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domingo, abril 08, 2012

Sexta-feira Santa em Toledo 2012

Saeta - Plaza Zocodover - Toledo, Espanha

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quarta-feira, março 14, 2012

Meu caro Otelo Saraiva de Carvalho, pá... por Mário Viegas


Espero que esta carta, pá, te vá encontrar bem de saúde, pá, que eu cá vou indo, graças a Deus, pá. A carta é aberta, pois não sei a tua morada, pá. Quem te escreve é aquele Actor de Teatro e Recitador de Poesia, que usa o nome artístico de Mário Viegas. Não sei se estás a ver quem é, pá?! Fui eu, a quem uns amigos teus pediram em 1985 e 1987, para ler dois comunicados teus, pá, no dia 25 de Abril, em frente ao Forte de Caxias, à luz de fogueiras, numa Vígilia de Solidariedade para contigo e teus companheiros do caso FP 25/FUP, pá. Li ainda, uma carta tua numa grande homenagem ao saudoso e genial Zeca Afonso, em Setúbal. Penso que se me escolheram, foi por conselho teu e porque acharam que eu tinha dotes "dramáticos" para o fazer, pá.
Sabes que não tive um segundo de dúvida e lá estive em Caxias, emocionado, meio às escuras, com polícia por todo o lado, segurança "da malta", etc. Fiquei afónico, pá, para me fazer ouvir, sem microfones e de emoção e sinceridade.
Estavas preso há pouco tempo e como deves calcular, estando o Telejornal presente, fiquei muito marcado por isso e mal-visto em muitos meios do público de direita. Houve mesmo telefonemas ameçadores para uma sala onde eu fazia um Recital de Poesia, pá. Da fama de "cúmplice" ninguém me safou! Mas fi-lo "pelo coração", como faço tudo em política, pá! Mais! Nos tempos de antena da UDP e do PSR, aceitei participar, só para poder pedir a rápida solução do teu caso, pá. Não sei se te recordas ainda, que te visitei imediatamente no Forte de Caxias, (acompanhado pelo saudoso Actor Amílcar Botica) e várias vezes em Tomar (acompanhado pelo Zé Mário Branco e a Actriz Manuela de Freitas). Não julgas certamente que o fiz, para ganhar publicidade profissional, oportunismo, espionagem, eu sei lá o quê, pá!...
Ao ver-te e ouvir-te numa patética entrevista (repito: PA-TÉ-TI-CA!!!) na RTP-Canal 1, a jogar às cartas, com duas meninas "que fazem gracinhas de salão", fiquei estarrecido!!!
Será o Otelo, ou uma rábula do Herman José, pá?!
- Será possível que só tenhas 210 contos, em teu nome, no Banco?!
- Será possível que não estejas a favor dos "casamentos" entre homossexuais, com o único argumento de "que não gosto... não acho bem", pá?!...
- Será possível que aches que os partidos políticos têem dado cabo da Democracia?! Olha, que nem o Salazar diria melhor, pá!
- Será possível, pá, que sejas contra o serviço voluntário militar, (em substituição do obrigatório), porque o Exército se poderia encher de "skin-heads"'!
- Será possível, pá, que nunca tenhas dado por homossexuais na tua carreira militar e sejas contra a sua inclusão na vida militar, tal qual como os mais reaccionários falcões dos Exércitos de todo o mundo?
- Será possível, pá, que tenhas citado o Maestro Vitorino d'Almeida dizendo que eras um heteressexual assumido?! Má piada machista!...
- Será possível que desconheças a luta pela dignificação de centenas de milhares de homens e mulheres, em todo o mundo, neste final do século vinte, pá, principalmente depois do trágico problema da SIDA?
Mas... aqui é que eu gostava de chegar:
- Será possível que tenhas dito, que tens grandes amigos no Teatro (citaste: Cornucópia, Comuna e Barraca) e te tenhas esquecido da minha Companhia Teatral do Chiado, na Sala Estúdio do S. Luís e que tem como Director Artístico, o "parvo do Mário Viegas", há 5 anos?!
Há já uns 6 anos, pá, eu te convidei umas duas ou três vezes, para veres um espectáculo gírissimo que encenei no Ritz-Club, "O Regresso de Bucha e Estica". Estiveste na conversa e nos copos no 1º andar e nunca te dignaste subir para espreitar, pá. Fiquei muito sentido!!
Nunca te deste ao trabalho nestes cinco anos, de ver um dos nossos onze espectáculos e quatro exposições e vários recitais de Poesia. Ou também és daqueles esquerdistas, que acham que só devem ir "de borla e por convite"?!
Eu não fiz mais que a minha obrigação, ao tentar "romanticamente" ajudar-te, dentro dos limites da minha profissão e coragem. Não o fiz para me agradeceres ou dar presentes...
Mas, "Só não sente, quem não é filho de boa-gente!!" diz o Povo Unido e com razão, pá!
Não te zangues comigo... Não penses que isto é "cabala" deste jornal... Nem venhas agora a correr à Rua Antonio Maria Cardoso... (É uma triste ironia...)
Gostaria de saber, pá, que raio de "intriguistas" é que estiveram por trás do teu silêncio para comigo há uns 6 anos. Tu, que amas tanto o Teatro, pá...
E fico com a imagem do Salgueiro Maia, na minha terra, Santarém, que se cruzou comigo e disse: "Obrigado por tudo o que tens feito pela divulgação da Poesia Portuguesa."
Confesso que fiquei emocionado e vaidoso. Mas como sabes: "Os Deuses levam sempre primeiro, os Melhores!"

domingo, fevereiro 19, 2012

O Carnaval em 1913

Ilustração Portuguesa, nº 364, Lisboa, 10 de Fevereiro de 1913
Ilustração Portuguesa, nº 364, Lisboa, 10 de Fevereiro de 1913
Ilustração Portuguesa, nº 364, Lisboa, 10 de Fevereiro de 1913
Ilustração Portuguesa, nº 364, Lisboa, 10 de Fevereiro de 1913
Ilustração Portuguesa, nº 364, Lisboa, 10 de Fevereiro de 1913
Ilustração Portuguesa, nº 364, Lisboa, 10 de Fevereiro de 1913
Ilustração Portuguesa, nº 364, Lisboa, 10 de Fevereiro de 1913
Ilustração Portuguesa, nº 364, Lisboa, 10 de Fevereiro de 1913

O Carnaval em 1913

Ilustração Portuguesa, nº 363, Lisboa, 03 de Fevereiro de 1913
Ilustração Portuguesa, nº 363, Lisboa, 03 de Fevereiro de 1913
Ilustração Portuguesa, nº 363, Lisboa, 03 de Fevereiro de 1913
Ilustração Portuguesa, nº 363, Lisboa, 03 de Fevereiro de 1913
Ilustração Portuguesa, nº 363, Lisboa, 03 de Fevereiro de 1913

domingo, dezembro 11, 2011

Concordata e Acordo Missionário entre Portugal e a Santa Sé - 07 de Maio de 1940

Concordata e Acordo Missionário entre Portugal e a Santa Sé - 07 de Maio de 1940


"Concordata - Uma concordata é um tratado bilateral que estabelece regras nas relações entre um Estado e a igreja católica, sendo negociada e assinada pela Santa Sé e pelo governo respectivo e ratificada pelo papa e pelo chefe de Governo (depois de ter sido aprovada pela assembleia legislativa). A concordata entre Portugal e a Santa Sé foi assinada a 07 de Maio de 1940, aprovada pela Assembleia Nacional a 27 do mesmo mês e ratificada a 01 de Junho. No prólogo do texto final apresentam-se as razões por que se assinou tal documento: "[...] regular por mútuo acordo e de modo estável a situação jurídica da igreja católica em Portugal, para a paz e maior bem da Igreja e do Estado." A situação de conflito que existia desde a implantação da República e, principalmente, desde a promulgação da Lei de Separação (1911) já tinha sido, em alguns pontos, ultrapassada, mas não era de forma nenhuma uma questão resolvida. Mesmo a ditadura militar, imposta após 0 28 de Maio de 1926, não tinha adiantado muito face ao essencial das reivindicações dos católicos agrupados no Centro Católico, pese a presença de Salazar no Ministério das Finanças. Porém, em 1933, a nova Constituição vai atribuir limites de carácter moral ao Estado, sendo essa moral a moral católica, reconhecida como a da maioria dos portugueses; já era "alguma coisa", mas os católicos não desistem de exigir a reparação de erros do passado e que à Igreja fosse garantida e reconhecida personalidade jurídica e liberdade de exercer a sua acção. Mas a intenção da concordata era outra e, senão, atentemos nas palavras de Salazar, no discurso proferido na Assembleia Nacional, aquando da sua aprovação por esta: "[...] Não tivemos a intenção de reparar os últimos trinta anos da nossa história, mas de ir mais longe, e, no regresso à melhor tradição, reintegrar, sobre este aspecto, Portugal na directriz tradional dos seus destinos." Contudo, e segundo Manuel de Lucena, embora o Estado tenha dado bastante à Igreja, não lhe deu tudo como é ideia corrente (a separação manteve-se, não existiam subsídios directos e a maior parte dos bens que lhe tinham sido confiscados pela República não lhe foram devolvidos, nem sequer "substituídos" pro indemnizações); em troca de um apoio político, fundamental ao Estado Novo, este aceitou algumas exigências (como a indissolubilidade dos casamentos católicos). A influência da Igreja vai ser respeitada pelo Estado, que será, aliás, um dos seus beneficiários. Como diz ainda Manuel de Lucena, "apesar de a separação ser visível existe um mariage de raison; há uma união mas as pessoas permanecem distintas". Juntamento com a concordata foi assinado um acordo missionário através do qual se pretendia a conversão dos indígenas à religião católica, mas também ao "portuguesismo"; tratava-se de fazer cristãos, mas acima de tudo fazer cristãos portugueses. No dizer de Salazar, o que se pretendia era nacionalizar a obra missionária." - in Dicionário Enciclopédico da História de Portugal, publicações Alfa - entrada "Concordata" de Maria Ângelo Branco

sexta-feira, novembro 04, 2011

Ilustração Portuguesa - Número dedicado a D. Manuel II

Ilustração Portuguesa

Ilustração Portuguesa de 18 de Maio de 1908
Indíce: O sr. Conde de S. Lourenço proclamando o novo Rei; Quem é o Rei de Portugal (D. Manuel II); Os novos sócios da Academia; Exposição do Rio de Janeiro; Partida de Jorge Colaço; Bellas Artes; A Aclamação de El-Rei D. Manuel II; Vianna da Motta em Berlim; Iconografia do Atentado; A Guerra da Guiné; Pepita Sevilha

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

O Jazigo da Casa Palmela

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terça-feira, junho 08, 2010

Vão acabar as Varinas!?...


Vão acabar as Varinas!?...

A varina ambulante, pregoeira de peixe por essas ruas e vielas da cidade, louvada na prosa do Ramalho, cantada nos versos do Cesário, a varina inspiradora de tantos erotismos e tantos desenhos, vai acabar dentro em breve?!
Incaracteristica, nova-rica, cliente de “taxis”, calçada à fina força pelas posturas municipais, a varina ao que parece vai perder a canastra, a sua linda canastra, que tem o recorte airoso das barcas fenicias da sua terra.
Conforme noticia que noutro lugar publicamos, o peixe do futuro apenas será vendido em peixarias, possivelmente por caixeiros mazombos, de batas de brim.
Adeus pregões da “viva da costa”, “pescada fina do alto”, “belo carapau”, tão grato aos gatos e aos pobres!...
Não mais, das mansardas, vizinhas esganiçadas perguntarão para baixo o preço do cachucho. Não mais cachuchos aos domicilios.
As varinas vão-se. Como foram os aguadeiros. Como foram os cocheiros e as pilecas de praça.
Outros tempos – outros aspectos.
Lisboa tem destas pechas. Houve época em que toda a gente fundava uma leitaria. Havia três e quatro leitarias em cada rua. Vendiam vinho a copo. Depois, a actividade comercial de Lisboa manifestou-se especialmente nas instalações de sapatarias. Surgiram lojas de calçado por todos os cantos. Parecia e parece estarmos em terra de centopeias.
Agora vamos ter peixarias. Já estamos a vê-las, com seus nomes pitorescos: Peixaria das Necessidades… Palace da Pescada em Posta… Le Poisson d’Or…
E das varinas, se para com elas houver um pouco mais de complacência e de humanidade, apenas restarão dentro em pouco saudades, umas vagas imagens literárias, e maior população em terras de Ovar.

Diário de Noticias – 05 de Agosto de 1930

quarta-feira, janeiro 20, 2010

As Imagens Políticas de Bordallo Pinheiro



Clique nas Imagens para Aumentar
Fonte: PINHEIRO, Rafael Bordalo, 1846-1905O voto livre / Rafael Bordalo Pinheiro. - Lisboa : [s.n.], 1881. - 3 f. ; 23 cm - http://purl.pt/1340

quinta-feira, junho 25, 2009

Os hospitais também são Património, com a minha querida Professora Maria Rita Lino Garnel

Os hospitais também são património. Neste programa vamos ver de perto três exemplares de notável significado, implantados em Lisboa nos últimos dois séculos: Estefânia, Miguel Bombarda e Júlio de Matos. São nossos convidados o psiquiatra França Jardim, a investigadora Rita Garnel, o economista Vítor Freire e a pediatra Teresa Neto, entrevistados por Manuel Vilas-Boas.

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1248222

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Padeira de Aljubarrota que, tal como Manuel Alegre, esteve também em Argel




Auto Novo, e Curioso da Forneira de Aljubarrota, em que se contem a vida, e façanhas desta valerosa Matrona – Composto por Diogo da Costa, Lisboa, Na Officina dos Herd. de António Pedrozo Galram, MDCCXLIII (1743)

Começa a Obra

Na famosa, e sempre leal Cidade de Faro, a quem o Oceano (parecendo-lhe, que nisto lhe dá perro) lhe morde as prayas com as argentadas prezas de suas ondas, porem vendo, que lhe não póde meter dente se confessa corrido de lhe ter beijado-o pe quando lhe pretendia morder a planta: he esta famosa Cidade Metropoli do Algarve, em cujo Reyno ainda que seus moradores passão muito, com tudo sempre dão figas a muitas terras de Portugal. Esta foy a pátria da famosa Brites de Almeida, ou por outro nome, da valerosa Forneira de Aljubarrota (ainda que os desta Villa querem seja sua patrícia.)
Nasceo de pays humildes, e pobres, porém com tão altos pensamentos, que lhe parecia, que todo o Mundo era seu, pois nem sempre o inferior nascimento he índice da cobardia. Vivião seus pobres pays em huma humilde casa, ou taverna, onde ganhavão o sustento, repartindo pelo Povo o trabalhoso suor das vinhas, ou os saborosos dons do fecundo Baco: neste exercício se foy creando, e crescendo esta varonil matrona, sobindo-lhe taes fumos à cabeça, que apenas chegou a uso da razão, se foy mostrando de tal forma desarrezoada, que por qualquer cousa partia huma cabeça, o que fez muitas vezes, cuindando-se pouco no seu castigo, pelo sexo, e pouca idade, como se o corpo, que encerra grande maldade, não podesse receber igual supplicio.
Logo desde a meninice começou a ostentar animo varonil, porque em lugar de applicar ao lado da roca, somente procurava cingir a espada, e quando outras moças da sua idade a convidavão para brincarem com as suas bonecas, […] só se inclinava a formar pendências, a fingir desafios, e a jugar murros, e bofetadas, fazendo-se tão temida não só das raparigas, mas ainda dos rapazes, que em ella apparecendo, todos fogião. Chegando com estes intróitos à idade de vinte e seis annos, ficou orfãa de pay, e mãy, e vendo-se sem quem lhe podesse atalhar seu fervoroso animo, começou mais livremente a exercer suas travessuras; pois ficando-lhe algum dinheiro de seus pays, o começou a gastar com Mestres de esgrima, e em comprar boas espadas.
Nestes, e outros taes exercícios, gastou algum tempo fazendo vários crimes leves, que não os fazia mayores, porque lhe não davão motivo a isso, pelo muito, que todos a temião; mas vendo, que algum dinheiro, que de seus pays tinha herdado, estava quasi gasto, e que lhe era forçoso buscar modo de ganhar a vida, se foy arrendar huma fazenda junto a Loulé, pois não tinha génio para exercitar occupações mulheris, mas também nisso presistio pouco tempo; e foy a razão, que havia alguns mezes, tinha chegado a Faro hum soldado natural do Além-Tejo, homem valeroso, e de grandes forças, o qual ouvindo as acções de Brites de Almeida, e presenciando algumas, se abrazou em hum honesto amor de a solicitar para esposa; digo honesto amor; porque não o tinha rendido a quererlhe a fermosura, pois nella não havia motivos para ser querida pela presença, por quanto era da estatura do mais alto homem, magra mas corpulenta, a cor do resto pallida, o semblante triste e feyo, o cabello crespo, os olhos pequenos, o nariz e a boca grande, tinha seis dedos em cada mão, que logo parece, que a natureza por lisongear o seu valor quis dar com o augmento dos dedos mais motivos ao esforço de suas mãos.
Sendo este o seu retrato, se deve inferir, que somente rendeo a este infeliz amante, o vela no valor tão parecida ao seu génio, pois he a semelhança causa de amor, que podia attender, que essa mesma valentia, que nella admirava, era mayor motivo para se aborrecer, pois as mulheres somente se devem procurar prudentes, e virtuosas; porém o nosso soldado não admittio estas máximas, porque quem ama, julga prendas, o que são defeitos. Em fim sabendo, que a sua querida se tinha mudado para Loulé, se poz a caminho, e chegou em hum dia à tarde à fazenda a tempo, que ella estava assistindo à cava das vinhas, e castigando hum moço seu por certo descuido; e pedindolhe o cançado amante, que o attendesse menos irada, e mais compassiva, lhe manifestou o intento a que vinha. Estranhou ella o estylo da proposta, tanto porque no forte do seu peito nunca tinhão penetrado de amor as settas, como porque julgava o altivo de seu valor, que nenhum homem era capaz de sogeitarlhe o alvedrio. Por hum breve espaço esteve imaginando, se lhe daria a morte em resposta de seu atrevimento, e socegada por hum pouco, lhe respondeo, qual outra cruel Atalanta, que se queria dar a partido, mas de tal modo, que se elle a vencesse com a espada na mão, se rendaria ella à sua vontade; e quando elle ficasse vencido, perderia a vida aos fios da sua espada em castigo do seu atrevimento. Aceitou a condição o amante Hypomenes, porque quem ama a todo o partido se offerece; e ainda julgava pouco o arriscar a vida por merecela. E fiados cada qual no seu esforço (ainda que o infeliz amante tinha dous contrários, pois pelejava contra a sua inimiga, e contra o seu mesmo amor) meterão mão às espadas, e se começarão a atirar cruéis golpes; mas como na contenda só procurava o amante soldado vencer, e não maltratar, (pois mal offenderia, a quem amava) em breve tempo se se sentio passado pelo peito com a espada da sua cruel competidora, e cahindo em terra perdeo a vida.
Como isto succedeo à vista dos cavadores, que com alaridos tudo atroavão, lhe foy preciso retirarse pondo-se a caminho para Faro, e tendo já caminhado pouco mais de ??? léguas, olhou para traz, e vio, que vinhão em seu seguimento mais de vinte homens armados; porém quando chegarão junto della, era a tempo, que já estava cerrada a noite, que muito escura, e tempestuosa, e valendo-se de hum bosque de figueiral, entrou por elle, e ainda que a justiça a seguio, não lhe foy possível achalla por causa da cerração da noite, e obscuridade do bosque; e assim caminhando todo a noite chegou a Faro pela manhãa, e achando na praya hum batel com vela, e leme, se meteo dentro, e entregou ao mar, confiada em alguma experiencia, que tinha, com tenção de passar o Guadiana, porém começando a cahirlhe hum vento leste, a foy desviando tanto ao largo da terra, que a poucas horas a perdeo de vista.
Todo aquelle dia passou naufragando entre as ondas, sem ver mais, do que mar, e Ceo, e deitando a vela abaixo se deixou ir para onde a agua, e o vento a quizessem levar, e pondo-se a roer nas unhas (que he o costume de Poetas, e afflictos) começou a imaginarse visinha ao ultimo fim da sua vida, por quanto ainda a escapar de ter profundo monumento nas salgadas ondas, se considerava brevemente morto cadáver na tumba de hum bater, pois passavão vinte e quatro horas, que não comia, nem bebia; chegada a noite a passou nestasm e outras considerações, arrependida já dos seus desacertos, sendo o seu mayor pezar o chegarlhe tão tarde o arrependimento.
Chegado o seguinte dia mais socegado de vento, e mais tranquillo o mar, ainda que mais augmentava a interior tormenta de suas afflicçoens, esteve desesperada quasi deitando-se ao mar por não ter mais dilatada morte; e levantando os olhos, vio, que huma embarcação à vela cortava as aguas, e tornando a levantar a vela ao batel para melhor ser vista (o que muito lhe custou pela fraqueza em que estava) a poucas horas vio junto de si huma setia de Mouros: bem razão tinha de estimar o encontro, pois ainda que inimigos, lhe trazião com o cativeiro o quasi perdido alento (que há occasioes tão terríveis, que se sestejão as mesmas desgraças.) Porém levada do seu génio, e valor pegou na espada, e determinou vender a vida a troco do inimigo sangue, e chegados os Mouros, começou a porse em defeza, ameaçando com a espada ao que intentasse cativala. Muito admirados estavão os inimigos, vendo que huma só mulher se oppunha a mais de duzentos homens, e recebendo nas rodelas os golpes, que lhes atirava, saltarão dentro no batel, e a cativarão, não sem lhes custar algum sangue, ficando muito admirados do seu valor, e mais sabendo, que havia quarenta e oito horas, que não comia, nem bebia. Tratarão logo de alimentar, e se puzerão a caminho para Argel, não porque fossem satisfeitos com a preza, mas porque estavão já faltos de mantimentos.
Com a demora de quatro dias aportarão em Argel, e posta a preza em lanço, como he costume, foy comprada por hum Turco rico, e poderoso, em cujo palácio achou mais dous cativos Portuguezes, que de algum a lívio lhe sevirão na sua desgraça (porque o ter companheiros nas penas senão he remédio, he ao menos consolação). Foy logo mandada trabalhar no exercício da cosinha entre as mais servas de Hamet (que assim se chamava o Turco) cousa, que ella muito sentio por não ser costumada a exercicios feminis; e posto que pedio ao Turco, que a mandasse cavar, ou fazer outros exercícios mais trabalhosos, não forão admittidos seus rogos, e assim neste tormento esteve mais de hum anno, até que desesperada buscou occasião de fallar com os dous cativos, e lhes intimou como não solicitavão a sua liberdade. Ao que elles responderão, que era impossível não sendo com resgate. Replicou ella, que se tinhão valor lhes promettia verem-se livres brevemente: e ajustada a seguinte noite para o que intentava, se forão ambos pêra o lugar onde ella mandou, que esperassem.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Freitas era "devoto de Salazar", escreveu Marcelo

E assim se vende a História deste país...
Leilão. No dia 25, no Hotel Fénix, é leiloado um lote de cartas que Marcelo Caetano, exilado no Brasil depois do 25 de Abril, escreveu a um destinatário chamado António e à sua mãe.
Várias cartas do exílio de Caetano no Brasil vão a leilão
"Querido António", "caro António". Marcelo Caetano manteve durante vários anos uma correspondência regular com um jovem adulto, de direita, e com a sua mãe. Com o filho, Caetano discorre sobre a política e a sua mágoa com o país, com os partidos de direita - omnipresente nas cartas é o "desgosto" com o seu antigo discípulo Freitas do Amaral, então líder do CDS, referido imensas vezes.
"O Diogo era devoto de Salazar, amigo do presidente Tomás, de quem um tio era ajudante, ao ponto de ir preparar os seus exames para o Palácio de Belém! A revolução dos cravos foi sobretudo a derrocada do carácter dos portugueses. Que homem!" A carta em que Marcelo Caetano fala assim do seu antigo discípulo, Diogo Freitas do Amaral, é escrita a 13 de Abril de 1977, nove meses antes de o então presidente do CDS assinar o acordo com o PS de Mário Soares para o Governo.
O contexto é a expulsão de Galvão de Melo do CDS, que o ex-presidente do Conselho considera não ser justificada. "Não sei o que pensas do CDS", escreve Caetano a António, "para mim tem sido um desapontamento, como para a maioria das pessoas minhas conhecidas que a princípio acreditaram nele. E as atitudes do meu antigo discípulo - assistente Diogo do Amaral - na política e em relação a mim foram um dos maiores desgostos que neste período sofri." Continua Marcelo, invocando os "favores" de Salazar para com o pai de Freitas do Amaral: "O Galvão de Melo não será muito boa peça, mas o que ele disse não justificava de modo nenhum a reacção do CDS, presidido por um filho de um antigo secretário de Salazar que este beneficiou largamente."
Dias mais tarde, a 28 de Abril de 1977, Marcelo escreve novamente a António e concede, relativamente ao CDS, que "na verdade, no desgraçado panorama da política portuguesa actual, não há melhor".
"Quanto ao CDS, compreendo muito bem a tua posição (...). As minhas razões de desconsolo com o partido e de indignação com o presidente são pessoais. E infelizmente justificadíssimas. No ano passado estive muito mal de saúde com o desgosto que me deu o sr. Diogo do Amaral. Mas isso é coisa minha e vocês têm de se agarrar ao que houver de menos mau." Um mês depois, a 25 de Maio de 1977, em nova carta, o diagnóstico do ex-presidente do Conselho no exílio sobre a direita portuguesa será genericamente arrasador. "O que me impressiona no panorama político português actual é não ver ninguém com qualidades morais de liderança do País e sobretudo da chamada direita. Infelizmente conheço muito bem os Kaúlzas e os Adrianos Moreiras que tudo sacrificam à ambição do mando e tive um enorme desapontamento com o Diogo do Amaral. Do Galvão de Melo, simpatiquíssimo desmiolado que durante anos conheci fiel sustentáculo do salazarismo, nem se fala."
A 20 de Fevereiro de 1978, Marcelo sente-se aterrado com o pluripartidarismo. "Quanto à política portuguesa, ela só confirma o que durante anos dissemos sobre o regime de partidos nesse país. Há-de ser cada vez pior." Mas em 8 de Junho seguinte tem a "impressão de que a direita se está fragmentando inconvenientemente" e faz planos estratégicos. "Tudo haveria a ganhar em fundir o MIRN e a Democracia Cristã com nova chefia, embora os antigos chefes ficassem a apoiar. Assim, nenhum dos grupos poderá ganhar dimensão e força suficiente para se impor. Um novo partido, com gente nova à frente, estou convencido de que obteria grande êxito. O que aqui chega é um grande desencanto com o CDS e um veemente desejo de aparecimento de um partido moderno e eficaz que faça frente à esquerda. Muita gente actualmente inscrita no PSD também se juntaria a esse partido."
Este conjunto de 15 cartas e seis bilhetes, até agora desconhecidos do público, vai a leilão no dia 25, no Hotel Fénix, às 15.00, por iniciativa de Nuno Gonçalves, leiloeiro e livreiro.
O mistério da carta quase indecifrável de Salazar
Leilão. Entre as várias peças que agora vão à praça está um bilhete de Salazar dirigido a Urbano Rodrigues
A letra de Oliveira Salazar é praticamente ilegível. Nuno Gonçalves vai levar a leilão no dia 25 deste mês, no Hotel Fénix, uma carta de Salazar, com a chancela do gabinete do presidente do Conselho, dirigida a um "senhor Urbano Rodrigues", jornalista. Está datada de 17 de Novembro de 1950.
É muito difícil conseguiu desbravar o conteúdo da comunicação de Oliveira Salazar ao jornalista Urbano Rodrigues. Aparentemente, e tanto quanto é possível decifrar, trata-se de uma reacção do chefe do Governo, satisfeita, a um artigo de jornal escrito por Urbano Rodrigues. A base de licitação deste conjunto de cartões do então "presidente do Conselho" são cem euros.
Mas existem muitas outras preciosidades apresentadas neste leilão: um álbum fotográfico de viagem de Hermenegildo Capelo, o oficial da Marinha Portuguesa que foi explorador em África e que participou com Roberto Ivens na travessia entre Angola e a costa do Índico; uma colecção completa da Ilustração Portuguesa.
Uma das peças mais notáveis que vão a leilão - e que estará em exposição a partir do dia 24, sexta-feira, das 15.00 às 23.00 - é um exemplar da revista de arte portuguesa KWY, que até hoje nunca foi a leilão. A KWY foi criada em Paris por Lourdes Castro e René Bertholo, que eram editores, impressores e distribuidores. Impressa em serigrafia, a revista durou 12 números, publicados em seis anos, e teve, entre os seus variadíssimos colaboradores, a pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva. A base de licitação do exemplar é de 25 mil euros.
Num leilão com 542 lotes, há muitíssimo mais por onde "pegar". Caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro, cartas de Miguel Bombarda (o médico psiquiatra republicano que foi assassinado por um doente no dia 5 de Outubro de 1910) a Ana de Castro Osório, em que tece elogios à acção propagandista de Ana de Castro Osório, em defesa da condição feminina. Também vão a leilão cartas de Manuel Arriaga a Ana de Castro Osório, datadas de 1906, em que o futuro presidente da República acusa a recepção do livro Às Mulheres Portuguesas, fazendo considerações em defesa do feminismo.
In: Diário de Notícias, 16.10.08

quinta-feira, agosto 28, 2008

Aljubarrota dá nova dignidade e importância à decisiva batalha


Aljubarrota dá nova dignidade e importância à decisiva batalha
Jornal Público 28.08.2008, Ana Nunes

Acontecimento central da História do país será contado com recurso às mais modernas tecnologias

No ano em que se assinalam 623 anos sobre a Batalha de Aljubarrota, ocorrida a 14 de Agosto de 1385, no palco daquele que foi um dos acontecimentos mais decisivos na História de Portugal, com o triunfo do exército de D. João I que impediu a sua anexação pelo trono de Castela, irá nascer um novo Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA) com inauguração prevista para 11 de Outubro de 2008. O projecto da já existente Fundação Batalha de Aljubarrota (FBA), em Porto de Mós, inserido "no processo de salvaguarda e valorização do património associado ao campo de batalha de São Jorge", espera contar com cerca de cem mil visitantes por ano, a partir do terceiro ano de existência.
Segundo Isabel Cordeiro, assessora de imprensa da fundação, o objectivo é que "o Campo de Aljubarrota permita a nacionais e estrangeiros um melhor conhecimento daquele acontecimento central da História" e que o local se assuma como "um dos principais pontos de turismo cultural em Portugal".
O investimento total ronda os dez milhões de euros, dos quais cinco milhões se destinaram a conteúdos e os restantes à construção do edifício e arranjo paisagístico", adiantou Isabel Cordeiro. O projecto é co-financiado por vários mecenas, entre os quais António Champalimaud, o Banco Espírito Santo e a Fundação Calouste Gulbenkian, a par de financiamentos comunitários do Programa Operacional da Cultura.
Viagem multimédia
O centro de interpretação, instalado nos terrenos do antigo museu militar, ocupa uma área de 1900 metros quadrados e pretende "descrever a razão pela qual sucedeu a Batalha de Aljubarrota e a forma como foi travada". Para tal, irá utilizar como principal recurso um dispositivo multimédia, adiantou Isabel Cordeiro. A divisão será feita em três núcleos museológicos, através dos quais o visitante irá deslocar-se.
O primeiro núcleo irá fazer o enquadramento histórico da batalha através de uma vala arqueológica - vestígio da batalha -, e de um friso cronológico que assume a forma de um jornal electrónico do século XIV, onde o visitante irá recuar no tempo e ambientar-se. O núcleo dois é considerado "o ponto mais alto da visita", explica a assessora, explicando que irá desenrolar-se um "espectáculo inédito, onde se conjugam um filme, diapositivos, som, luzes e efeitos especiais, produzidos numa escala monumental" e que descreve, durante 30 minutos, a noite da batalha. O cenário é feito à escala real e são mostrados "cavalos, armas, corpos dos combatentes, os abatises, as covas do lobo e o próprio relevo do terreno".
O último núcleo "apresenta e descreve factos associados à batalha e à sua época". O material em exposição "ajuda o público a interpretar os factos históricos mais relevantes, como as armas utilizadas e a actuação dos protagonistas", explica Isabel Cordeiro. No espaço estão ainda presentes réplicas de armamento utilizado e ossadas humanas encontradas no terreno da batalha. "Inclui ainda iconografia histórica e imagens das escavações realizadas desde Afonso do Paço", acrescentou a assessora.
Este cenário conjuga-se com serviços educativos, um restaurante e uma loja. No exterior do centro, existe um amplo espaço onde decorreu a batalha real que o visitante poderá explorar. Também no Vimeiro, no concelho da Lourinhã, nasceu na passada semana um centro de interpretação para melhor conhecimento daquele acontecimento militar que opôs as tropas luso-britânicas às francesas. A iniciativa visou a comemoração dos 200 anos da batalha contra os invasores franceses e explica como tudo se passou. O Centro de Interpretação dispõe também de uma vista privilegiada sobre o campo de batalha.
O confronto bélico de 21 de Agosto de 1808 foi travado durante a Guerra Peninsular entre as tropas de Junot (formadas por 13 mil homens) e as luso-britânicas de Arthur Wellesley, futuro duque de Wellington (apoiado num exército de 18 mil homens), na sequência da primeira das duas invasões das tropas francesas e também marca o início da expulsão dos franceses do território.
Segundo o historiador Saul António Gomes, conselheiro deste novo centro, este será "uma referência significativa a nível nacional" através da "divulgação para grandes públicos de um acontecimento essencial na História". O historiador acentua ainda que a importância do centro assenta na forma de "levar a História a públicos actuais, tendo sempre em vista esse mesmo público", "reintroduzindo-se a investigação da História Medieval e da Batalha de Aljubarrota".
"O projecto está concebido para públicos nacionais e estrangeiros e pretende informar e esclarecer sobre o assunto sem heroísmos", explicou ao PÚBLICO Saul António Gomes, acrescentando que "nenhum espanhol terá motivo de tensão ao visitar o museu". O historiador conclui que este centro será "um exemplo museológico a nível europeu e até mundial".
Em 2001, o local onde decorreu a Batalha de Aljubarrota foi classificado pelo Ippar como monumento nacional. Um ano depois, surgia a FBA com o objectivo de recuperar, requalificar e valorizar o Campo de São Jorge. Em 2004, o Ministério da Defesa Nacional e a FBA estabeleciam um protocolo onde ficou decidida a transformação do antigo museu militar num centro de interpretação da batalha. Os trabalhos tiveram início em Junho de 2005 e duraram até este ano.
No próximo ano, estará concluído outro centro de interpretação relacionado com a Batalha de Aljubarrota junto ao Mosteiro da Batalha e a Fundação pretende "continuar a recuperar a paisagem do campo de Batalha de Aljubarrota", explica a assessora, que acrescenta que "a FBA poderá vir a participar na construção dos centros de interpretação das batalhas de Atoleiros e de Trancoso".

domingo, julho 20, 2008

Casa dos Bicos vai para a Fundação José Saramago

Ao que consta, António Costa cede a emblemática Casa dos Bicos (no Campo das Cebolas, Lisboa) par a Fundação José Saramago. Eu confesso que não em agrada nada a ideia, até porque me desagrada o Nobilizado mais a sua pessoa. E, ao que parece, a ideia não agrada realmente a todos... ora leiam os comentários à notícia que está no site do jornal SOL (http://www.sol.pt/).

Comentários

Nunca se deu o devido valor á Casa dos Bicos, um edificio do ponto de vista arquitectónico lindo e desperdiçado (como é habitual). Também sou contra a cedencia á Fundação, poderiam ter arranjado outro edificio qualquer. O Saramago tem sido muito indelicado e arrogante com Portugal (confesso que nunca consegui ler nada dele), que a Fundação fosse para a terra onde ele nasceu e não em Lisboa. Dá-se tanta importância ao Saramago e só agora se lembraram de homenagear o Manuel de Oliveira por ocasião dos seus 100 anos, esse sim que nunca renegou ser português, e que é mais conhecido e premiado que o Saramago. E os outros escritores? Como o Lobo Antunes? Esse sim merecia um NOBEL. Mas como diz o ditado "Santos da Casa não fazem milagres", e nós vamos mais uma vez pagar a arrogancia do Saramago.
anonima, em 2008-07-20 01:02:41
Esta é a maior vergonha Nacional, ceder a Casa dos Bicos a uma Fundação Espanhola.
Esse tal de Antonio Costa, deveria ser penalizado por ter oferecido a Casa dos Bicos a Espanha.
Por este andar o ex-Cardeal cria uma Fundação e o " Tony " cede-lhe os Jeronimos.
Mais nós é que vamos andar a sustentar estas Fundações estranhas, perece-me que esta conduta deste comunismo capitalista deveria ser bastante criticado, onde já se viu um comunista puro ter uma Fundação, só mesmo neste pais e com essa gente que utiliza o dinheiro dos outros para fins pessoais, onde esta a oposição.
FORA COM O SARAMAGO e COM O SEU PREMIO NOBEL, nós sempre vivemos sem um premio NOBEL, se bem que esse premio só se deve a Portugal e aos Portugueses e um bocadinho ao escritor.
fiesta2008, em 2008-07-19 10:50:01
O Saramago trocou Portugal por Espanha, continue em Espanha!!!
A Casa dos Bicos nunca lhe deveria ser cedida!!!
A Casa dos Bicos é Histórico!!!
leoj, em 2008-07-18 23:08:47
Já em Os Maias do Eça de Queirós um dos dois arquitectos (um foi despedido) que renovou a casa do Ramalhete chamava-se Manuel Vicente. Coincidência? Cá para mim, acho que o Eça lia muitos mapas astrológicos para os seus romances que nos levam à brilhante conclusão: o futuro é sempre a mesma porcaria. Em Portugal nada (ou pouco) muda. Deve ser estrangeirite aguda, de que padece este Saramago e outros que tais...
Vencedor, em 2008-07-17 23:54:45
Bem, o homem é um Ibérico do género: "Coño, yo non soy español pero me gustaba de serlo. Olé!"
gipsyking, em 2008-07-17 21:22:44
Mas afinal o homem é português?
Que raio de portugueses que nós somos. Foge-nos sempre o olho para a desgraça. Pobretes mas alegretes. Logo logo vem o futebol e depois em Outubro vem Fátima, de seguida o Natal e para o ano tudo se repete. É verdade nos intervalos dos bicos temos fado. Assim se vai esquecendo para onde vai o nosso dinheirinho.
Deixamerir, em 2008-07-17 21:00:33
Irónico! De armazém do Henrique Tenreiro a armazém do José Saramago.
gipsyking, em 2008-07-16 20:43:46
Acho bem,
O Saramago tem dado tantas bicadas em Portugal e nos Portugueses, que nada mais justo que retribuir-lhe com a casa bos bicos.
Estou até disposta a oferecer à fundação, todos os livros que tenho dele, menos um, para memória. futura.
provinciana, em 2008-07-16 19:53:49
É verdade que a Casa estava sem aproveitamento condigno,como é hábito na Tugalandia.Mas, o sr Saramago já tem uma loja na sua terra ,Lanzarote.A medíocridade da "esquerda"...
surpreso, em 2008-07-16 19:18:04
Se "existia a possibilidade da fundação ficar bem Espanha, onde o autor reside", era lá que a mesma deveria ficar.
Assim a fundação seria o Pilar, mais eficiente, do projecto hegemónico de Portugal e Espanha tão do agrado do Saramago...
Trauliteiro, em 2008-07-16 18:13:56
Também partilho da opinião que é um desperdício. De facto,(com virgula) o museu do Nobel da Literatura bem podia ser um Rés do chão de um prédio qualquer que tenha agora vagado pela saída dos ciganos. A Casa dos Bicos seria muito mais útil como posto de entrega de bússolas, visto andar muita gente desorientada.
AZULCLARINHO, em 2008-07-16 18:05:44
Mais uma!
Costa já pagou as dívidas, quer fazer da Casa dos Bicos a casa de saramago e tudo isto com o dinheiro do "desastroso" negócio do Casino de Lisboa?
Será que ele pensa que somos tansos?
Porque será que só se sabem queixar das dívidas herdadas e nunca falam na herança recebida?
mulher, em 2008-07-16 17:21:41
O comentario mais inteligente é mesmo o do "Espesso". Vieram-me as lágrimas ao ohos de tanto me rir. "A casa dos bicos foi feita pelos reis" Se o Duarte Nuno se vai dedicar à construção civil ainda vem tudo abaixo. Roubar o povo, lindo só um amante da monarquia se lembraria de tal, terá alguma coutada por Mértola? E essa referência a Lisboa e ao facto de que saramago não gostará de Liboa é de um gajo se mijar a rir. Aí por Mértola estão esperando o metro ou o tempo passsssssa. O espírito que voa sobre estes comentadores é tão saudosista que me faz regressar a antanho e lembrar-me de uns quantos Lusitanos desfavorecidos a favor de uns certos mercenários germanos. Quanto a igrelas, maquiavel tinha razão, desconhecia era a tribo do futebol que aí vinha.
luxuriablack, em 2008-07-16 17:15:39
trampa de fundacion sin virgula
porque é que a Amália nunca conseguiu o que agora cedem ao estrangeirado?
vendidos!
DisMissed, em 2008-07-16 17:12:56
Adoro os comentadores. Bem ao nível dos momentos actuais. Ignorância quanto baste. Uma massa cinzenta muito transparente.
luxuriablack, em 2008-07-16 17:03:31
Mas que palhaçada é esta??? a casa dos bicos foi feita pelos reis que esta corja de esquerda nunca gostou e ate matou e agora querem ficar com a casa para mais branqueamento de impostos??? Não chega a do Mário? é só roubar o povo Português sem vergonha nenhuma, esse Saramago não é de Lisboa e nunca gostou de Portugal, inclusive queria que fossemos uma província Espanhola e estes gatunos fazem mais uma malandragem destas???? É UMA VERGONHA.
Espesso, em 2008-07-16 16:47:56
é mais um roubo governamental ao povo... força camaradas acabem com isto de vez...
Portugalaosbichos, em 2008-07-16 16:30:04
Gosto muito da Casa dos Bicos. É um edifício notável, muito original e que guarda a memória dos Descobrimentos, quando Lisboa foi considerada capital Mundial.

Não gosto da mensagem de Saramago. Não tenho nada contra a sua pessoa. Não acho que esteja à altura do prestígio daquela Casa.

Acho que foi uma decisão infeliz.
nunogil, em 2008-07-16 16:27:08
Discordo, na totalidade...
Saramago merece 1 Monumento mas já agora que seja em terras Espanholas, pagas pelos Espanhois.
manuelamarinho, em 2008-07-16 15:55:04
ACHO QUE A CML FEZ MUITO BEM. ACONTECE QUE EM 1999 A MESMA CAMARA (JOÃO SOARES) RECEBEU UMA CARTA DE UMA IGREJA EVANGÉLICA PEDINDO UM EDIFICIO DOS MILHARES QUE A CML TEM A CAIR E A ARDER, PARA CONSTRUIR UM LAR DA TERCEIRA IDADE E UM INFANTÁRIO; TUDO SEM CUSTOS PARA A CML POIS O EDIFICIO SERIA SEMPRE SUA PROPRIEDADE. A DITA IGREJA AINDA ESTÁ À ESPERA DA RESPOSTA?!...
MELHOR É IMPOSSÍVEL!...
TELMOVIEIRA, em 2008-07-16 15:54:40
Um caso com relevo embora sem relevancia de maior.
AZULCLARINHO, em 2008-07-16 15:54:25
Está mal.

A casa dos bicos tem um valor histórico por si só.
Saramago tambem. Por isso merecia uma casa só para ele.

Assim misturam-se a casa dos bicos com o Nobel do Saramago.
Zeus, em 2008-07-16 15:48:27