A nova encenação de Juvenal Garcês a ver no Teatro Estúdio Mário Viegas, a partir de 20 de Setembro - Quinta, Sexta e Sábado às 21 h.
Poesia, musica, celebridades, teatro, cinema, selecção de textos, poetas e escritores, banalidades, fotografias, arte, literatura, pintura e muita conversa.
quinta-feira, setembro 13, 2007
sábado, agosto 11, 2007
A Próxima Grande Produção da Companhia Teatral do Chiado

A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (Sintetizada)
(The Bible: The Complete Word of God (abridged))
de Reed Martin, Austin Tichenor, Adam Long (os mesmos do ENORME êxito As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos, em cena há 12 anos na Companhia Teatral do Chiado)
A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (sintetizada) - eis o título da nova produção da Companhia Teatral do Chiado, um espectáculo de comédia hilariante, dirigido e encenado por Juvenal Garcês, que promete pôr todos os portugueses a rir a bandeiras despregadas. Da autoria de Adam Long, Reed Martin e Austin Tichenor, este espectáculo resulta duma leitura muito particular dos textos da Bíblia e apresenta uma versão condensada dos principais episódios narrados nos livros bíblicos, do Génesis ao Apocalipse. Sem nunca perderem o humor, João Craveiro, Paulo Duarte Ribeiro e Tobias Monteiro encarnam, numa velocidade de cortar a respiração, as cenas mais emblemáticas da Bíblia, da criação do Homem ao sacrifício de Isaac por Abraão, do dilúvio e da Arca de Noé aos milagres de Jesus Cristo, passando pelo duelo entre David e Golias, Moisés e as Tábuas dos Mandamentos e a viagem dos Reis Magos, entre muitos outros.
De uma irreverência e comicidade inigualáveis, num estilo a que Juvenal Garcês e a Companhia Teatral do Chiado vêm habituando desde há muito o seu público, este espectáculo oferece uma reflexão condimentada de muito humor sobre algumas das questões suscitadas pelos textos sagrados e pelo Cristianismo, desmistificando sem desrespeitar, parodiando sem satirizar. Este espectáculo pede do público o que o teórico da comédia Neil Schaeffer descreve como uma suspensão das regras segundo as quais vivemos: as leis da natureza, as restrições da moralidade, o pensamento lógico, as exigências da racionalidade. O que A Bíblia (sintetizada) pede, à semelhança aliás do êxito As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos, da mesma equipa de autores, é, pois, uma suspensão da seriedade e uma entrega sem pudores ao discurso humorístico da obra, à genialidade da encenação e à irrepreensível qualidade das interpretações.
Interpretação: João Craveiro, Paulo Duarte Ribeiro, Tobias Monteiro
Encenação: Juvenal Garcês
Tradução: Célia Mendes, Patrícia Marques
Dramaturgia: João Craveiro, Juvenal Garcês, Paulo Duarte Ribeiro, Tobias Monteiro
Cenografia: Ana Brum
Figurinos: Ana Brum
Música: João Craveiro, Paulo Duarte Ribeiro
Desenho de Luz: Vasco Letria
Desenho de Som: Sérgio Silva
Adereços: Ana Brum
Contra-Regra: Ana Brum, Bruno Monteiro
Produção: Companhia Teatral do Chiado
Direcção de Produção: Luís Macedo
Marketing e Comunicação: Nuno Santos
Frente de Casa: Bruno Monteiro
Responsável de Bilheteira: Bruno Monteiro
Bilheteira: Cátia João, Mafalda Melo
Página na Internet da CTC: Bruno Monteiro
Local: Teatro-Estúdio Mário Viegas
Em cena a partir de 2007-09-20
Horário: Quintas, Sextas e Sábados, às 21h
Classificação: M/12
Uma comédia de bradar aos céus!!! Bilhetes já à venda!!!
BLOG: http://www.abibliasintetizada.blogspot.com/
terça-feira, julho 10, 2007
domingo, abril 22, 2007
As Vampiras Lésbicas de Sodoma no "Aplauso Brasil"
No APLAUSO BRASIL - uma das mais importantes edições culturais da América do Sul - saiu uma critica ao espectáculo AS VAMPIRAS LÉSBICAS DE SODOMA, escrita por Michel Fernandes (mailto:michelfernandes@superig.com.br), um dos críticos de teatro mais respeitados do Brasil.
De seguida transcreve-se, no original, o texto da crítica editado em Aplauso Brasil
"Michel Fernandes, "Vedetismo é satirizado pela Cia Teatral do Chiado"
LISBOA – Quais os limites entre o ego e a imortalidade? Para os ególatras a imortalidade é o objetivo, para o autor e ator Charles Buch, a imortalidade é um dos itens de que se serviu para escrever “As Vampiras Lésbicas de Sodoma”, que a Companhia Teatral do Chiado apresenta, há quase um ano, sempre com casa lotada, no Teatro-Estúdio Mário Viegas.
As “Vampiras Lésbicas”, protagonistas da trama, são duas vedetes que se alimentam do sangue de virgens e da glória dos palcos e são alimento cômico a esta sátira.
Rita Lello vive uma virgem que é deixada na cripta do terrível monstro Sucubo, uma vampira lésbica interpretada pelo divertido ator Simão Rubim, que se alimenta, apenas, sugando o sangue de donzelas que ainda desconhecem os prazeres da carne. Este prólogo se passa na bíblica Sodoma. Os Guardas Hujar (João Carracedo) e Ali (Tobias Monteiro) são os carrascos que trouxeram e prendem a virgem até o despertar do Terrível Monstro Sucubo (substantivo que nomeia a vampira e que acaba por servir de elemento cômico, já que a Virgem não consegue falar o nome, sequer uma vez, corretamente). A Virgem tenta seduzir os soldados para perder o que lhe faz presa do Monstro Sucubo, a virgindade, mas não consegue.
Dividido em dois atos e um prólogo, sem, no entanto, haver intervalos, a mudança de atos – e períodos em que transcorre a trama, já que a imortalidade lhes é consagrada pelo vampirismo – ocorre pelo fechar e abrir cortinas e uma música que se ouve enquanto as cortinas não são abertas e há uma mudança de cenários nos bastidores.
Como se nota pela descrição, o encenador Juvenal Garcês foge de efeitos mirabolantes, focalizando seu interesse no desempenho do elenco. E alcança êxito cumprindo seus objetivos. Não tardam a ouvirem-se constantes gargalhadas e, até, aplausos em cena aberta.
O primeiro ato transcorre aproximadamente entre as glamourosas décadas de 1950 e 1970 (início) – segundo informações, é uma referência à época de ouro do Parque Mayer, espécie de mini-Broadway lisboeta – e traz em cena a glamourosa La Condessa (o ótimo ator Simão Rubim, O Monstro Sucubo, tornado vedete).
É um dia agitado em que La Condessa receberá a importante jornalista Gabriela Viperina (Manuel Mendes) e, enquanto se prepara, recebe a visita de Idalina de Jesus de Oliveira (Tobias Monteiro, agora na pele duma grã-fina sem medo de fazer o necessário para atingir seus objetivos), admiradora e afilhada pela Condessa para o mundo da fama, que traz a tira-a-colo seu noivo, Gastão (João Carracedo), com quem não cansa de brigar e chamar de “parvalhão”.
Pra apimentar o dia, La Condessa recebe a inesperada visita da ex-virgenzinha, agora, Madalena Astarté (Rita Lello), uma famosa atriz francesa contratada por Vasco Morgado (referência a um antigo e importante produtor de teatro e cinema), que deseja roubar o pedestal da glória de La Condessa para si, e revela que, ao ser mordida, em Sodoma, pelo Monstro Sucubo, também mordeu suas veias e sugou sua imortalidade e desejo frenético pela fama e sucesso no showbiz.
Chega enfim a enigmática Gabriela Viperina, mas deixo ao sabor do público desvendar. Nesta primeira parte cabe, entretanto, destacar o ator João Craveiro e suas sutis transformações de sóbrio mordomo a uma desvairada transformista.
Aliás, o transformismo é a fórmula utilizada por Buch, o autor, para tratar de maneira divertida os assuntos de suas peças. E não é só o transformismo, é a afetação com que as personagens são interpretadas, uma afetação própria das divas, ou melhor, das aspirantes a divas, mas que, na verdade, não conseguem a imortalidade do estrelato. A Não ser sanguessugas como as personagens vividas por Simão Rubim e Rita Lello.
Numa espécie de metalinguagem, Dorival, assistente de palco brasileiro, afeminadíssimo, numa composição inesquecível e muito engraçada do ator João Craveiro, a cena ocorre na cidade do Porto, nos dias atuais, nos bastidores de um teatro que tenta montar um musical – aqui vale a nota de que o Porto tenta, sem êxito, montar e emplacar um musical.
Garcês não tem pudores nem melindres, o encenador – que traz um colorido que recorda Pedro Almodóvar – faz piada com os musicais – que não estão em evidencia só no Brasil – e com a afetação disparatada das “damas do showbiz”.
E, nesta parte da trama, a tal virgenzinha inocente de Sodoma é a poderosa Madalane Andrade, estrela dos musicais. Ela contrata Mariza, uma atriz muito burra, com sotaque estridente e com um currículo lastimável.
Tobias Monteiro dá vida à Mariza com tamanha verdade e simpatia que arranca muitas gargalhadas e cria grande empatia com o público.
Apesar das tentativas de Madalane, Mariza não consegue acertar e a mulher da limpeza, na verdade o estado em que se encontra o Monstro Sucubo (Simão Rubim), ajuda, com sua hábil e imperceptível a Mariza, fazer com que a crônica burrice da moça se torne insustentável para Madalane.
O jeito é as duas unirem sua gana pelo sucesso. Elas, Lello e Rubim, decidem fazer um show à la Velma Kelly e Roxie Heart, do musical “Chicago”. Mas, ao invés de um show protagonizado por duas pistoleiras, esse será protagonizado pel’ “As Vampiras Lésbicas de Sodoma”.
P.S. “As Vampiras Lésbicas de Sodoma” acaba de ser indicada ao Globo de Ouro, prêmio de significativa importância em Portugal, na categoria de Melhor Espetáculo, o que dá ao espetáculo merecido reconhecimento e comprova que o corpo de jurados do prêmio não é preconceituoso em relação à comédias.
[Nota: Respeitou-se na íntegra a redacção da crítica escrita nas normas ortográficas do Brasil]"
sexta-feira, abril 20, 2007
Vampiras Lésbicas de Sodoma mordem há um ano
Depois do sucesso das "Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos", a Companhia Teatral do Chiado voltou a encantar o público português. Entre terror, glamour, travestis e muitas gargalhadas, "As Vampiras Lésbicas de Sodoma" já estão em cena há um ano. - in: jornal "Expresso" on-line.
sexta-feira, abril 06, 2007
A Extraordinária Arte de (Saber) Representar

domingo, abril 01, 2007
As Vampiras Lésbicas de Sodoma vencem o festival HUMORFEST
O espectáculo As Vampiras Lésbicas de Sodoma foi premiado pelo público do festival de humor de Lagoa - Humorfest, como melhor espectáculo da edição de 2007. Esta foi a terceira digressão deste espectáculo que contou com 598 espectadores divididos por duas sessões.
quarta-feira, março 28, 2007
O Meu Colega William Shakespeare - António Pedro
The Reduced Shakespeare Company is one of the world's best-known touring comedy troupes. Now in its fifth year at London's Criterion Theatre, the company's The Complete Works of William Shakespeare (abridged), an irreverent, fast-paced romp through the Bard's plays, is London's longest-running comedy.
Aos vinte e quatro dias de Novembro do ano da graça de mil novecentos e noventa e seis, estreava no reino dos Algarves, mais propriamente na cidade foraleira de Portimão, aquele que viria a constituir-se como o maior êxito teatral de sempre em terras lusas: As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos, homenagem de três norte-americanos não alinhados: Adam Long, Jess Borgeson e Daniel Singer, ao Gil Vicente lá das Terras de Sua Majestade: William Shakespeare! Paródia que mereceu desde então adjectivações várias: «alucinante», «irreverente», «cardíaco», «hilariante», «desopilante», «burlesco», «divertido», «transversal», «louco», «irresistível», «fenómeno», «endiabrado», «interactivo», «mordaz», «histriónico», «genial», «excelente», «imperdível», «incontornável», «truculento», «indispensável», «obrigatório», etc., etc., etc. ...!
Fabricante de luvas é o que o pai queria que ele fosse - e não foi. Letrado apenas ou filósofo em disfarce, poeta, vá lá! - mas não aquele mesmo "good William" que dirigia a companhia dos "Homens do Rei", montava e representava as suas peças em que nem sequer reservava para si os principais papéis, é o que queriam dele os literatos - mas também não foi.
O que ele foi é quem foi: William Shakespeare, nascido em Stratford-upon-Avon, no condado de Warwickshire em Inglaterra, (gentleman, sim senhor, mas depois de celebrizado) no dia 23 de Abril de 1564, ao que se supõe e gostariam os ingleses que fosse, por ser dia de S. Jorge. Esse, o tal que tendo escrito, montado e representado uma quantidade fabulosa de comédias e de tragédias durante cerca duma vintena de anos, deixou um dia a Londres que o glorificara e enriquecera tão calada e misteriosamente como lá chegara, para voltar a casa, aconchegar-se e morrer, outra vez no dia 23 de Abril - e desta feita a data é certa - de 1616, na cidade ribeirinha em que tinha nascido 52 anos antes.
Pois. E o resto é congeminação de congeminadores que nunca viram por dentro como uma peça se põe em pé. Que não sabem como o afluir do espectador à bilheteira depende de como é doseado o efeito dum diálogo ou acertado o comprimento duma cena. Pois! Que quem souber como elas mordem e vir como da exploração duma personagem pitoresca (nascida em outra peça e feita a pedido) surge essa maravilha de construção teatral que são as "nerry Wifes", aparentemente uma comédia de costumes, mas que toca as notas todas do divertimento, da farça à "féerie", não tem dúvida um momento sobre a identidade do autor. A identidade da profissão do autor - homem de dentro do teatro, a quem o génio fez sair do seu palco para a eternidade por obra e graça do Espírito Santo, que parece que é quem intervém nestas coisas, escrevendo, ali, às pressas, para que se pudesse ensaiar outra peça enquanto uma estava em cena, encurtando, aumentando, suprimindo e acrescentando cenas, segundo a qualidade e o número de actores de que dispunha e segundo o público a que destinava a representação.
Olha os literatos a fazerem destas coisas!
A grande trapalhada dos quartos e dos fólios, das discrepâncias textuais nas primeiras e segundas edições das suas obras, vem daí. A eternidade aconteceu-lhe. O que escrevia destinava-se à vida efémera da palavra falada, do conflito vivido por gente em face de gente - ao teatro, isto é - à ocasião.
Essa ocasião tinha condições extraordinárias no tempo da rainha Isabel. Os cais de Londres, ao pé dos quais estava "O Globo", formigavam de gente com dinheiro fácil e desejosa de emoções fortes; o mundo cultural da Renascença abrira-se a um horizonte imenso que os "humanistas" tinham sabido, pelo menos, ensinar que se podia conceber à medida do homem; o palco chamado isabelino - um grande proscénio aberto por três lados, encostado a uma parede perfurada e sobremontado por uma varanda - deixava livre a imaginação do autor sem as restrições aristolélicas da unidade de tempo e de lugar; a indumentária teatral era elementar, convencional e barata: Troilo e Créssida andavam em cena mais ou menos vestidos como o Hamlet e Lady Macbeth.
Ao grande aparato cenográfico da Idade Média sucedera-se a elementaridade sucinta dum palco em que tudo era a imaginar.
"Nesta arena de galos poderão caber
Os vastos campos da França?
Poder-se-ão, entre estas tábuas, juntar os capacetes
Que semeavam de espanto os ares de Agincourt?
Deixai trabalhar as forças da imaginação
Supondo agora que estão fechadas
Entre estas duas paredes
Duas grandes monarquias.
Supri com o pensamento a nossa imperfeição.
Quando falarmos de cavalos
Pensai vê-los marcando na terra mole os cascos orgulhosos.
É com essa imaginação que tendes de ataviar os reis,
Mudando-os de lugar, saltando sobre o tempo
E fazendo caber numa hora de ampulheta
O que leva muitos anos a acontecer." - Do prólogo de Henrique V.
"Pompa vã e glória vã do mundo - eu vos odeio!
Ser quem escreveu isto o próprio amante da rainha, como agora anda um preopinante a querer provar? Deixemo-nos de asneiras! [Nota Autor: É de propósito que não cito o autor da "nova teoria". Era só o que faltava dar-lhe publicidade!]
Notícias dele como autor e actor só se têm ao certo desde 1592. Tudo isso é mais ou menos depois dessa data e antes de 1614. E além das suas peças, ainda representou algumas de Ben Jonson. E, a avaliar pela comezaina que fez com ele e com Michael Drayton, de que lhe resultou a morte, segundo mais tarde contou o vigário de Stratford, e a contar com a caçada furtiva na coutada de Sir Thomas Lucy, a que deve ter-se seguido lauta ceia e foi o motivo concreto da sua quase fuga inesperada de Stratford para Londres - bendita hora! - ainda lhe sobrava tempo para pândegas...
Festeja-se-lhe agora o centenário. Se houver homens na Terra e se não tiverem perdido a graça de falar, festejar-se-á o seu milenário também, que os homens mudam pouco, mesmo em mil anos, no que têm de essencialmente mau e essencialmente bom, nas suas ambições, no seu amor, nos seus ridículos e nas suas fúrias.
António Pedro, Revista Colóquio, nº 29, Junho de 1964, Fundação Calouste Gulbenkian".
Transcrevi este texto para o Juvenal e para o Simão... embora o Cintra também o devesse ler... se entender.
terça-feira, março 27, 2007
DIA MUNDIAL DO TEATRO
segunda-feira, março 19, 2007
GRANDE FESTA DE ANIVERSÁRIO VAMPIRICA - ROCK IN CHIADO

segunda-feira, fevereiro 05, 2007
lost in space
Video Promocional da Peça - Lost In Space - Perdidos no Espaço
domingo, fevereiro 04, 2007
LOST IN SPACE - Perdidos no Espaço
Lost In Space é uma pequena (cerca de 50 minutos) grande comédia. Uma loucura com método – ou seja, com guião – onde, devido a um problema de escassez de alimentos a bordo da nave espacial, os 3 astronautas – elegantemente vestidos por Dino Alves – entram num delírio absolutamente non-sense - mas com muito sentido – sobre política, religião, o sentido dos referendos, entre outras questões pertinentemente levantadas e comicamente discutidas.
Com pouquíssimos recursos, foi possível criar em palco todo um ambiente espacial... capsulas que são secadores de cabelos, portas automáticas invisíveis, com códigos invisíveis, fumos galácticos, contactos com a terra... tudo está presente.
Cada um dos três actores interpreta uma personagem com uma personalidade bem vincada e hilariante.
Tobias Monteiro o “enfezado” - mártir, Paulo Duarte Ribeiro o “astuto” – cozinheiro e João Craveiro o “causador” – sindicalista.
Não é possível contar-vos mais... e acho que já contei muito. Interessa sim é que corram ao Teatro-Estúdio Mário Viegas para verem esta comédia de um humor inteligente e [muito] imprevisível, com um brilhante momento musical e de recita de poesia... mais ou menos...
Para saberem mais visitem:
http://spacelost.blogspot.com/
http://kindofblackbox.blogspot.com/
terça-feira, janeiro 30, 2007
Comédia! Comédia! Comédia!
(Juvenal Garcês - Fundador, Director e Encenador da Companhia Teatral do Chiado - Teatro Estúdio Mário Viegas)Dez anos a fazer rir! 1.021 representações! 155.237 espectadores e 118 digressões!
Quando, em 1996, decidi dirigir este espectáculo tinha desaparecido um dos maiores actores portugueses e uma das personalidades mais marcantes do teatro português do pós 25 de Abril – Mário Viegas! Um mestre na arte da comédia.
O Mário Viegas foi, não tenhamos medo das palavras, um “Grande Cómico” e não só…! Era justo mostrar o que tinha aprendido com ele e dar-lhe continuidade! Por isso resolvi dirigir este espectáculo: As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos.
A comédia sempre foi o género de teatro mais amado pelo grande público.
A comédia é o retrato mais fiel da sensibilidade popular!
Muitas vezes sou abordado na rua e perguntam-me:
- o que é que estão a fazer agora?
- Estamos a ensaiar um novo espectáculo!
- E é para rir?
O povo (esta palavra tão fora de moda) sempre gostou de censurar os erros e os vícios do seu tempo com críticas mordazes, jocosas. Por isso, o Mário Viegas, seguindo esta grande tradição teatral, fundou a CTC e escolheu para padroeiros desta companhia o Bucha e o Estica, os dois cómicos mais populares de sempre.
E como rir é o melhor remédio Shakespeare escreveu 16 comédias. E nada melhor que o riso para provocar o escárnio, a simpatia, a alegria, o júbilo e a cumplicidade do público…! Mesmo nas suas grandes tragédias, dez, Shakespeare não resistiu a colocar cenas ou personagens de comédia nos primeiros planos para provocar o riso… era preciso rir com um olho para depois chorar com o outro! Uma vez, assistindo a uma representação da famosa tragédia Ricardo III, o público, com a morte do rei, não se coibiu de rir e bater palmas. Era uma maneira de castigar o famoso vilão de Shakespeare!
Muitos “bem pensantes” em Portugal tentaram fazer-nos crer que a comédia é um género menor, que é “ir atrás do público”… chegando mesmo a afirmar que ter público não é importante. Para eles vai a minha grande gargalhada!
Muitos dirão que estou a falar de “lugares-comuns”, mas o que não é comum é que hoje, em plena época natalícia, por excelência festiva, a cidade de Lisboa, que se diz europeia, tenha apenas 3 comédias em cartaz (duas delas aqui no Teatro Mário Viegas). Meus senhores, isto não é normal!
Com esta paródia ao génio de Shakespeare a CTC pôde levar à cena dramaturgos como Henrik Ibsen, August Strindberg, Samuel Beckett, John Osborne, Israel Horowitz, Peter Shaffer, Bill Manhoff, John Godber, Charles Busch, José Jorge Letria e Almada Negreiros.
As Obras Completas de William Sakespeare em 97 Minutos têm sido o retrato fiel do meu país: Muito riso e pouco dinheiro! Dez anos a rir muito para não chorar.
Nos últimos anos o Teatro Mário Viegas, em pleno coração da cidade, tem tido o apoio do MC de 80 euros por dia enquanto outros espaços teatrais chegam a ter 1700 euros diários! Muitos dirão que a arte não é justa mas cruel! A esses respondo-lhes com a mesma crueldade: os pobres não têm tempo para meter lá os pés! Ou, se quiserem: os pobres não entram na casa dos ricos! Melhor ainda: não fazem parte do grande Teatro, o Teatro que é eleito por aqueles que estão mais próximos do céu! Alguns pensarão que estou a ser demagogo e vaidoso, não! Só quero um país mais justo!
[Discurso de Juvenal Garcês, director artístico da Companhia Teatral do Chiado e encenador do espectáculo As Obras Completas de William Shakeaperea em 97 minutos leu no dia do 10º aniversário desde estectáculo - 28 de Novembro de 2006]
terça-feira, novembro 28, 2006
Parabéns à Companhia Teatral do Chiado pelos Dez Anos em Cena das OBRAS COMPLETAS DE WILLIAM SHAKESPEARE EM 97 MINUTOS
Primeiro Elenco
Segundo Elenco
Terceiro Elenco
Quarto Elenco
Quinto Elenco(que é igual ao primeiro, mas com mais anos em cima)
É pois com muita alegria que a Companhia Teatral do Chiado vê as suAs Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos atigirem hoje o 10º ano consecutivo de representações.
Para os autos e para a história registam-se a 118ª digressões e a 1.019ª representações para um cômputo de 156.020 espectadores.
Lauro António Comércio do Porto
«Percebe-se porque razão muitos espectadores já viram vezes sem fim esta obra, porque ela nunca é a mesma, vive da improvisação do dia, da relação palco-plateia que se estabelece, e da inspiração de uns e outros. Este é o tipo de teatro que nenhum meio tecnológico consegue substituir. Perante o cinema, a televisão ou mesmo a interactividade do pc, este teatro não morre, sobrevive.»
Joel Neto Record
«A "soirée" é imperdível.»
José Jorge Letria Jornal da Costa do Sol
«Vale a pena ter presente o êxito desta companhia profissional que, erguendo alto a bandeira que Mário Viegas nunca deixou de empunhar, assume o teatro como um projecto profissional de qualidade que não se confina ao espartilho das modas (...) imposto pela crítica dominante.»
Ricardo Salomão Blitz
«... uma intensa interactividade com a audiência, conseguindo construir com segurança, alegria e inteligência uma enorme festa.»
Jaime Cravo Política Moderna
«A melhor homenagem (em originalidade e simplicidade) alguma vez feita ao criador de Romeu e Julieta. Eles, os três shakers preferidos de Shakespeare, com a capacidade para 37 shots de cair para o lado, merecem todas as palmas e mais algumas. Ela, a Companhia Teatral do Chiado, merece o sucesso que tem tido e o apoio que não tem do Ministério da Cultura. Juvenal Garcês foi quem dirigiu, Vasco Letria deu luz (...). Para todos eles, e mais alguns, muitos, Gustavo Rubim, Rita Lello, Jorge Pinto (...). Para todos, pensamos não ter esquecido ninguém, a POLÍTICA MODERNA tem algumas palavras que ainda ninguém lhes deu: gostámos muito do espectáculo.»
Manuel João Gomes Público
«Nunca tão poucos actores - um trio exímio na arte de comunicar - provocaram tantas gargalhadas (...)»
Eugénia Vasques Expresso
«A Revisitação hilariante da Obra Completa do velho Bardo.»
Rita Bertrand A Capital
«Toda a plateia ruboresce de riso com as piadas picantes»
Ana Maria Ribeiro Correio da Manhã
«Um espectáculo absolutamente hilariante, a um ritmo de cortar a respiração»
Carla Maia Notícias Magazine
«Um trio de actores insuperável»
Fernando Midões Diário de Notícias
«Shakespeare revisitado numa obra que consegue ser plena, conseguida, lucida, critico-humorística»
Marina Ramos Público
«Um espectáculo interactivo, capaz de eliminar qualquer depressão»
Sofia Reis Valor
«Se quer passar um bom serão, não perca esta peça. Vai ver que não se arrepende.»
Carlos Porto JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias
«Situações de grande comicidade que se deve ao texto, àa tradução, ao ritmo imposto pela encenação e ao trabalho interpretativo.»
José Mendes
«Esta (...) proposta da Companhia Teatral do Chiado é irresistível. Está bem de ver e rever.»
Mulher-Aranha Público (Computadores)
«Não parei de rir»
Alexandra Carita A Capital
«Um espectáculo que já deu provas da sua qualidade»
Carla Maia de Almeida Notícias Magazine
«Garante-se riso puro e visceral»
Tito Lívio Correio da Manhã
«Um espectáculo endiabrado e velocíssimo»
Rute Coelho Tal & Qual
«Se quer passar uma noite bem-disposta, não perca»
Manuel Agostinho Magalhães Expresso
«Um "digest" de rir à gargalhada»
Jorge Sampaio, Presidente da República
«Excelente peça. Irreverente, mas muito bem feita. Aqui, aprendi a olhar Shakespeare de uma maneira muito divertida»
Ana Sousa Dias Por Outro Lado - RTP2
«Nunca ri tanto e tanto tempo seguido na minha vida. Fartei-me de chorar de rir»
Eugénia Vasques Expresso
«Os professores de literatura inglesa têm aqui uma bela proposta para um teste de avaliação de conhecimentos ou, se quiserem distribuir felicidade, para uma introdução paródica à obra de Shakespeare. A brincadeira, em ritmo e adaptação muito portugueses, pode redundar em muita seriedade.»
segunda-feira, novembro 20, 2006
A Propósito dos Dez Anos das "Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos"

"Dez Anos a Parodiar o Mestre
sexta-feira, novembro 17, 2006
quinta-feira, outubro 26, 2006
Diário de Noticias... relativo à nova temporada no Teatro-Estúdio Mário Viegas






