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segunda-feira, novembro 13, 2006



Sexta-Feira, dia 10 de Novembro, a convite do meu amigo Duarte, fui assistir à estreia de Conversas de Camarim - com Simone de Oliveira, Vitor de Sousa e Nuno Feist, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal de São Luiz.
Foi um espectáculo muito bom, onde mais uma vez pude confirmar a excelência de Simone em palco, quer em postura quer em voz. A sensualidade e a profunda sensibilidade passada por Simone ao cantar são extraordinárias, sendo impossivel não nos comover.
O espectáculo inicia-se com "Visita de Camarim" e termina com "Palavras Gastas". O expoente máximo, para mim, foi quando Simone cantou "Rosa e a Noite", uma extraordinária música com poema de Vasco de Lima Couto.
No entanto, e apesar de achar que este é um espectáculo imprescindivel, não deixa de ter os seus "senãos"... tem Vitor de Sousa a mais. O equilibrio entre aquilo que foi a participação de Simone e aquilo que é a participação de Vitor não é o mais correcto.
Todos sabemos que Simone de Oliveira é uma contadora de histórias interessantíssima e com imensa piada. Pois da boca dela não se ouviu uma única... E o Vitor fala, fala, declama, declama, e fala, fala, declama, Simone canta, e Vitor fala, fala, declama, declama, declama, fala, fala, declama, fala, Simone canta, canta, e Vitor fala, fala, fala... é mais ou menos assim a coisa.

Acho que talvez deveriam ter chamado de Monólogos de Camarim com Vitor de Sousa e a participação generosa de Simone de Oliveira.
E atenção: eu não tenho rigosamente nada contra o Vitor de Sousa. Reconheço que tem o seu relativo valor. Mas temos de ser honesto e dizer que quem vai ver aquele espectáculo - 99,8% das pessoas - vão para ver e ouvir Simone de Oliveira, e não o Vitor de Sousa. E a sensação com que eu sai de lá foi: soube a muito pouco. Ela muito apagada - excepção feita quando canta, que aí dá tudo de uma forma espantosa - e o Vitor muito saliente.

Espero não estar a cometer nenhuma injustiça ao dizer estas coisas, que não é esse o propósito. É apenas uma opinião de alguém que esperava uma Simone mais interventiva na fala e durante o espectáculo.
Mas eu também acho que mesmo que Simone estivesse 4 horas em palco a falar e a cantar eu iria sempre dizer que sabe a pouco... porque Simone sabe sempre a pouco.
Eu ainda estou pasmo com a capacidade vocal, de graves limpos e claros, com que Simone está a cantar. Há muito tempo que não a ouvia cantar de uma forma tão certa, rigorosamente adequada à sua capacidade vocal neste momento. Simone tem, de facto, ainda muito para dar à música portuguesa e à historia do espectáculo em Portugal.

Já sabem que é só este mês de Novembro. É melhor irem já no próximo fim-de-semana. É no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz - aquele que fica nas traseiras do Teatro-Estúdio Mário Viegas - às 23.30 m. O preço dos bilhetes é de 15 € mas com alguns descontos que não vos sei dizer. Corram...

quinta-feira, setembro 21, 2006


Para os muitos admiradores de Simone de Oliveira que "habitam" neste blog, aqui vai o que está programado para o Jardim de Inverno do Teatro Municipal de São Luiz - Sala anexa ao Teatro Estúdio Mário Viegas (isto é uma provocação) - para o mês de Novembro. Oportunidade unica de a ouvir cantar e contar histórias. Não percam.

domingo, setembro 10, 2006

E porque nos "post" anteriores se falou de Simone de Oliveira aqui vai o link para se ver e ouvir (com optimo som e com uma imagem, infelizmente, não tão boa) a espectacular interpretação de Simone de Oliveira no Festival da Canção de 1969, em Madrid (se a memória não me falha). É um documento fantástico, onde a força das palavras de Ary dos Santos e a força divina da voz de Simone (excelentemente bem vestida e de uma beleza extraordinária) mostram-se em todo o seu esplendor.
Desde já agradeço a "Arnaldooo" o ter-me enviado o link para este video que eu nunca havia visto... muitissimo obrigado. Uma maravilha.
http://pd.ptbyte.com/ESC/1969.ram - Desfolhada, Simone de Oliveira, 1969

sábado, setembro 09, 2006


A imagem seguinte mostra um Cartoon que apareceu numa revista militar, mais precisamente de O Condestável - Revista do Regimento de Infantaria de Aljubarrota (R. I. 7), datado do ano de 1969. Ora esse ano, entre outras coisas, ficou marcado a nivel nacional pela canção Desfolhada à Portuguesa, interpretada por Simone de Oliveira e com letra de José Carlos Ary dos Santos. Música controversa para a época, que fez correr muitas tintas nos jornais, muito latim nas rádios e televisões.
O Cartoon que vos mostro fala exactamente de Simone e da Desfolhada... mas digo-vos já que não tem piadinha nenhuma... mas enfim... temos de recuar no tempo e colocarmo-nos num quartel nos anos 60... ora vejam:

(a qualidade da imagem não é boa porque foi tirada às escondidas na Biblioteca Nacional com o telemóvel... mas não digam nada a ninguém.)

quinta-feira, novembro 24, 2005

(clique na imagem)

SUGESTÃO PARA PRENDA DE NATAL...mas não para mim que eu já tenho.
As personalidades artísticas não são muito frequentes. Artistas sim, mas personalidades… é outra coisa.
Personalidade nunca faltou a Simone de Oliveira. Um temperamento marcado pelo excesso: excesso de talento, de vontade, de querer. Excesso de expressão e paixão.
Iniciando bastante nova uma carreira de cantora, Simone revela ainda rapariga, uma intensidade interpretativa que imediatamente a distingue das restantes vozes femininas da época.
O seu reportório de cançonetista não foge, nesses primeiros anos de carreira, aos estereótipos criativos dos compositores consagrados da época. Desses tempos iniciais guardam-se vivas memórias de prémios e consagrações sucessivas. Mas Simone quererá sempre mais da sua arte. Por sua iniciativa vai procurar cada vez melhores compositores e letristas, aproximando-se assim de grandes nomes tais como: Ary dos Santos, Nazareth Fernandes, entre outros.
Simone de Oliveira consegue fazer história: história da música popular urbana mas também a história das mentalidades.
45 anos de uma vasta carreira marcada por festivais da canção, peças de teatro, musicais, programas de televisão e rádio, cinema, cerca de 80 títulos discográficos, digressões no estrangeiro e inúmeros espectáculos.
Gravado ao vivo no auditório do Fórum Cultural do Seixal, “Intimidades” traz-nos de novo a voz profunda de Simone de Oliveira num espectáculo apaixonante.
Biografia
O "Meu Nome é Simone", ou "Simone Me Confesso", podiam ser o seu Bilhete de Identidade, mas foi com a "Desfolhada" que se nos deu a conhecer e a Ary dos Santos.
As palavras cantadas e ditas, têm sido a sua arma e a sua alma.
Simone de Oliveira começou a cantar em 1957 no Centro de preparação de Artistas da Rádio da então Emissora Nacional e cedo se tornou numa das cantoras românticas mais queridas do público português.
Foi Rainha da Rádio em 1965, ganhou dois festivais da RTP da Canção (1965 e1969) com a consequente presença na Eurovisão, e participou em outros festivais internacionais (Rio de Janeiro 1966 e OTI - Argentina 1980).
Deu espectáculos por todo o mundo, pisou os palcos do Olympia (Paris), do Pala Sporting Clube de Monte Carlo (Mónaco), do Victoria Palace (Londres) e da Rádiotelevisão de Caracas (Venezuela).
Fez muito Teatro de revista, teatro musicado "Passa por Mim no Rossio" (1991) e "Maldita Cocaína" (1993), além de outros, várias comédias e drama - "O Tragédia da Rua das Flores" (1981) e passou ainda pelo Cinema - "Cântico Final" de Virgílio Ferreira, filme de Manuel Guimarães.
Quando, entre 1969 e 1972, um problema nas cordas vocais a impediu de cantar, Simone para sobreviver lançou mãos à escrita em Jornais e Revistas, e à Locução na Rádio e na Televisão. Nos anos 80 produziu o seu próprio programa na RTP - "Piano Bar" e até recentemente produziu também programas de rádio e na RTPI. Com uma Discografia invejável cerca de 80 títulos - trabalhou com os melhores Compositores, Autores e Poetas como - Eugénio de Andrade, David Mourão-Ferreira, Vasco de Lima Couto e José Carlos Ary dos Santos.
Com o desenvolvimento das Telenovelas em Portugal, Simone - actriz não podia deixar de estar presente. Assim, protagonizou Amélia Falcão em "Roseira Brava" (1995), Madalena Fragoso em "Vidas de Sal" (1996) e Paula Vieira em "Filhos do Vento" (1997).Mulher de múltiplos talentos, atravessou já Quatro Décadas de vida na ribalta, data na altura devidamente comemorada com a edição de um Duplo CD apresentado num espectáculo ao vivo na Aula Magna, e a publicação de uma foto-biografia por Rita Olivais. Simone de Oliveira - sempre fiel a si mesma, o que a faz ser amada por todas as gerações...

quinta-feira, setembro 29, 2005


Simone de Oliveira deu uma grande entrevista à revista "Sénior Fórum Magazine", de Setembro. A revista, confesso, não a conhecia. Comprei-a porque tinha a Simone... e não me arrependi. Além da enorme e franca entrevista ao grande ícone musical português, a revista conta com artigos muito interessantes e diversos.
Mas a minha intenção é deixar-vos aqui um excerto da entrevista com Simone de Oliveira que, apesar de ser dito com o seu jeito caracteristico, não deixa de tocar em aspectos politicos muito pertinentes. Ora leiam e comentem:
"É preciso uma geração mais jovem na política."
Sénior Fórum Magazine - Cantora, actriz, entrevistadora em rádio ou televisão...
Simone de Oliveira - Faço tudo com a mesma paixão. Gosto muito de fazer programas em directo, detesto fazer gravado.
SFM - Porque acabou o seu programa na SIC Mulher?
SO - Foi um contrato de seis meses e acabou. Mas percebo que é por não ser muito cómoda. Não visto nenhuma camisola a não ser a minha.
SFM - Nem em política?
SO - Sempre votei PS, mas agora não o vou fazer para a Câmara de Lisboa.
SFM - Desiludida com o PS?
SO - Não, eu desiludo-me é com as pessoas. Não quer dizer que não vá votar. Vou votar e fui à apresentação da candidatura de Carmona Rodrigues. É apoiado pelo PSD, mas não é no PSD que eu vou votar, é em Carmona, que tem uma postura que me parece bem. Fui ao lançamento da candidatura: quando Marques Mendes falava do PSD, eu não batia palmas, quando falava do Carmona Rodrigues e eu concordava, então sim.
SFM - Aqui há uns tempos abandonou um jantar do PSD.
SO - Não cheguei a entrar. Não sabia que era um jantar político. Embora mantenha que o dr. Pedro Santana Lopes sempre tratou a Simone de Oliveira muitíssimo bem. Disseram-me que era um jantar sobre a cultura e eu fui, mas quando cheguei percebi que era campanha eleitoral. Ora, a pessoa que me convidou sabia que eu ia no dia seguinte fazer um vídeo de campanha para José Sócrates. Saí. Dou-lhe outro exemplo. Há poucas semanas, telefona para a minha assistente um dos candidatos à Câmara de Cascais pelo PS: 'Eu queria que a Simone fosse mandatária da minha candidatura'. 'Mas ela não vive em Cascais'. 'Não tem aqui uma casa de praia?' 'Não, nunca teve uma casa de praia em lado nenhum. Simone mora em Lisboa, já escolheu um candidato e deu-lhe o seu apoio'. 'Mas podia ser que ela quisesse vir aqui'. Acha isso normal?
Estão fartos de me telefonar por causa das presidenciais. Eu digo 'não' ao Mário Soares e não é pela idade. É uma figura incontornável da democracia portuguesa. Mas outra vez PR? Arranjem uma geração de políticos mais novos para isto andar para a frente!
SFM - Cavaco Silva?
SO - Não votarei. Não devo, não sou capaz. Por convicção. Que apareça um terceiro que dê credibilidade. Tem de aparecer uma geração mais nova que se interesse por política.
SFM - Sócrates desiludiu-a?
SO - Estas medidas todas estão a ser muito difíceis de engolir. Não sei de política o suficiente, nem os trâmites internacionais e da UE. Mas sou portuguesa e não foi para isto que o D. Afonso Henriques andou a bater na mãe. Ainda no outro dia o director de programas da RTP, Nuno Santos, falava sobre a Eurovisão e dizia que não há problema em os portugueses cantarem em inglês. Então não é um festival da canção, é um espectáculo musical da Europa. E ele responde que o inglês é como o esperanto... Uma das características de um país é a língua. A língua, a bandeira, o hino e o Presidente da República são símbolos, quer se goste ou não. Oh, senhores! Mandem o fado, mandem a Mariza com as guitarras e uma grande orquestra. É como a outra ministra da Cultura: 'detesto fado, mas gosto da Amália' escrito nos jornais todos. Percebe o meu inferno diário?
SFM - Carrilho, não?
SO - Carmona pode não ganhar, mas eu espero que não ganhe o Carrilho. Toda a vida votei PS, mas há cedências que não faço. Participei na campanha do general Eanes, do Soares e fui mandatária para a Emigração do Sampaio. Olho para Carrilho e não quero tê-lo como presidente da Câmara de Lisboa. O Ruben de Carvalho, do PCP, conheço-o da casa do Ary e é claro que o PCP tem de ter candidato. O outro senhor, que é independente, é uma canseira, com o túnel para cima e para baixo, já não se aguenta. Às três por quatro manda fechar o túnel e tirar o Marquês de Pombal mais para cima. Ou atapetar o Tejo porque incomoda um bocadinho. Não há pachorra! Não há trabalho de continuidade. De cada vez que muda um, muda tudo: o candeeiro estava ali, passa para acolá. Por isso, Lisboa está como está."

sexta-feira, maio 13, 2005

Simone de Oliveira em Marlene

Ontem fui assistir a mais uma prova superada de Simone de Oliveira como actriz na peça Marlene, no papel de Marlene Dietrich, no antigo cinema Mundial, agora transformado em teatro.
Simone, mais uma vez, surpreende. Consegue momentos de grande intensidade dramática, absolutamente convincentes, ajudada por um texto bom, que toca em vários aspectos da vida "privada" da grande diva do cinema e da música alemã.
É um papel que lhe assenta que nem uma luva. Simone tem um porte majestoso em palco, um rosto bonito e uns olhos falantes hipnotizantes.
A caracterização está muito bem realizada e os figurinos bem escolhidos. Tenho apenas pena que não se tivesse utilizado na última o fato que Simone envergou quando da primeira estreia de Marlene, no Teatro do Campo Alegre, no Porto.
A Marlene que nos é apresentada é contraditoria, obcecada, frágil. À medida que o enredo se desenrola vamos sentindo a carga da existência de Dietrich. As suas manias, fobias, o físico debilitado, a dúvida de mais um espectáculo.
As comparações entre a icon alemã e a portuguesa não se podem deixar de fazer. Estou certo que partes do texto respeitantes a Marlene caberiam perfeitamente numa peça de teatro que fosse escrita sobre a Simone.
A encenação de Carlos Quintas, que tanto quanto sei é a primeira, é eficaz e convincente. Mais uma agradável surpresa.
A personagem de Amélia Videira, embora quase discreta e submissa, é muitissimo bem representada, com uma mimica facial deslumbrantes.
Já Mafalda Drummond, na minha opinião, está menos bem, especialmente ao nivel das inflexões de voz, tornado-se por vezes irritante.
O espectáculo termina com Simone a cantar 5 ou 6 músicas de Marlene Dietrich e uma de Edith Piaf. As músicas estão muito bonitas e a sua adaptação para portugues parece-me também muito bem conseguida (embora não perceba rigorosamente nada de alemão). Soam muito bem.
Uma especial nota para a música Ma Vie en Rose, de Edith Piaf, deliciosamente interpretada em francês. Simone canta com os jeitos de voz de Marlene e num registo que fica arrebatador para o timbre ainda fantástico que Simone ainda possui. Estranho estranho é que aquela forma de cantar tipica de Simone - "desatarracha lâmpadas e afasta cortinados" (como a própria o diz) - está de todo ausente, devendo ter sido o Cabo das Tormentas para o ensaio das mesmas.
Durante este mini-concerto de Marlene/Simone veio-me à cabeça as semelhanças incriveis entre Simone e Marisa Paredes, a "diva" de Pedro Almodovar, e pensei o que seria da voz da "Desfolhada" nas mãos deste brilhante realizador. Uma incógnita.
Como última referência apenas a extraordinária sensualidade e capacidade de atracção que Simone transmite.
Se em "Alma Mahler" (podem ver duas fotos desta peça neste blog) Simone de Oliveira estava enquadrada de forma perfeita no perfil da personagem, em "Marlene" superou-se.

Marlene

quinta-feira, março 24, 2005

OS MEUS DISCOS - SIMONE MULHER, GUITARRA


Simone de Oliveira

Após ter-vos apresentado o disco que reúne Amália Rodrigues, Ary dos Santos e Natália Correia, apresento-vos um outro com um triunvirato igualmente fascinante e poético.
Tem Simone de Oliveira na voz, Ary dos Santos na escolha dos poemas e Carlos do Carmo na produção, e conheceu a sua edição em vinyl em 1984 com reedição em CD em 2003.
Simone mulher, guitarra é o seu nome.
Lá a Simone sabemos nós quem é... a mulher... mas guitarra? Porque raio guitarra?!?!
A explicação é simples. Trata-se de um álbum de fados... o único, salvo erro, da carreira de 45 anos de Simone.
Eu, que sou grande admirador de fados e fadistas, arrisco a dizer que é um dos melhores álbuns que já ouvi de fado e, consequentemente, um dos melhores de Simone de Oliveira.
Neste álbum está lá tudo. A capacidade vocal de Simone, a mestria na interpretação e a perícia na transmissão de sentimentos em cada nota cantada. A dicção perfeita. E o Fado, esse, está lá todo. Puro, sem artifícios, sentido.

São brilhantes o Fadinho das Iscas, as Pedras Preciosas, Alma Minha Gentil Que Te Partiste... o Fado Vivo é forte, irónico - "Sou mulher embora, embora, homens me queiram castrar porque vivo a toda a hora..."

Os fados que compõem este disco são:
- Fadinhos das Iscas, de Ary dos Santos
- Menor Maior, de Ary dos Santos
- Fado Vivo, de Ary dos Santos
- Demos as Mãos, de Ary dos Santos
- Pedras Preciosas, de Ary dos Santos
- Alma Minha Gentil Que Te Partiste, de Luiz de Camões
- Quadras, de Fernando Pessoa
- Canção, de Cecília Meireles
- Amiga Noiva Irmã, de Florbela Espanca
- Prece, de Miguel Torga
AH FADISTA!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, março 03, 2005

ALMA MAHLER


Simone de Oliveira - Convento dos Inglesinhos

ALMA MAHLER


Simone de Oliveira - Convento dos Inglesinhos

Fotografia de Simone de Oliveira aquando da peça ALMA MAHLER, em Lisboa.