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terça-feira, janeiro 05, 2010
segunda-feira, outubro 19, 2009
domingo, outubro 04, 2009
Mercedes Sosa
Cantora argentina Mercedes Sosa morre aos 74 anos
04.10.2009
A cantor folk argentina Mercedes Sosa, que lutou contra as ditaduras fascistas na América do Sul com a sua potente voz e se tornou numa lenda da música latino-americana, morreu hoje, aos 74 anos.
Há vários dias que Mercedes Sosa estava internada no hospital, com problemas renais.
O corpo da cantora está já a ser velado no Congresso Nacional, em Buenos Aires, para que o público argentino possa despedir-se de uma das suas cantoras favoritas.
Carinhosamente apelidada de La Negra - devido ao seu cabelo preto e à tez morena - Sosa foi igualmente chamada de “voz de uma maioria silenciosa”, tendo sempre lutado pelos direitos dos mais pobres e pela liberdade política.
A sua versão da música “Gracias a la Vida”, de Violeta Parra, tornou-se um hino para os esquerdistas de todo o mundo, nas décadas de 1970 e 1980, quando foi forçada a exilar-se na Europa e os seus discos foram banidos.
As suas imagens de marca eram o seu cabelo comprido e os seus ponchos, que usava durante os espectáculos ao vivo, fazendo ouvir a sua voz poderosa.
Nas décadas de 1960 e 1970, Sosa foi uma das expoentes máximas do politizado movimento Nuevo Cancionero, que quis levar a música folk de regresso às suas origens.
Politicamente, Sosa foi membro do Partido Comunista e as suas simpatias políticas acabaram por a obrigar ao exílio, em 1979 (ano em que Jorge Videla encabeçou a junta militar), depois de ter sido presa - bem como toda a sua audiência - durante um concerto na cidade universitária de La Plata.
Sosa dizia frequentemente ser uma mulher de esquerda, mas que a sua única vocação era a música. “Eu nasci para cantar”, disse numa entrevista em 2005. “A minha vida é dedicada a cantar, a encontrar canções e a cantá-las (...) Se eu me envolvesse na política, teria que negligenciar aquilo que é mais importante para mim, a canção folk”.
Sosa nasceu o seio de uma família de trabalhadores, na província de Tucuman, a 9 de Julho de 1935. O seu primeiro contacto com a fama teve-o aos 15 anos, quando ganhou um concurso de talentos promovido por uma rádio local.
Especialista em interpretar as palavras de escritores, abraçou a poesia dos grandes autores argentinos e latino-americanos.
Apesar de, nos últimos anos, ter feito algumas experiências com o rock e com o tango, a sua raiz era a do folk. Era a esse estilo que voltava sempre.
Em 1982 Sosa regressou ao seu país natal, percebendo nessa altura que as suas canções tinham conquistado um público jovem e uma nova geração de fãs.
Numa série de concertos que marcaram o seu regresso aos palcos, fez-se acompanhar de músicos populares argentinos, como Leon Gieco e Charly Garcia, tendo depois iniciado uma digressão mundial que passou pela Europa e pelos Estados Unidos. Aqui arrebatou uma ovação de pé durante dez minutos, após a sua actuação no Carnegie Hall de Nova Iorque.
Sosa continuou a cantar até este ano, permanecendo muito popular e destronando até alguns artistas jovens nas tabelas de vendas.
O seu último álbum, Cantora (volumes 1 e 2) - uma colaboração com artistas como Shakira, Caetano Veloso, Joan Manuel Serrat e Jorge Drexler - foi um dos dez mais vendidos do ano e ganhou várias nomeações para os Grammys Latinos, que serão atribuídos no próximo mês.
Durante a sua carreira, Sosa recebeu ainda uma série de galardões que lhe reconheceram a luta em prol dos direitos humanos, incluindo um Grammy Latino e um prémio da UNESCO
Há já vários anos que Mercedes Sosa se debatia com problemas de saúde, mas nunca quis largar a música. Em 2001 deu uma entrevista em que disse: “Não sou nova nem bonita, mas tenho a minha voz e a minha alma, que me sai quando canto”. - In: Jornal Público Online
terça-feira, setembro 29, 2009
sexta-feira, setembro 18, 2009
domingo, julho 26, 2009
quinta-feira, julho 23, 2009
quinta-feira, junho 25, 2009
Os hospitais também são Património, com a minha querida Professora Maria Rita Lino Garnel
Os hospitais também são património. Neste programa vamos ver de perto três exemplares de notável significado, implantados em Lisboa nos últimos dois séculos: Estefânia, Miguel Bombarda e Júlio de Matos. São nossos convidados o psiquiatra França Jardim, a investigadora Rita Garnel, o economista Vítor Freire e a pediatra Teresa Neto, entrevistados por Manuel Vilas-Boas.
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1248222
http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1248222
quarta-feira, junho 03, 2009
domingo, maio 24, 2009
domingo, maio 17, 2009
segunda-feira, maio 04, 2009
Vasco Granja faleceu aos 83 anos

A sua imagem e a voz ficará para sempre no imaginário colectivo de várias gerações de portugueses graças aos 16 anos em que concebeu e apresentou um programa televisivo que, para muitos, se tornou mítico, e que era conhecido pelo nome genérico de «Animação». Exibido entre 1974 e 1990, para além de exibir todos os «cartoons» de personagens norte-americanas como Bugs Bunny, Tom e Jerry ou Pantera Cor-de-Rosa, foi uma porta de entrada em Portugal de películas animadas das mais variadas latitudes geográficas, essenciais, por exemplo, na formação da geração de animadores portugueses que hoje dá cartaz no cinema internacional.
Mas a acção formativa de Vasco Granja foi muito para além da sua actividade televisiva, sendo uma figura importante na divulgação da banda desenhada em Portugal, graças à sua participação na incontornável revista «Tintin», entre 1968 e 1983, onde, por exemplo, seria essencial na publicação em Portugal da série «Corto Maltese», então muito criticada pelos leitores. Terá sido ele, aliás, o primeiro a utilizar em Portugal o termo «banda desenhada», em substituição da expressão então corrente de «histórias de quadradinhos», num artigo do «Diário Popular» de 1966 em que adaptou para o português a designação francesa «bande dessinée».
Vasco Granja nasceu em Campo de Ourique a 10 de Julho de 1925 e percorreu desde cedo vários empregos, desde os Grandes Armazéns do Chiado à Foto Áurea, passando pela Tabacaria Travassos, cultivando desde novo uma imensa paixão pelo cinema e pela literatura, que alimentava na Biblioteca Nacional e nas várias salas de cinema da baixa lisboeta.
A partir dos anos 50, aderiu de forma intensa à actividade cine-clubista, bem como à militância no Partido Comunista Português (PCP), de que se manteve defensor até ao fim da vida. Esteve preso dois anos, na sequência de actividades clandestinas no PCP, repartido por duas vezes: a primeira em 1954, por seis meses, e a segunda em 1963, por 18 meses, em que foi submetido a torturas físicas.
Ao longo dos anos 60, começou a frequentar os meios internacionais ligados à banda desenhada e ao cinema de animação, participando em algumas das primeiras manifestações internacionais de relevo do género, deslocando-se a Annecy em 1960 para participar na primeira edição do Festival Internacional de Animação, que hoje é o maior e mais importante do mundo, ou integrando a equipa fundadora da importante revista «Phénix», dedicada ao estudo da BD.
Na sequência da Revolução de Abril, as suas actividades culturais e a sua militância na esquerda levaram ao convite por parte da RTP para fazer uma série de programas dedicados à divulgação da animação. Faria mais de 1.000 emissões, muitas vezes com dois programas diferentes por semana (um para o sector infanto-juvenil, outro para o mais adulto), ininterruptamente até 1990. Além de toda a filmografia dos «cartoons» clássicos norte-americanos (foi um dos grandes defensores de Tex Avery e da Pantera Cor-de-Rosa), apresentou também a imensa produção animada canadiana (Norman McLaren foi um dos favoritos) e de todos os países de leste, sempre com introduções que ficaram gravadas na memória dos espectadores daquela época. Muitos filmes surpreenderam pela diferença e até estranheza, mas os universos que abriram foram explorados por toda a geração de animadores nacionais que hoje andam a conquistar prémios pelo mundo fora.
Funcionário desde os anos 60 na Livraria Bertrand, onde se manteve até à reforma (sempre foi colaborador da RTP, mas nunca funcionário), foi uma das figuras de proa da revista «Tintin», publicada entre 1968 e 1983, e que publicou tudo que de melhor se editou no eixo franco-belga da Europa entre as décadas de 50 e 80, sendo uma publicação também mítica para os portugueses dessa época. Aí respondeu a cartas dos leitores e publicou inúmeros artigos, de recuperação do passado mas também de defesa de correntes mais modernas da BD e também do cinema de animação.
Há, aliás, quem considera que a confusão que ainda hoje se estabelece em Portugal entre desenho animado e banda desenhada (continua a ser frequente o erro que são as expressões «livros de desenho animado» e «filmes de banda desenhada») é fruto da divulgação intensa que fez de ambas as formas de expressão artística nos diversos veículos que teve.
Reformado desde 1990, foi entretanto homenageado e premiado diversas vezes. Para várias gerações de portugueses, a imagem que dele fica é a da figura afável, de dicção inconfundível e entusiasmo transbordante, que soube mostrar que havia universos inteiros de conhecimento, na animação e na banda desenhada, para além da montra limitada que os olhos portugueses então conheciam. E mesmo quando apostou em propostas mais difíceis (o cinema experimental de McLaren, o novo estilo de desenho que Hugo Pratt veiculou em «Corto Maltese»), o tempo rapidamente se encarregou de lhe dar razão.
Vasco Granja é não só uma das figuras imorredoiras da história da televisão nacional mas, numa época em que a internet nem sequer era ainda uma miragem, um veiculador ímpar de conhecimento para várias gerações de jovens tão sedentos dele.
Luís Salvado - 04-05-2009
Mas a acção formativa de Vasco Granja foi muito para além da sua actividade televisiva, sendo uma figura importante na divulgação da banda desenhada em Portugal, graças à sua participação na incontornável revista «Tintin», entre 1968 e 1983, onde, por exemplo, seria essencial na publicação em Portugal da série «Corto Maltese», então muito criticada pelos leitores. Terá sido ele, aliás, o primeiro a utilizar em Portugal o termo «banda desenhada», em substituição da expressão então corrente de «histórias de quadradinhos», num artigo do «Diário Popular» de 1966 em que adaptou para o português a designação francesa «bande dessinée».
Vasco Granja nasceu em Campo de Ourique a 10 de Julho de 1925 e percorreu desde cedo vários empregos, desde os Grandes Armazéns do Chiado à Foto Áurea, passando pela Tabacaria Travassos, cultivando desde novo uma imensa paixão pelo cinema e pela literatura, que alimentava na Biblioteca Nacional e nas várias salas de cinema da baixa lisboeta.
A partir dos anos 50, aderiu de forma intensa à actividade cine-clubista, bem como à militância no Partido Comunista Português (PCP), de que se manteve defensor até ao fim da vida. Esteve preso dois anos, na sequência de actividades clandestinas no PCP, repartido por duas vezes: a primeira em 1954, por seis meses, e a segunda em 1963, por 18 meses, em que foi submetido a torturas físicas.
Ao longo dos anos 60, começou a frequentar os meios internacionais ligados à banda desenhada e ao cinema de animação, participando em algumas das primeiras manifestações internacionais de relevo do género, deslocando-se a Annecy em 1960 para participar na primeira edição do Festival Internacional de Animação, que hoje é o maior e mais importante do mundo, ou integrando a equipa fundadora da importante revista «Phénix», dedicada ao estudo da BD.
Na sequência da Revolução de Abril, as suas actividades culturais e a sua militância na esquerda levaram ao convite por parte da RTP para fazer uma série de programas dedicados à divulgação da animação. Faria mais de 1.000 emissões, muitas vezes com dois programas diferentes por semana (um para o sector infanto-juvenil, outro para o mais adulto), ininterruptamente até 1990. Além de toda a filmografia dos «cartoons» clássicos norte-americanos (foi um dos grandes defensores de Tex Avery e da Pantera Cor-de-Rosa), apresentou também a imensa produção animada canadiana (Norman McLaren foi um dos favoritos) e de todos os países de leste, sempre com introduções que ficaram gravadas na memória dos espectadores daquela época. Muitos filmes surpreenderam pela diferença e até estranheza, mas os universos que abriram foram explorados por toda a geração de animadores nacionais que hoje andam a conquistar prémios pelo mundo fora.
Funcionário desde os anos 60 na Livraria Bertrand, onde se manteve até à reforma (sempre foi colaborador da RTP, mas nunca funcionário), foi uma das figuras de proa da revista «Tintin», publicada entre 1968 e 1983, e que publicou tudo que de melhor se editou no eixo franco-belga da Europa entre as décadas de 50 e 80, sendo uma publicação também mítica para os portugueses dessa época. Aí respondeu a cartas dos leitores e publicou inúmeros artigos, de recuperação do passado mas também de defesa de correntes mais modernas da BD e também do cinema de animação.
Há, aliás, quem considera que a confusão que ainda hoje se estabelece em Portugal entre desenho animado e banda desenhada (continua a ser frequente o erro que são as expressões «livros de desenho animado» e «filmes de banda desenhada») é fruto da divulgação intensa que fez de ambas as formas de expressão artística nos diversos veículos que teve.
Reformado desde 1990, foi entretanto homenageado e premiado diversas vezes. Para várias gerações de portugueses, a imagem que dele fica é a da figura afável, de dicção inconfundível e entusiasmo transbordante, que soube mostrar que havia universos inteiros de conhecimento, na animação e na banda desenhada, para além da montra limitada que os olhos portugueses então conheciam. E mesmo quando apostou em propostas mais difíceis (o cinema experimental de McLaren, o novo estilo de desenho que Hugo Pratt veiculou em «Corto Maltese»), o tempo rapidamente se encarregou de lhe dar razão.
Vasco Granja é não só uma das figuras imorredoiras da história da televisão nacional mas, numa época em que a internet nem sequer era ainda uma miragem, um veiculador ímpar de conhecimento para várias gerações de jovens tão sedentos dele.
Luís Salvado - 04-05-2009
sexta-feira, maio 01, 2009
sábado, abril 25, 2009
domingo, abril 19, 2009
domingo, abril 12, 2009
Amália Rodrigues: Senhor Extraterrestre

Amália edita, em 1982, O Senhor Extraterrestre, um maxi-single em vinil amarelo com duas canções de Carlos Paião.
Letra:
Vou contar-vos um história
que não me sai da memória,
foi p'ra mim uma vitória
nesta era espacial.
Noutro dia estremeci
quando abri a porta e vi
um grandessíssimo ovni
pousado no meu quintal.
Fui logo bater à porta,
veio uma figura torta,
eu disse: se não se importa
poderia ir-se embora,
tenho esta roupa a secar
e ainda se vai sujar
se essa coisa aí ficar
a deitar fumo p'ra fora.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá o botãozinho
e pôde contar-me então
que tinha sido multado
por o terem apanhado
sem carta de condução.
O senhor desculpe lá,
não quero passar por má,
pois você onde está
não me adianta nem me atraza.
O pior é que a vizinha
que parece que adivinha
quando vir que estou sozinha
com um estranho em minha casa.
Mas já que está aí de pé
venha tomar um café,
faz-me pena, pois você
nem tem cara de ser mau
e eu queria saber também
se na terra donde vem
não conhece lá ninguém
que me arranje bacalhau.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho,
disse para me pôr a pau,
pois na terra donde vinha
nem há cheiro de sardinha
quanto mais de bacalhau.
Conte agora novidades:
É casado? Tem saudades?
Já tem filhos? De que idades?
Só um? A quem é que sai?
Tem retratos com certeza,
mostre lá? Ai que riqueza,
não é mesmo uma beleza,
tão verdinho? sai ao pai.
Já está de chaves na mão?
Vai voltar p'ro avião?
Espere, que já ali estão
umas sandes p'ra viagem
e vista também aquela
camisinha de flanela
p'ra quando abrir a janela
não se constipar co'a aragem.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho
e pôde-me então dizer
que quer que eu vá visitá-lo,
que acha graça quando eu falo
ou ao menos p'ra escrever.
E o senhor extraterrestre
viu-se um pouco atrapalhado,
quis falar mas disse pi,
estava mal sintonizado.
Mexeu lá no botãozinho
só p'ra dizer: Deus lhe pague.
Eu dei-lhe um copo de vinho
e lá foi no seu caminho
que era um pouco em ziguezague.
sábado, abril 11, 2009
The Corries - Flower of Scotland
To MIchael, a Poker Buddy
segunda-feira, abril 06, 2009
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