse a petição contra o Ministério da Cultura a que o Eduardo Pitta se refere. Ora, isso já pede que uma pessoa se chateie. E como o Groucho meteu férias há que tempos, aproveito para me chatear aqui.
Começo pela evidência: se há um projecto para privilegiar, no Teatro Nacional, o teatro nacional e se a nação calha a ser a portuguesa, só resta discordar. Para ser claro: discordar com veemência. Talvez só restasse também discordar se a nação fosse outra qualquer, mas já não seria, digo eu, com a mesma evidência (e muito menos com a mesma veemência) se a nação calhasse a ser, por exemplo, a inglesa. Há diferenças. Estamos a falar de teatro.
Agora, se continuarmos por aí, a propósito do Teatro D. Maria II e da tal petição, vamos de certeza desconversar. A petição não tem nada a ver com isto. A petição apareceu porque o director até aqui do Teatro D. Maria II ― António Lagarto ― foi trocado por outro director. O agora ex-director António Lagarto não é um qualquer: é uma pessoa com ligações conhecidas, mais amigo de umas pessoas «da cultura» do que de outras pessoas «da cultura», e essas ligações e esses amigos é que foram aos arames com a substituição e é que tiveram a ideia da petição. O ex-director António Lagarto não estava no Teatro Nacional só pela sua pessoa: representava com muita competência os amigos e as ligações, como só não vê quem anda cá a ver passar os eléctricos.
Portanto, não vale a pena sequer discutir a programação que o ex-director inventou para o Teatro D. Maria II, porque salta aos olhos que não era nada que se parecesse com o que deve ser a programação de um Teatro Nacional. Há muitos anos que em Portugal (não é só em Lisboa) deixou de haver qualquer coisa de parecido com um Teatro Nacional, com a programação artística de um Teatro Nacional e o público de um Teatro Nacional. Com o ex-director António Lagarto apenas continuou a deixar de haver.
Os autores da famigerada petição não têm saudades de haver um verdadeiro Teatro Nacional em Portugal, têm só saudades de outro ministro e por isso é que a petição deles é contra a ministra actual e não tem nada a ver com teatro. Os autores da petição têm (e por excelentes razões) saudades do ministro Manuel Maria Carrilho e querem-no de volta, a ele ou a alguém do género dele ou com as, vamos lá, ideias dele.
Isto é que chateia: as pessoas não dizerem mesmo ao que vêm!"
Eu poderia, claro, subscrever esta posição do Eduardo Pitta no Da Literatura (como, de facto, subscrevo) e não me chatear mais. Infelizmente, abri a caixa de correio electrónico e estava lá uma mensagem a sugerir, pasme-se, que eu assinasse a petição contra o Ministério da Cultura a que o Eduardo Pitta se refere. Ora, isso já pede que uma pessoa se chateie. E como o Groucho meteu férias há que tempos, aproveito para me chatear aqui.
Começo pela evidência: se há um projecto para privilegiar, no Teatro Nacional, o teatro nacional e se a nação calha a ser a portuguesa, só resta discordar. Para ser claro: discordar com veemência. Talvez só restasse também discordar se a nação fosse outra qualquer, mas já não seria, digo eu, com a mesma evidência (e muito menos com a mesma veemência) se a nação calhasse a ser, por exemplo, a inglesa. Há diferenças. Estamos a falar de teatro.
Agora, se continuarmos por aí, a propósito do Teatro D. Maria II e da tal petição, vamos de certeza desconversar. A petição não tem nada a ver com isto. A petição apareceu porque o director até aqui do Teatro D. Maria II ― António Lagarto ― foi trocado por outro director. O agora ex-director António Lagarto não é um qualquer: é uma pessoa com ligações conhecidas, mais amigo de umas pessoas «da cultura» do que de outras pessoas «da cultura», e essas ligações e esses amigos é que foram aos arames com a substituição e é que tiveram a ideia da petição. O ex-director António Lagarto não estava no Teatro Nacional só pela sua pessoa: representava com muita competência os amigos e as ligações, como só não vê quem anda cá a ver passar os eléctricos.
Portanto, não vale a pena sequer discutir a programação que o ex-director inventou para o Teatro D. Maria II, porque salta aos olhos que não era nada que se parecesse com o que deve ser a programação de um Teatro Nacional. Há muitos anos que em Portugal (não é só em Lisboa) deixou de haver qualquer coisa de parecido com um Teatro Nacional, com a programação artística de um Teatro Nacional e o público de um Teatro Nacional. Com o ex-director António Lagarto apenas continuou a deixar de haver.
Os autores da famigerada petição não têm saudades de haver um verdadeiro Teatro Nacional em Portugal, têm só saudades de outro ministro e por isso é que a petição deles é contra a ministra actual e não tem nada a ver com teatro. Os autores da petição têm (e por excelentes razões) saudades do ministro Manuel Maria Carrilho e querem-no de volta, a ele ou a alguém do género dele ou com as, vamos lá, ideias dele.
Isto é que chateia: as pessoas não dizerem mesmo ao que vêm!"
domingo, janeiro 22, 2006
quarta-feira, janeiro 18, 2006
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