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terça-feira, novembro 22, 2005
Vastos campos do Mondego
(eram campos, campos, campos...),
com choupos que têm alma
(António Nobre morreu...),
com verdes que são saudades
de Primaveras antigas.
Onde a água é mais calada
foi que perdi os meus olhos.
(Mas onde estava a tricana?)
Eram campos, campos, campos...
Mas onde estava a tricana?
Já Coimbra se não via
e ainda ela sorria
no aceno das minhas mãos.
No meu gesto havia choupos,
campos vastos, vastos, vastos,
águas suspensas à escuta
(que versos de que poeta
escutam aquelas águas?),
risos, silêncios e mágoas
de uma tricana escondida.
Na sua marcha o comboio
era uma égua de Espanha.
(Só vento norte de Espanha
lhe pode matar o cio.)
Fumegava, fumegava...
De paixão e de volúpia,
tinha as crinas eriçadas...
Só eu ouvia a voz triste
(por que mistério fui eu?)
que vinha não sei de aonde.
Era triste, triste, triste...
- Se não foi choupo nenhum,
quem foi que disse à tricana
que António Nobre morreu?
Sebastião da Gama, Campo Aberto
quarta-feira, novembro 16, 2005
A FANTÁSTICA REGIÃO DO DÃO - LAFÕES
Este fim-de-semana que passou tive, finalmente, uns diazinhos (poucos) de férias. E para onde é que eu fui? Para a minha região favorita deste nosso Portugal pequenino - A região de Lafões e Dão... como quem diz - Santa Cruz da Trapa, Viseu, São Pedro do Sul (Termas) e Vouzela.
Que périplo maravilhoso.
De Viseu, guarda-se a magia da cidade, com as suas ruas estreitas e escuras, as casas brasonadas, as Igrejas e o Museu Grão-Vasco. E os cheiros e os sons da Rua Direira (que mais torta não podia ser); a comida do restaurante Casablanca, os bolos "Viriato" da Pastelaria Amaral e os pastéis de feijão da Pastelaria Lobo.
Tem-se tempo ainda para se ver os azulejos do largo da Câmara e passear um pouco no jardim municipal. Ali respira-se história, vive-se qualidade e estica-se o tempo.
Das Termas de São Pedro do Sul, a "Sintra das Beiras" como alguém já chamou, e a própria vila de São de Pedro do Sul, além da inúmera familia que por lá tenho (assim como em Viseu, Vouzela ou Santa Cruz da Trapa), tenho o rio, o verde, a magia da fonte das águas termais e as memórias de férias passadas, já longiquas.
Guardo na memória a casa do Tio Bandeira, onde o conforto e o convivio estavam (e ainda estão) presentes como em nenhum outro lado. Encontrava-se a lareira sempre acessa se estivesse frio, as risadas bem dispostas da Tia Júlia, a graça discreta do primo Lú, a graça nada discreta da prima Ana, a beleza da prima Tona, com os seus cigarros de mentol, e a extroversão da Prima Lena. Se estivesse a Tia Clarinha e o Tio Gaspar, então ninguém almoçava. As histórias eram muitas, a minha curiosidade nunca satisfeita e nunca cansado de os ouvir, os lábios sempre sorrindo e a garganta?!... gargalhando. Tudo à roda de uma mesa, bem atestada de óptimas iguarias e vinho.
Vem-me à lembraça os almoços anuais de Verão, no Hotel Vouga, com as primas e a Tia Mi, vindas do Porto. Apareciam os meus avós e a minha Tia Bibi.
Lá vinha a tradicional entrada - "cocktail" de Camarão - que punha logo o meu pai de cabelos em pé com medo das intoxicações... sim, porque o calor era muito... refrigeração usada?... meia-dúzia de ventoinhas a bufar ar quente para cima das mesa. Depois vinha a típica Vitela de Lafões, Sumol de Laranja para os "garotos" e vinho para os mais velhos.
As saídas nocturnas com os amigos ao Bon d'Jau, um bar à beira rio, único, onde todos se encontravam; ouvia-se música, normalmente ao vivo, jogava-se bilhar, setas ou Trivial Pursuit (do qual sou viciado assumido), ou simplesmente conversava-se. A discoteca Pecados, uma piolheira, era logo a 3 minutos dali... all night long....
E Vouzela... Ai aqueles pasteis de Vouzela.... são o melhor pecado que conheço.... pelo menos o mais doce é, de certeza. E as Igrejas, a ponto do comboio, alta, majestosa, quase a fazer lembrar o Aqueduto das Águas Livres de Lisboa. E o restaurante Regalinho.... que pançada...
De Santa Cruz da Trapa não vos falo já... melhor não trazer para fora todas as memórias e recordações de uma vez só... cada uma que se puxa sai com esforço. Sinal de tempos passados felizes...
segunda-feira, outubro 31, 2005

"O novo single de Madonna, Hung Up, já roda em algumas rádios, e soma entusiasmos. A canção está construída sob a força luminosa e convidativa de um sample do clássico Gimmie Gimmie Gimmie (A Man After Midnight) dos Abba, que assim sustenta um irresistível monumento de pura pop bem ritmada que não deixa o corpo indiferente. E é seguro cartão de visita para Confessions On A Dance Floor, álbum anunciado como essencialmente dançável, a editar a 15 de Novembro. O sample dos Abba não foi tarefa fácil de conseguir, até porque os quatro suecos tinham apenas, até aqui, autorizado uma única cedência de um sample seu, mais concretamente um fragmento de The Name Of The Game para o tema Rumble In The Jungle dos Fugees (1996). E, no passado, chegaram mesmo a mandar retirar do mercado o álbum de estreia dos KLF (mais concretamente em 1987), por recorrer a samples não autorizados da sua música.
Madonna declarou ao The Sun que enviou um emissário seu a Estocolmo com uma cópia da gravação de Hung Up e uma carta na qual implorava pela cedência do sample desejado. Nessa carta confessava venerar a música dos Abba, afirmando ser este single uma simples homenagem ao grupo. Benny Anderson e Björn Ulvaeus não deram imediatamente o sim desejado... E explicaram que recebem regularmente inúmeros pedidos do género e que sistematicamente respondem um não. Mas ambos admiram Madonna, desde há muito, confessaram. Admiram-lhe a coragem e a forma como tem mantido uma carreira firme ao longo de mais de 20 anos. Se a canção não fosse boa, teriam rejeitado o pedido, mas já descreveram Hung Up como 100 por cento de sólida pop. Benção dada. Sample cedido. Et volià...
O Sound + Vision já escutou o single e...
N.G.: Viciante! Absolutamente viciante! Madonna não tinha um single tão ostensivamente pop, tão luminoso, cativante e irremediavelmente festivo desde... Ray Of Light. É certo que houve Music pelo meio, American Life... Mas há muito que não víamos em disco uma Madonna 100 por cento pop (os Abba têm razão), como a que fez escola nos dias de 80, de Like A Virgin a Express Youself, de Open Your Heart a Material Girl... Hung Up é uma brilhante construção de uma canção com alma própria, que mesmo remetendo-nos para a memória evidente do sample de Gimmie Gimmie Gimmie que lhe é estrutural, não impede o reconhecimento do que é novo como protagonista. O filet mignon de pop sueca é magnificamente enquadrado numa composição que sabe, depois, projectar a vitalidade pop samplada num todo que segue o mesmo caminho, suportando o edifício pelo recurso a uma aqruitectura electro (pop). Hung Up é daquelas canções que se ouvem "em repeat" até mais não. E é, como muitas das canções clássicas dos Abba, um belo exemplo de pop bem estruturada e incapaz de deixar alguém indiferente. Até os sisudos vão gostar...
J.L.: Pop mais pop não há! Ou dito de outro modo: e se fizéssemos uma maldade à vaga planetária do hip hop, tirássemos os «hh» e outras redundâncias, os temperos e as modernices, e servíssemos apenas o champanhe? Que sobra? A mais pura cozinha pop, abençoada pelos Abba e com cheirinho a coisas remotas como «Holiday» ou «Burning Up» — foi há tanto tempo que já nem nos lembramos quem inventou tais coisas... Em todo o caso, aqui fica a denúncia: esta senhora anda a copiá-las!
P.S. Post servido com mais uma foto de Steve Klein tirada na sessão da qual nasceu a capa de Confessions On A Dance Floor."
Este texto foi retirado do FABULOSO blog de Nuno Galopim e João Lopes, ambos jornalistas do Diário de Notícias e excelentes comentadores de música e cinema. Vale a pena uma visita diária, pois está em constante actualização.
http://sound--vision.blogspot.com/ - VISITEM CLICANDO AQUI
Greve? Qual Greve?
Professores em greve transtorna. Camionistas em greve chateia. Médicos em greve incomoda. Juízes em greve? Aborrece, com esforço, um ministro, e recebe a mais olímpica indiferença por parte do resto da população.
A justiça fazer greve em Portugal é uma redundância e, por isso, uma decisão pouco inteligente. OK, fica tudo parado durante dois dias - e então? Se fossem dois anos, talvez algum cidadão mais arguto, que tivesse um processo a correr nos tribunais, pudesse concluir após longa reflexão "isto está a atrasar um bocadinho". Agora, dois dias, ou até dois meses, são uma pinga de água no imenso oceano de atrasos, incompetências e má organização da nossa máquina judicial.
Há um mês escrevi aqui um texto crítico sobre os efeitos desta anunciada greve na justiça, que deu origem a uma longa resposta, muito simpática mas indignada, de uma magistrada. Ela dizia recusar-se a ser "bode expiatório de um sistema que está inquinado", acusava-me de "ideias preconcebidas e desrespeito pelas instituições" - duas grandes verdades - e aconselhava-me a investigar mais antes de emitir opiniões públicas.
Eu segui o conselho e fui investigar. Cheio de empenho, lancei-me às 137 páginas do relatório sobre o sistema judicial europeu elaborado pela Comissão Europeia para a Eficiência da Justiça (encontra-se em www.coe.int/cepej), que traça comparações entre dezenas de países. Aí descobri, por exemplo, estes dois factos deliciosos 1) Portugal tem 14,9 juízes por 100 mil habitantes, mais do triplo da Inglaterra (esse país subdesenvolvido). 2) Entre 33 países europeus analisados, Portugal é, de longe, aquele que, tendo em conta o salário médio, melhor paga aos seus juízes. Isto são números oficiais. Lidos, digeridos, investigados. A justiça portuguesa é efectivamente privilegiada. O que nós lhe pagamos é muito, mas muito mais do que aquilo que ela nos está a oferecer.
João Miguel Tavares - Diário de Notícias - 28 de Outubro de 2005
João Miguel Tavares - Diário de Notícias - 28 de Outubro de 2005

Quinta-feira, dia 27 de Outubro, fui visitar o mais belo jazigo cultural de Portugal, que se encontrava de portas abertas para receber o primeiro de dois concertos da fadista Mísia. Falo pois do Teatro Nacional D. Maria II, que tem como coveiro principal António Lagarto.
Confesso que desconhecia, de todo, o trabalho de Mísia. Fui ver o espectáculo porque, primeiro, sou um grande apaixonado por fado e por poesia. Depois, porque sabia que ia estar presente a bela e sofisticada actriz francesa Fanny Ardant. E, por último, porque ninguém fica indeferente a Mísia, mais não seja pela sua figura "exótica" e fora do comum.
Cheguei a horas e, primeira das surpresas, fiquei surpreendido pela quantidade de caras famosas e famosinhas que lá se encontravam. Carrilho e Bárbara, Francisco Louça, caras do PS, Eduardo Prado Coelho, Fernanda Lapa e Fernanda Montemor, Ana de Sousa Dias, Maria João Seixas, Lurdes Norberto, Lia Gama, o grande poeta (ah, ah, ah) Tito Livio, Celeste Rodrigues e muitas outras caras que de momento não me recordo.
Pensei cá para comigo - "Bolas, que a Mísia deve ser mesmo muito boa... tanta gente, não é costume."
Entrei na sala. Lá estava a Sala Garrett com a sua mediana opulência e o seu cheirinho a mofo. Acenos para ali, beijinhos para acolá, todos se foram acomodando na plateia e nos camarotes. A sala estava composta.
Com um atraso algo longo, os músicos entram no palco onde uma tela projectava uma imagem fixa de uma cama com um telefone vermelho por cima da colcha. Estavamos num quarto de hotel.
Da afinação, um a um, dos instrumentos, começa a sair a primeira melodia da noite. E eis que entra Mísia, bonita, vestindo uma saia-casaco negro.
Quando estava prestes a bater palmas pela sua entrada, eis que não se ouve nada... nem uma palminha, nem um cochicho.... nada. Ter entrado ou não em palco era a mesmíssima coisa. Foi a segunda surpresa da noite.
Confesso que acho que nem ouvi bem a primeira música. Fiquei a matutar naquilo. Então mas que raio. Entra uma artista em palco e nem um espirro se ouve. Fiquei incomodado e gelado.
Mas as músicas e as conversas foram-se desenrolando e passando e eu abismado com a capacidade vocal de Mísia, o seu sentido de humor, a sua beleza em palco. Fados, boleros, tangos, foi tudo quanto se ouviu no concerto.
Como prelúdio de cada música, Mísia contava uma pequena história sobre o hóspede do "Drama Box Hotel", e como era o seu quarto. Um mimo.
Após duas músicas, Mísia anuncia Fanny Ardant. Eu nem coloquei as mãos a jeito para a saudar, como havia feito quando a fadista entrou em palco. Surpresa número três.... eis que a sala em peso começa toda numa histeria de palmas e de bravos. Pensei, novamente, para mim - "Mas que raio, esta gente tá parva? Quer dizer, entra-me a artista principal em palco e ninguém mexe uma palha; entra uma artista convidada (que podia ser a Ardant como outra qualquer) e desata tudo aos bravos". Só depois entendi. A sala estava inundada de cagões e projectos a cagões. Que estupidez a minha. Então não haviam de bater palmas a uma actriz francesa, de França, que vem declamar um poema de Vasco Graça Moura e ainda por cima no Teatro Nacional D. Maria II. Até parecia mal.
Enfim... ainda sou muito ingénuo nestas coisas.
A pequena declamou, lá se foi embora e instalou-se no camarote em frente ao do Carrilho. O que a Mísia faz para obrigar a Ardant a não tirar os olhos do palco... se olhasse em frente via o Carrilho, para baixo via o Eduardo Prado Coelho e a Maria João Seixas, ao lado o Tito Livio... perante tal horror, só restava mesmo à Fanny olhar para o palco.
E o concerto lá continou. Espantoso, cheio de surpresas. Eu cada vez mais boquiaberto pelo "vozeirão" de Mísia e a excelência dos músicos.
O mesmo termina com o "Lágrima", de Amália Rodrigues, que Mísia diz ser o seu "fado fetish". Como eu a entendo.
As pessoas lá se levantaram, soltaram-se e bateram muitas palmas com alguns timidos bravos.
Conclusão do espectáculo: - Fados no Teatro Nacional, nunca mais. Ou é pelo "peso" da casa e de tudo o que ela representa ou é pelo público que lá vai, gelado, armados em parvos intelectuais e elitistas. Acho que por tudo isto o concerto não resultou como deveria ter resultado.
Em relação a Mísia, foi uma surpresa agradável. Adorei a postura e a voz. Adorei os seus boleros e os seus tangos. Se estivessemos 50 anos atrás no tempo e em Espanha, não teria existido Sarita Montiel mas sim a Mísia Montiel ou Sarita Mísia. Agora, em relação ao Fado, confesso que não fiquei fã. Não me emocionaram nem me tocaram de qualquer forma. O porquê, não sei. A Mísia tem voz e postura. Os poemas, na sua maioria, são excelentes. Terei que ir vê-la de novo, com outro público e noutra casa. Só aí direi, realmente, se gosto ou não dela como fadista... para já, fica o benificio da dúvida.
terça-feira, outubro 18, 2005
TUDO OU NADA - KÁTIA GUERREIRO

"Tudo ou Nada" é o novíssimo álbum de Kátia Guerreiro. E é um álbum que me faz dar graças a Deus por ser deste cantinho do mundo, por falar esta língua e ter quem cante assim, como ela. É um álbum que faz esquecer os problemas do mundo, a incompetência dos nossos políticos, o povinho que vota e elege criminosos, os 142 euros de segurança social que tenho de pagar todos os meses, entre outras desgraças maiores... ou menores.
Neste álbum, Kátia Guerreiro confirma tudo o que vinha demonstrando ao longo dos dois álbuns anteriores... uma superioridade invulgar, quer vocal quer sentimental, para cantar o fado... genuinamente. Sem artifícios, efeitos ou manobras de distração.
Sendo este um disco que se aproxima da perfeição é, na minha opinião, nos espectáculos ao vivo que podemos ver, ouvir e sentir esta fadista "em tom maior" em todo o seu esplendor e deslumbramento. Quem assistiu ao concerto no CCB, junto da Orquestra Metropolitana de Lisboa, no passado dia 1 de Outubro, concordará que a interprete mostra-se mais tímida e contida em álbum que no palco. Pelo que, vê-la ao vivo a cantar é ataque cardíaco na certa... graças a Deus para nós que ela é médica de profissão e fadista de coração.
Em "Tudo ou Nada", as melodias tiradas da Guitarra Portuguesa de Paulo Valentim, Viola de João Veiga e do Contrabaixo de Rodrigo Serrão envolvem a voz de Kátia como se de abraços de ternura se tratassem. Além destes músicos obrigatórios ao lado de Kátia, surge-nos neste álbum o dedilhar do piano por Bernardo Sassetti, numa das belas canções do alinhamento - "Minha Senhora das Dores".
Vários são os poetas que emprestam as palavras à voz de Kátia: António Lobo Antunes, António Calém, Mª Luísa Baptista, Dulce Pontes, Sophia de Mello Breyner, José Carlos Ary dos Santos (com a "Menina do Alto da Serra", tema interpretado por Tonicha no Festival da Canção), Vinícius de Morais, Joaquim Pessoa, entre outros.
Sinto que me faltam as palavras para descrever este álbum e as emoções que fui sentindo ao ouvi-lo. Sei, convictamente, que o que senti foi Fado.... e do bom.
Espero agora, impacientemente, pelos dois espectáculos de Kátia Guerreiro, agendados para Dezembro, no Teatro Municipal de São Luiz, em Lisboa.
Alinhamento:
1. Disse-te Adeus À Partida/O Mar Acaba Ao Teu Lado - António Lobo Antunes
2. Despedida - António Calém
3. Ser Tudo Ou Nada - João Veiga
4. Muda Tudo. Até O Mundo - Mª Luísa Baptista
5. Minha Senhora Das Dores - Jorge Rosa
6. Canto Da Fantasia - Paulo Valentim
7. Vaga - Rodrigo Serrão
8. Dulce Caravela - Dulce Pontes
9. Quando - Sophia de Mello Breyner
10. Menina Do Alto Da Serra - José Carlos Ary dos Santos
11. Saudades Do Brasil Em Portugal - Vinícius de Morais
12. O Meu Navio - Rodrigo Serrão
13. Talvez Não Saibas - Joaquim Pessoa
14. Tenho Uma Saia Rodada
Produção Executiva: Kátia Guerreiro
domingo, outubro 09, 2005
quinta-feira, outubro 06, 2005
Recordando Amália Rodrigues
Dacosta, Fernando, "José de Castro - Fotobiografia", Editora Mensagem, Queluz, 2005.
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